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MINÉRIO DE FERRO

Audiências públicas discutem licenciamento do projeto Apolo

Por Redação Brasil Mineral•
Audiências públicas discutem licenciamento do projeto Apolo

Projeto prevê instalação de complexo de produção com capacidade de 14 milhões de toneladas/ano e investimentos superiores a R$ 4 bilhões, com geração de 2.600 empregos na implantação.

Estão sendo realizadas audiências públicas nos municípios de Caeté e Santa Bárbara, em Minas Gerais, para discussão do licenciamento do projeto Apolo, da Vale, que visa a instalação de um complexo para produção de minério de ferro às margens do Parque da Serra da Gandarela. As audiências públicas fazem parte do processo para obtenção da Licença Prévia do empreendimento, a ser concedida pelo governo do estado de Minas Gerais.

A instalação do empreendimento encontra resistência por parte de ambientalistas, que estão divulgando um vídeo nas redes sociais, alegando que o projeto Apolo coloca em risco a preservação da Serra da Gandarela e os mananciais de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eles temem, também, que a compensação ambiental prevista pela Vale, de até três vezes a cobertura suprimida, seja feita em outras áreas distante da Serra da Gandarela.

A Vale, por seu lado, afirma que o projeto estará fora dos limites do Parque da Serra da Gandarela, que será uma mineração a seco, sem barragens de rejeitos, que vai reduzir as emissões de CO2 e não utilizará as reservas de água da região. Para o transporte do minério da usina para o pátio, de onde haverá o embarque na ferrovia, serão utilizados transportadores de correia de longa distância.  

Segundo declarações do diretor de Licenciamento Ambiental da Vale, Lauro Amorim, aos jornais, além da revegetação progressiva da área haverá a aplicação de produtos que evitam a emissão de particulados e que depois da lavra haverá o fechamento da cava.

No pico das obras de implantação, segundo a Vale, serão gerados 2.600 empregos e mais 740 na fase de operação.

A escala de produção para o empreendimento deverá ser da ordem de 14 milhões t/ano de minério granulado (sínter feed). O objetivo da Vale, com o projeto Apolo, é ter uma alternativa ao minério que atualmente é produzido nas minas de Gongo Soco, Córrego do Meio e Cauê. Os investimentos previstos são superiores a R$ 4 bilhões.

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