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SÃO PAULO

Conferencia sobre barragens de rejeitos

Os acidentes envolvendo atividade de mineração, sobretudo com barragens de rejeitos, têm contribuído para que a população tenha a impressão de que mineração é isso e aumentam a resistência de alguns municípios à instalação de empreendimentos mineradores, num momento em que a mineração precisa acelerar o seu crescimento. Foi o que opinou o secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles, na abertura da segunda Conferência sobre Barragens de Mineração realizada pela secretaria, em São Paulo.

 

O evento reuniu dirigentes da Agência Nacional de Mineração, empresários e representantes de entidades vinculadas ao setor e dá seqüência à primeira conferência realizada em janeiro de 2016, que foi um marco, segundo o subsecretário de Mineração da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, José Jaime Sznelwar.

 

Abrindo as apresentações, o diretor de Fiscalização da ANM, Walter Lins Arcoverde, disse que existem hoje no País 787 barragens de mineração, das quais 418 estão inseridas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), o que significa que estas barragens demandam monitoramento constante. Ele disse ainda que a ANM está intensificando a fiscalização das barragens de rejeitos de mineração no País e que adota uma postura de tolerância zero na avaliação de riscos. Segundo Arcoverde, a implantação do Sistema Integrado de Gestão em Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM) tem possibilitado um melhor acompanhamento da operação das barragens e a identificação, com maior rapidez, das barragens que eventualmente apresentem problemas de segurança.

 

A conferencia contou ainda com apresentações de representantes da Defesa Civil do Estado de São Paulo, que apontaram as dificuldades enfrentadas em atividades de simulação de acidentes, devido ao despreparo, tanto por parte da população quanto de políticos e até mesmo de empresas. Também houve apresentações de técnicos da Mosaic, que adquiriu os ativos de fertilizantes da Vale; do Ibram, que abordou a norma técnica da ABNT que trata de projetos de barragens; e do grupo Itaquareia, que possui 16 barragens no estado de São Paulo, das quais 3 estão inseridas na PNSBM.

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