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ENERGIAS RENOVÁVEIS

AVB vai produzir gases industriais com energia limpa

Por evando
AVB vai produzir gases industriais com energia limpa

A nova planta de separação criogênica, que entrará em operação no primeiro trimestre de 2026 com investimento de cerca de R$ 100 milhões, mais que dobrará a capacidade de produção de gases industriais e reforçará a autonomia operacional da siderúrgica.

A Aço Verde do Brasil (AVB) está construindo uma nova planta de gases industriais em sua unidade de Açailândia (MA), iniciativa voltada a garantir estabilidade e crescimento à empresa. A operação deve ter início no primeiro trimestre de 2026 e a empresa poderá comercializar os gases excedentes. A nova unidade produzirá oxigênio, nitrogênio e argônio, com alta pureza, abastecendo integralmente os processos internos da empresa. A planta será operada exclusivamente com energia renovável, reforçando o compromisso da AVB com práticas industriais de baixa emissão de gases poluentes. O projeto soma, até o momento, quase R$ 100 milhões em investimentos. “Vamos utilizar tecnologia de separação criogênica por compressão interna — processo considerado o mais eficiente para a produção de gases industriais de alta pureza, o que reduz perdas energéticas e melhora a eficiência do sistema, garantindo maior confiabilidade e menor impacto ambiental na operação”, explica Ricardo Carvalho, membro do conselho de administração da Aço Verde do Brasil.

Atualmente, cerca de 99% dos gases industriais utilizados pela AVB são empregados na aciaria, especialmente no refino do aço. Com a entrada da ASU-02 em operação, a companhia mais que dobrará sua capacidade de produção, garantindo maior autonomia, inclusive para planos de crescimento na produção do aço verde. “Esse reforço não se traduz em aumento imediato de produção, mas sim em garantia operacional, mitigando riscos de desabastecimento, reduzindo a dependência externa e criando bases sólidas para eventuais movimentos de crescimento no futuro na nossa produção de aço verde. Esta expansão irá também fomentar a economia circular na AVB, incrementando o potencial de uso metalúrgico de finos de biocarbono, que serão produzidos na nova planta de biochar”, comenta Carvalho.

A obra atingiu cerca de 60% de execução e a expectativa é concluir até o primeiro trimestre de 2026. A AVB opera com os menores índices de emissão de carbono do mundo, utilizando biocarbono de florestas plantadas, energia elétrica renovável e combustíveis gerados a partir de gases do processo siderúrgico, além do alto índice de reaproveitamento de seus resíduos. A infraestrutura de gases da AVB já foi colocada à prova durante a pandemia e a crise de falta de oxigênio medicinal, no início do ano de 2021, principalmente no norte do Brasil. À época, a companhia doou o equivalente a 28 mil cilindros de oxigênio medicinal para o estado do Amazonas e quantidades ainda maiores para o Maranhão.

Com a nova planta, a empresa fortalece ainda mais sua base industrial, garantindo autonomia e continuidade para seguir liderando a produção de aço verde no Brasil.

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