GEOLOGIA

SGB-CPRM disponibiliza dados do projeto Rio Maria

SGB-CPRM disponibiliza dados do projeto Rio Maria

O lançamento inclui mapas temáticos, bancos de dados e relatório final, de uma área de mais de 42.000 km2, localizada a sul de Carajás.

A partir da próxima sexta-feira, 19 de novembro, o Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), por meio da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), irá disponibilizar os produtos concluídos do Projeto Integração Geológica-geofísica-metalogenética das Sequências de Greenstone Belts do Domínio Rio Maria - Novas Fronteiras Rio Maria. O lançamento inclui mapas temáticos, bancos de dados e relatório final, que constituem um material e informações de uma área de mais de 42.000 km2, com elevado potencial para novas descobertas minerais, localizada a sul de Carajás, maior província mineral brasileira.

Iniciado em 2015, o estudo já publicou onze mapas geológico-geofísicos na escala 1:100 mil, três mapas geológicos, escala 1:100 mil, um mapa geológico integrado na escala de 1:250 mil e dois mapas de favorabilidade para ouro, que apontam as áreas mais favoráveis para pesquisas de detalhe, fomentando investimentos do setor mineral. Os mapas e bases de dados relacionadas foram publicados no último ano, porém o relatório final foi concluído apenas no segundo semestre de 2021. O documento do SGB-CPRM integra todo o conhecimento e avanços obtidos por meio de diversas ações integradas, como o mapeamento geológico, o levantamento geoquímico, e a interpretação de produtos geofísicos. Todos os mapas estão disponíveis para consulta e download no GeoSGB e RIGEO. "O mapeamento geológico sistemático nessas unidades propiciou um refinamento na cartografia, no entendimento da estratigrafia e, consequentemente, no entendimento das unidades geológicas mais favoráveis para novas descobertas", salientou a geóloga e responsável pelo projeto, Regina Célia dos Santos Silva.

Segundo Regina, o projeto tinha como objetivo ampliar o conhecimento geológico da região a sul de Carajás, conhecida como Domínio Rio Maria, especialmente no que se refere às sequências tipo greenstone belts, que representam as unidades mais promissoras, comprovadamente para ouro e ferro. Destacam-se também ocorrências de metais como cobre e níquel. A retomada dos levantamentos nessa área, por meio do Projeto Rio Maria, trouxe avanços significativos, uma vez que os últimos levantamentos foram realizados ainda na década de 1990, em escala regional (1:250 mil).

O estudo sobre a origem e evolução das sequências de greenstones e crosta arqueana são historicamente polarizadas entre visões que defendem processos de subducção-acreção e os modelos chamados não-uniformitários. "Neste contexto, o estudo sobre as características geológicas e geoquímicas dessas rochas, forneceu informações relevantes sobre o ambiente tectônico em que o terreno granito-greenstone do Rio Maria foi gerado", acrescenta Regina Célia.

Os dados e produtos oriundos da ação são fundamentais para subsidiar as atividades de pesquisa mineral na região, com potencial de se tornar mais uma importante província mineral no Cráton Amazônico, além de avançar o conhecimento geológico da Amazônia, estratégica em termos de potencial geológico. O mapeamento sobre as potencialidades da região para o desenvolvimento socioeconômico de uma região podem atrair empreendimentos e investimentos no setor mineral. Os municípios se beneficiam com a possibilidade de geração de emprego e renda para as comunidades locais. Os produtos obtidos são disponibilizados à sociedade em geral e representam a base para o entendimento do meio físico de uma região. É importante frisar, ainda, que a compreensão do uso de recursos naturais existentes na área pesquisada poderá atender às necessidades da população local.

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