
A Aura Minerals produziu 95,6 mil onças equivalentes de ouro, puxada por Borborema, e vai pagar US$ 60,4 milhões em dividendos
A Aura Minerals registrou produção recorde de 95.557 GEO de ouro no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 29% sobre o mesmo período do último ano e de 27% sobre o trimestre anterior. A produção no acumulado até setembro atingiu 253 mil GEO e cresceu 28% frente aos nove primeiros meses de 2025 - a maior produção de nove meses da história da companhia, mantendo-se alinhada ao guidance consolidado de 340 mil a 390 mil GEO em 2026. “O desempenho, puxado pelo trimestre recorde de Borborema e pela evolução do turnaround de MSG, se refletiu nos números: o EBITDA Ajustado de nove meses chegou a US$ 677 milhões, quase o dobro do ano passado e já superior ao de todo o ano de 2025, e o Fluxo de Caixa Livre Recorrente foi de US$ 124 milhões no trimestre, suficiente para pagar dividendos, recomprar ações e financiar o capex de expansão mantendo a alavancagem em 0,20x. Ao mesmo tempo, avançamos nos projetos que vão sustentar a próxima fase de crescimento: Era Dorada segue dentro do prazo e do orçamento, as expansões de Almas e Borborema estão em andamento e a internalização da frota de mina deve começar a reduzir custos a partir do ano que vem. Entregamos resultados fortes hoje enquanto construímos um caminho claro para ultrapassar 600 mil GEO por ano”, comentou Rodrigo Barbosa, Presidente e CEO da Aura.
A produção em Aranzazu somou 24.920 GEO, 16% superior sobre o mesmo trimestre de 2025, refletindo principalmente os teores mais elevados já previstos no sequenciamento de lavra e a dinâmica favorável dos preços dos metais na conversão para GEO: o preço médio realizado do cobre subiu 6% no trimestre, para US$ 6,46/lb, enquanto o do ouro recuou 3%, para US$ 4.285/oz. A preços constantes, a produção cresceu 35% frente ao 2T26 e 6% na comparação anual, com teores mais altos e maior conteúdo de cobre no concentrado. Nos 9M26, a produção foi de 58.497 GEO a preços atuais (-9% na comparação anual) e de 60.634 GEO a preços constantes (-12%), reflexo dos teores mais baixos já previstos para o primeiro semestre. Já a produção em Almas atingiu 14.264 GEO e caiu 5% quando comparada a um ano antes, principalmente por teores mais baixos, já que a planta expandida passou a processar um volume maior de minério, e o sequenciamento de lavra só alcança as áreas de teor mais elevado no quarto trimestre. Com a expansão, o volume de minério processado cresceu 31% na comparação anual e 3% no trimestre, com recuperação estável em cerca de 88%. Até setembro de 2026, a produção totalizou 46.232 GEO (+12% na comparação anual): o maior volume processado mais do que compensou os teores menores. O resultado já representa 73% do limite superior do Guidance.
A produção em Apoena chegou a 6.865 GEO e recuou 26% em relação ao mesmo trimestre de 2025, mas foi 20% maior na comparação com o trimestre anterior. No trimestre, a produção cresceu com o teor 27% mais alto e o maior volume processado, à medida que a Fase 3 da Cava Nosde avança — o acesso às principais áreas de teor mais elevado foi concluído no período, e elas serão a principal fonte de minério no último trimestre de 2026. Na comparação anual, a queda reflete o menor volume processado e as menores recuperações. Nos 9M26, a produção foi de 20.094 GEO (-24% na comparação anual), por menor volume processado e teores mais baixos. A Aura espera teores mais altos no 4T26, mantendo Apoena dentro do Guidance de 2026. A produção em Borborema atingiu 22.842 GEO (+60% frente ao 2T26; +124% em relação ao 3T25), recorde trimestral da operação, equivalente a cerca de 24% da produção da Aura no 3T26. O crescimento no trimestre veio dos teores mais altos (+42%, de 1,16 g/t para 1,65 g/t), com o acesso a áreas de maior teor previsto no plano de lavra, e do aumento de 14% no volume processado, favorecido pela melhora na filtragem. Nos 9M26, a produção foi de 54.194 GEO, contra 12.796 GEO nos 9M25 — a produção comercial de Borborema começou apenas no segundo semestre de 2025. O resultado já representa 70% do limite superior do Guidance. A Aura produziu em Minosa 13.344 GEO (-7% frente ao 2T26; -26% em relação ao 3T25), principalmente pelo menor volume de minério processado, ainda reflexo da maior altura de empilhamento na pilha de lixiviação, como no trimestre anterior. Nos 9M26, a produção foi de 45.027 GEO (-16% na comparação anual), pelos mesmos motivos. Mesmo com a queda nos resultados, Minosa já alcançou 71% do limite inferior do Guidance de 2026, enquanto MSG relatou 13.321 GEO (+85% frente ao 2T26), com teores mais altos (de 0,90 g/t no 2T26 para 1,19 g/t), volume processado 28% maior e recuperação 1,9 p.p. melhor (89,6%), à medida que o turnaround avança e a infraestrutura subterrânea e a migração para o método de lavra bottom-up evoluem conforme o plano. Nos 9M26, a produção foi de 29.087 GEO.
