ALUMÍNIO

Transição energética deve elevar consumo interno

Por Redação Brasil Mineral•
Transição energética deve elevar consumo interno

Consumo interno atingiu 1,88 milhão de toneladas em 2025, mas Brasil consome apenas 8,8 kg por habitante frente à média mundial de 13,3 kg, com potencial de crescimento de 40% até 2030 impulsionado por energia renovável, mobilidade e infraestrutura.

A Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) divulgou dados em que o consumo interno de produtos transformados atingiu 1,88 milhão de toneladas em 2025 e o metal já responde por setores essenciais para a economia rumo à eletrificação com a expansão de fontes renováveis, a modernização das redes de transmissão de energia e a transformação da mobilidade que podem ampliar a demanda por alumínio no Brasil nos próximos anos. O consumo brasileiro é de 8,8 kg por habitante, bem abaixo da média mundial de 13,3 kg. O contraste ganha relevo diante das projeções internacionais. O International Aluminium Institute (IAI) estima crescimento de cerca de 40% na demanda global pelo metal até 2030, puxado sobretudo pelos setores de energia, transporte e construção.

Leve, resistente, durável e excelente condutor de eletricidade, o alumínio atende a diferentes necessidades da indústria, como, em veículos, para reduzir o peso e aumentar a eficiência energética. Em celulares e notebooks, alia resistência à capacidade de dissipar o calor gerado pelos componentes eletrônicos, enquanto nas linhas de transmissão, a combinação entre baixo peso e alta condutividade permite transportar eletricidade por grandes distâncias com eficiência — característica central para a expansão e a modernização do sistema elétrico. No caso do Brasil, o país possui a quarta maior reserva global de bauxita, o minério que dá origem ao alumínio, e conta com uma cadeia produtiva estruturada, da mineração à transformação e reciclagem — o que permite acompanhar o avanço da demanda em setores estratégicos como energia, mobilidade e infraestrutura. Essa combinação entre potencial de crescimento do mercado interno e capacidade produtiva ganha importância em um cenário no qual a origem e a pegada de carbono dos materiais também passam a pesar nas decisões de investimento e produção. “O alumínio reúne características muito alinhadas às necessidades de uma economia de baixo carbono: leveza, durabilidade, desempenho técnico e, especialmente, a possibilidade de ser reciclado infinitamente sem perda de suas propriedades essenciais”, afirma Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.

A circularidade é um dos principais diferenciais do metal nesse cenário, pois a reciclagem do alumínio demanda cerca de 95% menos energia do que a produção primária e, no Brasil, 54% do volume consumido em 2025 foi de alumínio reciclado. O processo permite que parte do crescimento da demanda seja atendida com menor necessidade energética, mantendo o material em circulação por sucessivos ciclos de uso. “O papel do alumínio vai muito além da sua própria pegada de carbono. Ele é insumo estratégico para setores fundamentais da transição energética e da modernização da infraestrutura. Temos uma dupla contribuição: ao mesmo tempo em que a cadeia trabalha continuamente para reduzir suas próprias emissões, fornece um material essencial para que outros setores também avancem em seus processos de descarbonização”, ressalta Janaina Donas.

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