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Produção em queda no primeiro trimestre

Produção em queda no primeiro trimestre

Recuo de 4,1 milhões de toneladas de finos no trimestre foi resultado de atrasos de licenciamento em Serra Norte, interrupções climáticas em Carajás e Minas Gerais, além da instalação de novos britadores primários.

A Vale produziu 63,9 milhões de toneladas de finos de minério de ferro no primeiro trimestre de 2022, 4,1 milhões de toneladas a menos que o mesmo trimestre de um ano antes. Este recuo é explicado pela menor disponibilidade de ROM e a maior necessidade de processar estéril em Serra Norte, dado os atrasos de licenciamento; maior relação de estéril/minério e efeitos tie-in devido à presença de estéril jaspilito no corpo mineral em S11D e à instalação de dois novos britadores primários para processar o jaspilito; interrupção durante quatro dias da Estrada de Ferro Carajás devido às fortes chuvas em março ; e ao impacto das chuvas em Minas Gerais em janeiro, interrompendo temporariamente as operações dos Sistemas Sul e Sudeste, e também impactando a disponibilidade de compra de minério de terceiros. Todos estes impasses foram parcialmente compensados pela melhoria da capacidade de produção dos Sistemas Sul e Sudeste, após o comissionamento e retomada de vários ativos ao longo de 2021.

Os volumes de vendas de finos e pelotas de minério de ferro somaram 60,6 milhões de toneladas entre janeiro e março, com prêmio de US$ 9,0/t no primeiro trimestre de 2022, um aumento de US$ 4,3/t em comparação ao último trimestre de 2021, graças ao maior spread entre os índices 65% Fe e de minério de baixa alumina vs. o índice 62% Fe referência; e melhor qualidade do mix de produtos, à medida que alguns minérios de alta-sílica estão sendo concentrados em plantas de beneficiamento chinesas antes da venda final. Estes efeitos foram parcialmente compensados pela ausência dos dividendos sazonais das joint ventures de pelotizadoras.

A produção de níquel acabado foi de 45,8 mil t no primeiro trimestre do ano, 5,4% inferior ao mesmo período de 2021. A queda aconteceu devido ao ramp-up das minas de Sudbury durante o trimestre após a paralisação do trabalho, impacto remanescente do incidente na mina Totten, ramp-up do projeto VBME, e manutenção não programada do forno elétrico de Onça Puma. Os efeitos foram parcialmente compensados por uma maior produção de minérios provenientes de PTVI e Thompson e um maior feed de terceiros.

A Vale projeta que a produção de níquel esteja em linha com o guidance de 175-190 mil t. As vendas de níquel foram 18,8% inferiores ao primeiro trimestre de 2021, principalmente devido à menor produção e a uma estratégia de estoque para cobrir os compromissos de vendas durante o período de manutenção planejada em Sudbury, no segundo trimestre deste ano. Isto também explica a diferença entre vendas e produção no trimestre.

A produção de cobre foi de 56,6 mil t no trimestre, 26,0% a menos que no mesmo trimestre do último ano, por causa da menor produção em Sossego, que operou por 24 dias durante o trimestre e devido à manutenção programada no moinho SAG. A manutenção, originalmente programada para ser concluída no primeiro trimestre de 2022, está agora planejada para ser concluída em meados de maio, a fim de antecipar a substituição do munhão de descarga do moinho SAG, que estava planejado para uma manutenção futura. A produção de Salobo foi relativamente estável, apesar da manutenção corretiva dos revestimentos do moinho durante o trimestre.

A produção de pelotas alcançou 6,924 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2022, um aumento 10% em relação ao primeiro trimestre de 2021, devido ao maior desempenho na planta de Omã e menor ocorrência de atividades de manutenção realizadas no período, o que foi parcialmente compensado pelo desempenho de São Luís devido à menor disponibilidade de pellet feed e uma manutenção programada mais longa do que o esperado na planta de Tubarão 3.

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