Nanopartículas com atividade antimicrobiana

17/05/2022
Objetivo é reaproveitar rejeitos de cobre para sintetizar nanopartículas de óxido de cobre com atividade microbicida frente a diferentes patógenos. 

O Centro de Inovação em Materiais (CIM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus São José dos Campos (SP), assinou o segundo acordo de parceria com a empresa Termomecanica São Paulo S.A para desenvolver nanopartículas de cobre com atividade antimicrobiana para aplicações domésticas e industriais.

O projeto receberá recursos financeiros da empresa Termomecanica São Paulo S.A. e da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), além de recursos econômicos da Unifesp. “Isso permitirá a aplicação do cobre em diferentes contextos, incluindo não somente o ambiente industrial, mas também formulações cosméticas, aplicações urbanas e agroindustriais”, disse o pesquisador Ricardo Alexandre Galdino da Silva, coordenador do projeto. O objetivo é reaproveitar os rejeitos de cobre gerados pela empresa para sintetizar nanopartículas e óxido de cobre com atividade microbicida frente a diferentes patógenos. 

O projeto contará com a participação de alunos de graduação, pós-graduação, técnicos e docentes do CIM-Unifesp, alocados no campus Diadema. "Esse segundo projeto da Unidade CIM-Unifesp com a Termomecanica busca gerar valor ao rejeito de cobre oriundo do processamento do metal para obter novos materiais”, destaca o pesquisador Maurício Pinheiro, coordenador geral da Unidade CIM-Unifesp. Para Marcio Rodrigues da Silva, coordenador do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensaios da Termomecanica São Paulo S.A., a inovação é parte da estratégia da Termomecanica e, por isso, a empresa acredita que o cobre, além de ser conhecido por sua grande versatilidade, também possui propriedades antimicrobianas, agindo com eficácia na redução da atividade de bactérias, fungos e vírus, incluindo o SARS-CoV-2.