As vendas da Aura somaram 93.794 GEO no trimestre, aumento de 20% frente ao 2T26 e de 25% em relação ao 3T25, puxadas pelo recorde trimestral de Borborema e pela melhora de Aranzazu e MSG. A Aura vendeu 253.576 GEO até setembro, 28% a mais que no ano anterior, também um recorde. Já a receita líquida da empresa atingiu US$ 386 milhões no 3T26, aumento de 15% frente ao 2T26 e de 56% em relação ao 3T25, principalmente pelo maior volume vendido. A Receita Líquida somou US$ 1.104,6 milhões nos nove meses iniciais, 84% acima do mesmo período do ano anterior, com mais vendas e preços dos metais mais altos.
No terceiro trimestre, o EBITDA Ajustado alcançou recorde de US$ 236,9 milhões, aumento de 20% frente ao 2T26 e de 56% em relação ao 3T25, com o crescimento de produção e vendas e, na comparação anual, também com os preços dos metais. Nos 9M26, o EBITDA Ajustado alcançou US$ 677,4 milhões — quase o dobro do ano anterior e já 24% acima de todo o ano de 2025 —, pelos mesmos fatores. O Fluxo de Caixa Livre Recorrente chegou a US$ 123,5 milhões no 3T26, aumento de 54% frente ao 2T26. O maior EBITDA Ajustado e os menores pagamentos de imposto de renda e de hedges mais do que compensaram o aumento do capex (+32% no trimestre, conforme o plano da Companhia e dentro do Guidance) e o maior consumo de capital de giro (estoques de minério e impostos a recuperar). Em relação ao 3T25, o FCLR cresceu 66%, principalmente pelo maior EBITDA Ajustado. Nos 9M26, somou US$ 295,0 milhões (+82% na comparação anual).
A Aura obteve lucro líquido de US$ 135 milhões no trimestre, queda de 38% frente ao 2T26, principalmente pela queda na marcação a mercado dos derivativos de ouro (US$ 12,7 milhões no 3T26, contra US$ 126,0 milhões no 2T26). Nos 9M26, o Lucro Líquido foi de US$ 447,8 milhões, favorecido pelo Lucro Operacional e pelo efeito contábil positivo dos ganhos não realizados com derivativos de ouro. Excluindo esse ganho não-caixa, ligado principalmente à marcação a mercado (MTM) dos collars de ouro, o Lucro Líquido Ajustado foi de US$ 121,2 milhões, aumento de 24% frente ao 2T26 e de 77% em relação ao 3T25, pelos motivos já descritos. Já a Dívida Líquida atingiu US$ 178,8 milhões no 3T26 (0,20x Dívida Líquida/EBITDA Ajustado LTM), praticamente estável frente ao trimestre anterior. Os US$ 71 milhões pagos em dividendos e recompras de ações e os US$ 55 milhões de capex de expansão foram quase integralmente cobertos pelo Fluxo de Caixa Livre Recorrente de US$ 123,5 milhões.
O projeto Era Dorada teve 13,1% de avanço físico e as obras civis progrediram nas principais áreas da planta de processo, e o projeto caminha para a montagem eletromecânica; na mina subterrânea, a empreiteira de lavra foi mobilizada e começou a sondagem de delineamento e a perfuração da chaminé de ventilação, e a infraestrutura e os equipamentos subterrâneos estão sendo instalados; a força de trabalho já reúne cerca de 795 pessoas, 57% delas de Asunción Mita e a empresa registrou mais de 711 mil horas trabalhadas e 622 dias sem acidentes com afastamento e mantém diálogo em paralelo à obra, por meio das Mesas de Desenvolvimento e da Casa Era Dorada.
Conselho da Aura aprova pagamento de dividendos de US$ 60,4 milhões
O Conselho de Administração da Aura Minerals aprovou pagamento de um dividendo de US$ 0,72 por ação ordinária (aproximadamente US$ 60,4 milhões no total). O montante supera o mínimo previsto na Política de Dividendos da Companhia. Nos termos dessa política, a Aura poderá determinar dividendos trimestrais, em dinheiro, em montante equivalente a 20% do EBITDA Ajustado reportado no trimestre correspondente, deduzidas as despesas de capex de sustentação e as capex de exploração do mesmo período.
O dividendo será pago em dólares norte-americanos em 27 de novembro de 2026 aos acionistas titulares de ações no encerramento do pregão de 18 de novembro de 2026. Os detentores dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da companhia farão jus a US$ 0,24 por BDR (uma vez que cada ação da Aura equivale a 3 BDRs) e deverão receber o pagamento por volta de 8 de dezembro de 2026, em reais, com base na taxa de câmbio de mercado a ser divulgada em comunicado específico antes da data de pagamento.
O dividendo não está sujeito à retenção de imposto na fonte no momento do pagamento pela Companhia. “Estamos muito satisfeitos em continuar gerando valor para nossos acionistas, com um retorno de cerca de 4% nos últimos 12 meses, entre dividendos e recompra de ações. Tivemos mais um trimestre de entregas consistentes, em linha com nossos objetivos. Alcançamos um novo recorde trimestral de produção, de 95,6 mil GEO, e um EBITDA Ajustado recorde de US$ 677 milhões nos primeiros nove meses do ano. E esperamos um quarto trimestre ainda mais forte em produção. Ao mesmo tempo, seguimos investindo em exploração mineral para prolongar a vida útil das nossas minas e avançando com o desenvolvimento de Era Dorada. Tudo isso enquanto mantemos uma das maiores remunerações aos acionistas do setor, com um baixo nível de endividamento”, afirmou Rodrigo Barbosa, Presidente e CEO da Aura.







