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ARCELORMITTAL

Lucro ajustado da ArcelorMittal sobe para US$ 900 milhões no trimestre

Por Redação Brasil Mineral•
Lucro ajustado da ArcelorMittal sobe para US$ 900 milhões no trimestre

O EBITDA subiu 34%, para US$ 2 bilhões; a baixa contábil na Ucrânia levou a prejuízo líquido de US$ 400 milhões, e a empresa religou todos os altos-fornos na Europa

A ArcelorMittal obteve EBITDA de US$ 2 bilhões no 3º trimestre de 2026 (aumento de 34% em relação ao ano anterior) e EBITDA por tonelada melhorado para US$ 155/t (aumento de US$ 44/t em relação ao ano anterior), mantendo-se significativamente acima das médias históricas. O desempenho continua a se beneficiar de investimentos estratégicos em crescimento, ativos otimizados e exposição diversificada ao mercado. Na Europa, os embarques de aço plano aumentaram sequencialmente, contrariando os padrões sazonais normais, refletindo os impactos iniciais das medidas comerciais reforçadas da UE. A companhia registrou prejuízo líquido de US$ 0,4 bilhão, incluindo baixa contábil e itens excepcionais relacionados à paralisação das operações da ArcelorMittal Kryvyi Rih (Ucrânia). O lucro líquido ajustado no 3º trimestre de 2026 aumentou para US$ 0,9 bilhão (lucro por ação básico ajustado de US$ 1,15), em comparação com um lucro líquido ajustado de US$ 0,7 bilhão (lucro por ação básico ajustado de US$ 0,90) no 2º trimestre de 2026.

A dívida líquida aumentou para US$ 10,3 bilhões em 30 de setembro de 2026, em comparação com 30 de junho de 2026, refletindo US$ 0,4 bilhão em retornos aos acionistas e um investimento temporário de US$ 0,5 bilhão em capital de giro líquido durante o trimestre. A liquidez permanece robusta em US$ 8,7 bilhões, e a perspectiva positiva de fluxo de caixa livre da Companhia para 2026 e anos seguintes permanece inalterada. A ArcelorMittal gerou US$ 0,5 bilhão de fluxo de caixa livre subjacente nos primeiros nove meses de 2026, após investir US$ 1,1 bilhão em projetos de crescimento estratégico e excluindo o investimento temporário de US$ 2,5 bilhões em capital de giro. Espera-se que o investimento de US$ 2,5 bilhões em capital de giro realizado nos primeiros nove meses de 2026 seja em grande parte liquidado no quarto trimestre de 2026, o que deverá sustentar uma geração de caixa robusta, retornos contínuos aos acionistas e redução da dívida líquida. A política de retorno de capital continua a gerar valor para os acionistas: durante os primeiros nove meses de 2026, a Companhia retornou US$ 1,1 bilhão aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações. Desde setembro de 2020, o número de ações totalmente diluídas foi reduzido em aproximadamente 39%. A taxa de acidentes com afastamento (LTIF) foi de 0,57x nos primeiros nove meses de 2026, em comparação com 0,68x nos primeiros nove meses de 2025.

As perspectivas para o curto, médio e longo prazo permanecem positivas e as condições futuras continuam a se beneficiar significativamente da regionalização dos mercados de aço e do fortalecimento do apoio por meio de políticas públicas. O crescimento dos resultados no médio prazo é sustentado pela execução dos projetos estratégicos de crescimento da Companhia. As perspectivas de longo prazo são amparadas por fatores estruturais favoráveis à demanda e por uma robusta carteira de oportunidades de crescimento de alto retorno em mercados atraentes. Os fundamentos do mercado europeu continuam a se fortalecer com medidas comerciais aprimoradas da União Europeia (UE) que começam a reequilibrar os fundamentos do mercado siderúrgico europeu, reduzindo a penetração das importações e favorecendo uma maior utilização da capacidade produtiva local.

