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BRUMADINHO

Seminário Internacional debate mineração sustentável e responsável

Seminário Internacional debate mineração sustentável e responsável

Objetivo é debater terras raras, lítio, níquel, grafite, cobre e outros minerais críticos como insumos decisivos para a transição energética, a nova industrialização, a defesa, a tecnologia e a disputa global por cadeias produtivas de baixo carbono.

O Seminário Internacional “Mande notícias do mundo de lá” ocorrerá entre os dias 13 e 15 e agosto no Memorial Brumadinho - Rua Hum, nº 100, Bairro Córrego do Feijão - Brumadinho, Minas Gerais, e tem como objetivo debater terras raras, lítio, níquel, grafite, cobre e outros minerais críticos como insumos decisivos para a transição energética, a nova industrialização, a defesa, a tecnologia e a disputa global por cadeias produtivas de baixo carbono. O evento será realizado pelo Memorial Brumadinho e terá a participação de pesquisadores, artistas, jornalistas, lideranças comunitárias, agentes culturais e familiares de vítimas para discutir mineração responsável, transição energética, justiça ambiental, cultura de prevenção, greenwashing, direito à memória e não repetição.

A mesa de abertura, “Notícias raras”, no dia 13 de agosto, irá debater transição energética, mineração e mudanças climáticas e abordará as promessas e os custos da nova economia mineral num contexto em que a demanda por minerais estratégicos cresce em nome de um futuro sustentável, mas também produz marcas profundas nos territórios, nas comunidades e nos modos de vida. Os participantes confirmados da mesa são Horacio Machado Araóz, pesquisador do CONICET e professor da Universidade Nacional de Catamarca, na Argentina; Malcom Ferdinand, pesquisador do CNRS, na França, e autor de Uma Ecologia Decolonial; Flávia Peret, escritora, pesquisadora e professora de criação literária, com a intervenção artístico-literária “Mineração do outro: fotografia e fabulação numa palestra-performance”; e a jornalista Giovana Girardi, chefe da cobertura socioambiental da Agência Pública, como mediadora.

O seminário posiciona Brumadinho não apenas como território marcado por uma tragédia, mas como lugar de aprendizado para o Brasil e para o mundo. A mensagem central é direta: transição energética sem justiça, segurança e memória pode trocar uma promessa de futuro por novas formas de risco. “Discutir minerais críticos, terras raras e transição energética a partir de Brumadinho é lembrar que nenhum futuro pode ser chamado de sustentável se continuar tratando vidas, territórios e comunidades como custo operacional. O Memorial não se coloca contra a mineração, mas afirma que a mineração do futuro precisa nascer de uma cultura de prevenção, transparência e responsabilidade. Mariana e Brumadinho não podem ser notas de rodapé em um novo ciclo econômico”, afirma Fabíola Moulin, diretora-presidente da Fundação Memorial de Brumadinho.

Cada dia inclui visita mediada ao território, almoço como prática de convivência e memória e mesa de debate com convidados nacionais e internacionais, além de duas exposições fotográficas: as imagens da fotógrafa Ísis Medeiros sobre os modos de vida do território, e Florescer em meio à lama: Memórias que brotam, exposição de fotos concebida pelos moradores do Córrego do Feijão em parceria com o Instituto Cordilheira.

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