
O Ebitda ajustado subiu 22% no terceiro trimestre, para US$ 78 milhões, com lítio e tântalo em alta; a previsão do ano passou para cerca de US$ 280 milhões
A AMG Critical Materials NV obteve EBITDA ajustado de US$ 78 milhões no terceiro trimestre de 2026, uma melhoria de 22% em comparação com os US$ 64 milhões do terceiro trimestre de 2025. A AMG encerrou o trimestre com um balanço patrimonial sólido, evidenciado pela liquidez total de US$ 550 milhões em 30 de setembro de 2026. “Aumentamos nossa projeção de EBITDA ajustado para aproximadamente US$ 280 milhões em 2026, acima da faixa anterior de US$ 230 a US$ 250 milhões, para refletir o forte desempenho de nosso portfólio nos primeiros nove meses de 2026. Continuamos prevendo gerar fluxo de caixa livre positivo em 2026”, comentou Dr. Heinz Schimmelbusch, Presidente do Conselho de Administração e CEO da AMG.
Segundo o executivo, o desempenho do trimestre foi beneficiado pelos fortes resultados das operações de lítio no Brasil. “Os preços do lítio começaram a se normalizar, atingindo o nível de custo de reposição e estão significativamente mais altos do que no ano passado. Ao mesmo tempo, os resultados operacionais no Brasil foram sólidos e alcançamos um custo por tonelada negativo de US$ 62 por tonelada métrica seca, CIF China. Esse excelente resultado de custo foi alcançado, em parte, devido à forte demanda contínua por tântalo em aplicações eletrônicas, que, mesmo diante de uma reação limitada da oferta, continua a impulsionar os preços para valores duas vezes e meia maiores do que os do ano passado. Olhando para o futuro em outras áreas, vemos um aumento na demanda por nosso negócio de cromo, tanto no setor aeroespacial quanto em usos finais emergentes em crescimento, como a geração de energia”. Para Schimmelbusch, a AMG teve vários desenvolvimentos positivos nos últimos meses. “A partir de 30 de setembro, a AMG passou a ser oficialmente listada na Bolsa de Valores de Frankfurt, oferecendo aos investidores na Alemanha e em toda a Europa mais uma forma de negociar nossas ações. Em outubro, a Comissão Europeia reconheceu duas atividades da AMG Lithium, nomeadamente a nossa refinaria de lítio em Bitterfeld e a Zinnwald Lithium, como “Projetos Estratégicos da Lei de Matérias-Primas Críticas 2026”. Isso reforça ainda mais a nossa estratégia de construir uma cadeia de suprimentos de lítio independente para a Europa e fortalecer o fornecimento dessa matéria-prima crítica para as indústrias europeias”.
A mina de lítio e tântalo no Brasil está apresentando um desempenho extremamente positivo, impulsionada por excelentes resultados de mineração, aumento dos preços, especialmente do tântalo, e pelo desenvolvimento muito favorável da demanda em aplicações de armazenamento de baterias para veículos elétricos. A Comissão Europeia designou duas atividades da AMG Lithium como "Projetos Estratégicos da Lei de Matérias-Primas Críticas 2026". A primeira é a refinaria de lítio em Bitterfeld, considerada um "Centro Europeu de Refino e Reciclagem de Lítio", e a segunda é a Zinnwald Lithium, para "Extração e Processamento Integrados". A refinaria de Bitterfeld continua a vender hidróxido de lítio de grau de bateria não qualificado, enquanto aumenta a produção, ao mesmo tempo que produz consistentemente material dentro das especificações e avança com as qualificações dos clientes conforme planejado.
A AMG Lithium continua a desenvolver uma planta de conversão de carbonato de lítio em hidróxido de lítio com capacidade para 5.000 toneladas em sua unidade de Bitterfeld. Esta planta será projetada para receber carbonato de lítio reciclado e convertê-lo em hidróxido de grau técnico para uso na principal unidade de beneficiamento de Bitterfeld. O custo de capital da planta está estimado em US$ 50 milhões e, conforme anunciado em dezembro de 2025, 20% dos custos serão financiados por uma subvenção do Ministério Federal Alemão da Economia e Energia.