Após a implementação do novo sistema de cotas tarifárias (TRQ, na sigla em inglês), a ArcelorMittal retomou a operação de todos os seus altos-fornos na Europa, contribuindo para a preservação de empregos qualificados e das cadeias de suprimentos locais. Embora a elevação dos preços da energia tenha gerado um desafio temporário em termos de custos, os preços do aço estão se ajustando a esse novo patamar — apoiados pela redução no volume de importações e pela normalização dos estoques —, garantindo que a indústria europeia consiga cobrir seu custo de capital. A Companhia espera que o crescimento das expedições, atualmente estável, acelere no quarto trimestre (com um aumento de dois dígitos na comparação anual), prevendo-se que o volume de expedições do Grupo no segundo semestre de 2026 supere o registrado no primeiro semestre de 2026.

A possibilidade de novos apoios via políticas públicas permanece: medidas adicionais voltadas à ampliação da proteção em segmentos a jusante (downstream) poderiam fortalecer ainda mais a competitividade industrial europeia — e, consequentemente, a demanda interna por aço —, consolidando os impactos positivos já observados com o aprimoramento das medidas comerciais no setor siderúrgico.

Espera-se que o portfólio de projetos de crescimento orgânico e as aquisições (M&A) concluídas pela companhia aumentem o potencial de EBITDA em aproximadamente US$ 1,8 bilhão a partir de 2026 — projeção que se mantém inalterada em relação às estimativas anteriores (excluindo os projetos em Tubarão e o potencial projeto a jusante em Pecém, no Brasil; a viabilidade econômica e o potencial de EBITDA desses empreendimentos serão divulgados na atualização periódica de projetos, juntamente com os resultados do 4º trimestre de 2026). Os investimentos estratégicos em crescimento concentram-se em produtos de maior margem e retornos atraentes, sustentando, de forma estrutural, um EBITDA, um fluxo de caixa livre e um ROCE (retorno sobre o capital empregado) mais elevados. A projeção de investimentos (CAPEX) para 2026 permanece inalterada, situando-se entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5,0 bilhões, dos quais US$ 1,7 bilhão a US$ 1,9 bilhão em investimentos estratégicos.

"Nosso desempenho no terceiro trimestre traz mais evidências da melhoria estrutural na capacidade de geração de resultados da ArcelorMittal. Continuamos a registrar margens saudáveis, com um EBITDA por tonelada de US$ 155 (um aumento de US$ 44 em relação ao ano anterior), refletindo os benefícios das ações que implementamos ao longo de vários anos para aprimorar nosso portfólio de ativos e investir em crescimento estratégico”, diz Aditya Mittal, CEO da ArcelorMittal.

Para o executivo, os principais desafios do terceiro trimestre foram os custos de energia mais elevados na Europa, além de interrupções causadas por condições climáticas e preços mais baixos que afetaram o segmento de mineração. “Observamos sinais encorajadores em ambas as frentes. O aumento dos custos de energia na Europa está sendo, cada vez mais, incorporado aos preços do aço; além disso, esperamos que nossa operação de mineração na Libéria atinja sua capacidade nominal no quarto trimestre, o que reforça a confiança em sua contribuição futura”. A respeito de segurança, Aditya comentou que os avanços da empresa são animadores, uma vez que os resultados incluem uma taxa de frequência de acidentes com afastamento em nível historicamente baixo, o que demonstra que o programa de transformação em segurança está gerando um impacto positivo. “Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os nossos colaboradores, em todo o Grupo, pelo esforço incansável na construção de uma cultura de segurança de classe mundial em todas as nossas operações. Outro ponto muito positivo é o apoio que temos observado por parte das políticas europeias. A implementação do CBAM e do novo sistema de cotas tarifárias (TRQ) está criando um ambiente operacional mais equilibrado e sustentável para a indústria siderúrgica europeia, favorecendo uma maior utilização da capacidade produtiva e maior rentabilidade ao longo do tempo. É fundamental que esse impulso seja mantido, inclusive com novas medidas para mitigar o impacto das importações em setores a jusante (downstream) que consomem grandes volumes de aço”.

Os benefícios integrais das mudanças em curso na Europa começarão a se refletir plenamente a partir do próximo ano. As medidas comerciais adotadas no Canadá e no México também apontam para um ano sólido para nossas operações na América do Norte. “Paralelamente, nossos projetos de crescimento estratégico continuam avançando bem e permanecem como um diferencial importante para a ArcelorMittal, proporcionando um caminho claro para o aumento dos resultados e da geração de caixa. Isso reforça ainda mais nossa confiança na estratégia adotada e nos deixa bem posicionados para continuar crescendo de forma rentável e gerando valor a longo prazo”.

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