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MINERAIS CRÍTICOS

Alunos de Harvard querem usar IA no projeto Santa Cruz

Por Redação Brasil Mineral•
Alunos de Harvard querem usar IA no projeto Santa Cruz

Alunos de Harvard fizeram visita técnica ao projeto para analisar como IA pode otimizar a coleta e análise de dados no processamento de grafite, primeira mina da commodity a operar em décadas fora da China.

A South Star Battery Metals Corp. recebeu visita técnica realizada por integrantes da turma inaugural do programa Q-Fellows, do Harvard Innovation Labs, da Universidade de Harvard, entre 16 e 19 de setembro, ao projeto Santa Cruz, que contou com alunos que estudam o processamento de minerais críticos. O objetivo foi determinar como aplicações de IA podem proporcionar uma coleta de dados mais eficiente.

A pesquisa dos alunos trouxe uma nova perspectiva sobre a melhoria de processos, oportunidades de otimização e a potencial aplicação de novas tecnologias. A equipe foi composta por Raymond Jiang (Matemática Aplicada), Mary McColm (Ciência e Engenharia Ambiental), Fiona Millan (História da Ciência e Ciência da Computação) e Ethan Tan (Ciência da Computação e Estatística). Ethan não pôde viajar até o local, mas trabalhou no projeto. A equipe pesquisou a cadeia de suprimentos de minerais críticos. Isso incluiu mais de 100 entrevistas abrangendo os setores de mineração, processamento, laboratórios nacionais e governo. A pesquisa revelou que o principal gargalo para os minerais críticos é o processamento. Com aproximadamente 90% da capacidade de processamento de minerais críticos concentrada na China, o grupo identificou que o processamento fora da China é prejudicado pela transição da escala piloto para a produção comercial. A equipe analisou o grafite devido ao seu papel como insumo direto para baterias de íon-lítio.

A empresa foi considerada para inclusão no estudo pelo fato de o projeto Santa Cruz possuir capacidade de produção e de construção fora da China. O projeto Santa Cruz é a primeira mina de grafite a entrar em operação em décadas. O objetivo da equipe é determinar se os dados já gerados na planta podem ser utilizados de forma mais eficaz para embasar decisões relacionadas aos processos. Segundo Raymond Jiang: “Passamos dez semanas entrevistando pessoas sobre processamento mineral antes que qualquer um de nós sequer pisasse em uma planta industrial. Foi extremamente valioso perceber o quanto esse trabalho depende de um julgamento que não aparece em planilhas. Nosso objetivo é trabalhar com dados e identificar que tipo de análise estatística pode revelar informações genuinamente úteis para a equipe que atua em campo. Estamos abordando isso como uma pesquisa e, deliberadamente, não estamos prometendo resultados específicos”.

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