A AMG tem ampliado também a produção da nova fábrica de cromo nos EUA conforme planejado e trabalhado em estreita colaboração com os clientes. “O interesse em nossas capacidades de processamento de cromo continua em um nível muito alto, impulsionado por uma perspectiva de demanda bastante atraente. O crescimento estrutural já sólido da demanda aeroespacial agora está sendo complementado por novas aplicações na geração de energia”. O projeto "Supercenter" Fase 1, desenvolvido pela SARBV em parceria com a Advanced Circular Materials Company (ACMC) na Arábia Saudita, está em construção e, ao final do terceiro trimestre de 2026, atingiu a marca de 900.000 horas-homem sem acidentes com afastamento, refletindo o forte compromisso contínuo com a segurança. Apesar dos desafios geopolíticos regionais que impactam a disponibilidade de materiais para a construção, o projeto continua avançando de forma constante, com mais de 55% de conclusão.
A AMG Engineering entrou na fase de seleção de local para uma expansão nos EUA, devido ao crescimento contínuo de suas aplicações no mercado aeroespacial americano e obteve um resultado muito forte durante o terceiro trimestre, impulsionado por uma carteira de encomendas robusta e contínua de US$ 366 milhões.
O lucro bruto ajustado da AMG, de US$ 99 milhões, aumentou 13% em comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionado principalmente pelo forte desempenho da AMG Lithium. O EBITDA ajustado de US$ 78 milhões representou um aumento de 22% em comparação com o mesmo período do ano passado, principalmente devido à rentabilidade particularmente forte da AMG Lithium, parcialmente compensada pela rentabilidade excepcional da AMG Antimony no período anterior. A AMG apresentou um lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 23 milhões durante o terceiro trimestre de 2026, um aumento de US$ 10 milhões em comparação com os US$ 13 milhões do ano anterior.
A AMG utilizou US$ 6 milhões em caixa durante o trimestre atual, o que reflete a sazonalidade adversa usual do capital de giro e encerrou o trimestre com forte liquidez de US$ 550 milhões em 30 de setembro de 2026.
A receita da AMG Lithium aumentou em US$ 65 milhões em comparação com o terceiro trimestre de 2025, impulsionada principalmente por preços de venda mais altos de lítio e tântalo, bem como por volumes de vendas maiores de concentrado de lítio, tântalo e hidróxido de lítio de grau de bateria não qualificado de nossa planta de Bitterfeld. As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) de US$ 17 milhões durante o terceiro trimestre de 2026 foram 21% maiores do que no mesmo período do ano passado, devido principalmente a honorários profissionais mais elevados no período atual relacionados à aquisição da Zinnwald Lithium Plc. O EBITDA ajustado do terceiro trimestre de 2026 foi de US$ 37 milhões, em comparação com US$ 3 milhões no terceiro trimestre de 2025. Essa variação deveu-se principalmente à forte produção de concentrado de lítio e ao menor custo de produção no período atual. Os preços atrativos do lítio e do tântalo também contribuíram para esse resultado positivo.
Durante o terceiro trimestre de 2026, foram vendidas 23.672 toneladas métricas secas (tms) de concentrado de lítio, em comparação com as 15.409 tms do terceiro trimestre de 2025. O preço médio de venda realizado foi de US$ 1.300/tms CIF China no terceiro trimestre de 2026, mais que o dobro dos US$ 530/tms CIF China no mesmo período do ano anterior. O custo médio de produção por tonelada no trimestre atual foi de -US$ 62/tms CIF China, uma melhoria substancial em comparação com o custo médio por tonelada de US$ 420/tms CIF China no terceiro trimestre do ano anterior. Essa variação deveu-se principalmente aos maiores volumes produzidos e aos volumes e preços de venda muito mais elevados do tântalo no trimestre atual.
A receita da AMG Vanadium no terceiro trimestre de 2026 aumentou 28%, para US$ 197 milhões, devido principalmente ao aumento nos volumes de ferrovanádio, cromo metálico e ligas de titânio, bem como aos preços de venda mais altos do ferrovanádio. As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) de US$ 19 milhões no trimestre atual foram 12% maiores do que no mesmo período de 2025. Essa variação deve-se principalmente às atividades operacionais relacionadas à unidade de produção de cromo metálico em New Castle, Pensilvânia, que iniciou suas operações no segundo trimestre deste ano. O EBITDA ajustado do terceiro trimestre de 2026, de US$ 16 milhões, apresentou uma queda de 18% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O terceiro trimestre do ano passado foi beneficiado por um pagamento de indenização de US$ 5 milhões devido a uma falha de equipamento em nossa fábrica de Zanesville. No trimestre atual, observamos custos de produção mais elevados no segmento de vanádio e custos fixos mais altos no segmento de cromo, em função da retomada das operações em nossa fábrica nos EUA. A queda sequencial no EBITDA do terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre de 2026 se explica pela disponibilidade pontual de catalisador usado proveniente de um concorrente em processo de falência e pela integração da AURA no trimestre anterior.







