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CSN MINERAÇÃO

Receita líquida cresce 22% no trimestre

A CSN Mineração produziu 8,4 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre de 2021, volume 7,3% superior ao do trimestre anterior mesmo considerando a sazonalidade negativa do período em razão das chuvas, o que ressalta o melhor rendimento da produção. Houve também um aumento nas compras de minério de terceiros ao longo do trimestre inicial de 2021. O volume de vendas atingiu 8,2 milhões de toneladas, 4,8% inferior ao trimestre anterior, em função da recuperação de estoque de minérios e da estratégia de maximização do preço de realização.

A receita líquida da mineradora totalizou R$ 5.481 milhões, 22% superior à registrada no trimestre anterior, como resultado do forte preço de realização, com o Platts 25% acima na mesma base de comparação. A receita líquida unitária foi de US$121,8 por tonelada úmida, aumento de 26,5% contra o trimestre anterior, devido à variação do índice Platts, flutuações no frete transoceânico, ajustes por qualidade e umidade, além da influência do período quotacional das vendas. O EBITDA atingiu R$ 3.736 milhões no 1T21, com margem EBITDA trimestral de 68,2%, como reflexo, principalmente, da valorização do Platts.

Cimentos

No segmento de cimentos, as vendas da CSN cresceram 19% no mercado nacional em relação ao primeiro trimestre de 2020. As vendas de cimento no mercado interno totalizaram 15,25 milhões de toneladas no primeiro trimestre, sendo que 36% desse total foram vendidos apenas no mês de março. Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). A receita líquida na área de cimentos atingiu R$ 277 milhões, um desempenho estável em relação ao trimestre anterior, mesmo considerando um menor volume de vendas (-3,6%) causado pela sazonalidade. Adicionalmente, custos unitários marginalmente superiores em função de paradas para manutenção levaram a um EBITDA de R$103 milhões, com margem EBITDA de 37,2%. 

Siderurgia

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou Ebitda ajustado de R$ 5.806 milhões no primeiro trimestre de 2021, ou 336% superior em relação ao mesmo trimestre de 2020. O aumento de 23% sobre o último trimestre do ano passado é consequência da combinação de melhores preços e eficiência nos custos em basicamente todos os segmentos de atuação. A margem Ebitda na comparação anual passou de 24,1% (1T 2020) para 47,7% (1T 2021). 

A receita líquida totalizou R$ 11.913 milhões, sendo 22% superior ao último trimestre de 2020 e 123% superior na comparação com o trimestre inicial de 2020. A melhora de receita no primeiro trimestre, na comparação sequencial, se deu principalmente pela manutenção dos fortes volumes de vendas, combinados com os maiores preços verificados no período tanto para o minério de ferro quanto para o aço e o cimento. Os custos dos produtos vendidos somaram R$ 6.179 milhões, aumento de 10% sobre o quarto trimestre de 2020, em razão da evolução do preço de algumas commodities necessárias no processo produtivo. 

A CSN obteve lucro líquido de R$5.697 milhões entre janeiro e março de 2021, 46% superior ao registrado no 4T20, em razão da melhora operacional verificada no período, além do ganho de capital com o IPO da CSN Mineração. Em 31/03/2021, a dívida líquida consolidada atingiu R$ 20.542 milhões, uma diminuição superior a R$ 5 bilhões em relação ao exercício anterior, como consequência da forte geração de caixa do período e da alienação de uma parcela das ações da CSN Mineração detidas pela Companhia, que acabou por compensar a variação cambial observada no trimestre. Com isso, a relação dívida líquida/EBITDA ajustado alcançou 1,29x, uma redução considerável e um patamar mais próximo do guidance da Companhia. 

A CSN investiu R$ 410 milhões no trimestre, e prioriza projetos de segurança e melhoras de performance na Siderurgia e na Mineração. Apesar da queda dos investimentos em relação ao mesmo período do ano anterior, a Companhia mantém o seu guidance para este ano e deve acelerar os investimentos nos próximos trimestres.

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