Vale defende preço a US$ 100 por tonelada em âmbito global

CEO da empresa revisa piso de rentabilidade para operações globais, argumentando que a exaustão das minas torna a produção progressivamente mais cara.
Executivos da Vale defenderam que o preço mínimo do minério de ferro no longo prazo, para que se mantenha a rentabilidade das operações das empresas em âmbito global deva ser de US$ 100 por tonelada, acima do que a Vale previa anteriormente. “Com a exaustão das minas e a necessidade crescente de ir mais longe e mais fundo com o minério, a produção ficará mais cara. Falávamos em US$ 90 por tonelada, mas revisamos nosso modelo”, disse o CEO da mineradora, Gustavo Pimenta.
Segundo Pimenta, as minas estão ficando velhas e mais caras e “vemos nossos competidores trabalhando com um teor de ferro cada vez mais baixo a cada ano”. Esta é uma virada fundamental no mercado em relação ao patamar que a indústria se encontrava há cinco anos”. O executivo da Vale comentou que a indústria vive um contexto de exaustão das minas entre 50 e 60 milhões de toneladas anuais, sem contar as 85 milhões de toneladas anuais, no mundo, que estarão no patamar de operação acima do ponto de equilíbrio entre oferta e demanda.
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