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Receita líquida da Nexa atinge US$ 627 milhões impulsionada pelos preços

Por evando•
Receita líquida da Nexa atinge US$ 627 milhões impulsionada pelos preços

Lucro líquido de US$ 29 milhões no primeiro trimestre de 2025 foi impulsionado pela alta de 16% e 11% nos preços de zinco e cobre, respectivamente, além da valorização do real frente ao dólar.

A Nexa Resources registrou um lucro líquido de US$ 29 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo prejuízos de US$12 milhões no mesmo trimestre de um ano atrás. Esse resultado reflete o foco da companhia na melhoria do resultado operacional e o impacto favorável das variações cambiais decorrentes da valorização do real brasileiro frente ao dólar americano. Apesar dos desafios operacionais — incluindo chuvas atípicas em Pasco, precipitação extrema em Aripuanã e instabilidades de produção nos seus smelters do Brasil —, a Nexa obteve EBITDA ajustado de US$ 125 milhões no trimestre frente a US$ 128 milhões no primeiro trimestre de 2024. A redução na comparação anual foi impulsionada por maiores custos e menor volume de vendas dos smelters, parcialmente compensados pelo aumento dos preços do zinco e por variações cambiais favoráveis. Na comparação trimestral, a redução reflete principalmente o menor volume dos smelters e o aumento de custos, impactados, entre outros fatores, por menores taxas de tratamento (TCs) pagas por fornecedores terceiros de concentrado.

A receita líquida atingiu US$ 627 milhões entre janeiro e março de 2025, um aumento de 8% em relação aos US$ 580 milhões registrados no mesmo período de 2024. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelos maiores preços dos metais na LME (Bolsa de Metais de Londres) para o zinco e o cobre, que subiram 16% e 11%, respectivamente, parcialmente compensado pelo menor volume de vendas de produtos de refinaria.

O CAPEX totalizou US$ 50 milhões no trimestre, com foco principal em investimentos de sustentação, como o desenvolvimento de mina e a manutenção operacional. Cerca de US$ 1 milhão foi destinado à Fase I do Projeto de Integração de Cerro Pasco, com foco no sistema de bombeamento e tubulação de rejeitos. A expectativa é que os desembolsos de CAPEX se acelerem nos próximos trimestres, e a projeção para o ano de 2025 permanece inalterada em US$ 347 milhões. “Como parte da nossa estratégia de gestão de passivos, no início de abril concluímos com sucesso uma emissão de bonds no valor de US$ 500 milhões, juntamente com ofertas públicas de aquisição para uma parte substancial das nossas notas com vencimento em 2027 e 2028. Essa transação nos permitiu administrar de forma proativa e eficiente os vencimentos futuros, estender nosso perfil de dívida e otimizar ainda mais nossa estrutura de capital. Isso reforça nossa flexibilidade financeira, destaca nossos sólidos indicadores de crédito e a confiança dos investidores, e está alinhado com nosso compromisso de longo prazo com a disciplina de capital”, disse Ignacio Rosado, CEO da Nexa Resources. A emissão tem prazo de 12 anos e cupom de 6,600%, permitindo a recompra de aproximadamente 49% das notas de 2027 e 72% das de 2028 da Nexa, por meio de duas ofertas públicas de aquisição “any-and-all”. As notas restantes de 2027 devem ser integralmente resgatadas por meio de uma cláusula de recompra antecipada (“make-whole call”) com execução prevista para o dia 23 de maio de 2025.

O volume de minério tratado nos três primeiros meses de 2025 no segmento de mineração totalizou 3.048 mil toneladas, uma redução de 10% em relação ao mesmo trimestre de 2024, refletindo principalmente desafios operacionais em múltiplas unidades. Na região de Pasco (El Porvenir e Atacocha), as operações foram impactadas por chuvas intensas atípicas. Em Vazante, o acesso a áreas de maior teor permaneceu restrito durante o trimestre e, em Aripuanã, o volume de precipitação ficou 30% acima da média histórica. Para mitigar essas restrições sazonais e reforçar a estabilidade operacional de longo prazo em Aripuanã, a Nexa avança com a aquisição e instalação de um quarto filtro de rejeitos. Atualmente em fase de fabricação, a nova unidade deverá ser entregue e instalada no final do segundo semestre de 2025, com início das operações previsto para o primeiro semestre de 2026. O investimento deve melhorar a eficiência dos processos e o aproveitamento da capacidade, especialmente durante o período chuvoso.

A produção consolidada de zinco no trimestre totalizou 67 mil toneladas, queda de 23% em relação ao mesmo trimestre do último ano, devido principalmente à menor produção em todas as unidades, exceto Atacocha, além da paralisação das atividades de mineração em Morro Agudo.

Em relação a outros metais, a produção de cobre no trimestre somou oito mil toneladas, um aumento de 2% em comparação com o mesmo trimestre de 2024, impulsionado pela melhoria na recuperação da planta em Cerro Lindo. Já a produção de chumbo totalizou 13 mil toneladas, uma queda de 31% na comparação anual, principalmente devido à menor contribuição de El Porvenir e Aripuanã. A produção de prata totalizou 2,4 milhões de onças, uma redução de 19% em relação aos 3,0 milhões de onças registradas tanto nos três primeiros meses de 2024.

No primeiro trimestre, a produção de zinco metálico e óxido totalizou 133 mil toneladas, queda de 4% na comparação anual, o que reflete a menor produção dos smelters da Nexa no Brasil, em linha com o guidance de 2025, que previa uma redução anual de cerca de 15 mil toneladas para lidar com um mercado mais volátil e com a redução geral das taxas de tratamento (TCs). As vendas de zinco metálico e óxido totalizaram 130 mil toneladas no trimestre, uma redução de 6% em relação ao 1T24, refletindo principalmente menores volumes de produção em Três Marias e Juiz de Fora, além da menor demanda por óxido de zinco no período. “No primeiro trimestre de 2025, enfrentamos desafios operacionais em algumas de nossas unidades, o que resultou em volumes de produção ligeiramente abaixo de nossas estimativas iniciais. Esses desafios foram causados principalmente por chuvas intensas atípicas nas regiões de Pasco e Aripuanã, além de instabilidades na produção de nossos smelters no Brasil. Apesar dessas adversidades, entregamos um EBITDA Ajustado sólido, refletindo a força e a resiliência do nosso modelo de negócio integrado, a disciplina contínua de custos e o progresso constante em nossas prioridades estratégicas”, afirmou Rosado ao comentar sobre o desempenho operacional do trimestre.

Durante o trimestre, a Nexa avançou na Fase I do Projeto de Integração de Cerro Pasco, voltado à melhoria da eficiência operacional e à extensão da vida útil do complexo de mineração. A construção está prevista para começar no segundo trimestre, enquanto os preparativos técnicos da Fase II também progrediram conforme planejado, em linha com a estratégia de longo prazo da companhia. Como destacou Rosado: “Seguimos avançando com o Projeto de Integração Cerro Pasco, um pilar central da nossa estratégia que desempenha um papel fundamental na extensão da vida útil e do valor dos nossos ativos”. No trimestre, a Nexa continuou a avançar em sua estratégia de otimização de portfólio e alocação disciplinada de capital, com foco em ativos de alto retorno e geração de valor de longo prazo. A companhia segue comprometida com a geração de fluxo de caixa livre positivo e prioriza investimentos de sustentação, exploração mineral em áreas brownfield e iniciativas de ESG e SSMA.

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