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AÇO

Produção na AL cai 8,4% em 2020

A Associação Latino-Americana do Aço (Alacero) registrou que a produção total de aço bruto para 2020 foi de 55,6 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 8,4% em relação ao total de 2019. Na América Latina, o Chile foi o país com melhor desempenho, com 1,2 milhão de tonelada e um aumento de 2,1%, enquanto no outro extremo ficou o Peru, com queda de 40,6% e 732 mil toneladas.

A produção total de laminados caiu 9,7%, atingindo 46,3 milhões de toneladas, volume comparado ao de 2003 e longe da melhor cifra de 2013, de 57,5 milhões de toneladas. A maior queda na produção de aconteceu na Argentina com -18,8% (total 3,5 Mt para 2020), e em volume no México, com uma queda de -1,7 Mt (-9,9% e 15,8 Mt). Como referência, o Brasil fechou com -3,7% (21,7 Mt). O consumo de aço, entretanto registrou um aumento de 6% em novembro de 2020, em relação ao mesmo mês de 2019 em 5,5 milhões de toneladas e sem ter registrado um mês desta magnitude desde outubro de 2019. Estima-se que esse desempenho possa ser mantido durante o primeiro trimestre de 2021. Em novembro de 2020, a participação das importações no consumo caiu e a expectativa é de que o consumo regional volte a crescer com o déficit comercial controlado. Em novembro, o saldo comercial acumulado registrou déficit 13,5% inferior aos 11 primeiros meses de 2019 (-12,4 mil t).

A Alacero adianta que alguns resultados passam por investigação realizada pelo Prof. Dr. Germano Mendes de Paula, que será divulgada em curto prazo, na qual há riscos de diferenças competitivas na Argentina, Brasil, Colômbia e México com países asiáticos como Coréia do Sul, Índia, Vietnã e principalmente China. O risco é preocupante para a cadeia de valor da metalurgia da indústria do aço na América Latina. O estudo intitulado "Assimetrias Competitivas, Desindustrialização, Cadeia e Siderurgia" mostra como essas diferenças nas variáveis de competitividade como tributação, educação, logística e financiamento estão minando o futuro da siderurgia na região.

Nesse contexto de grandes assimetrias competitivas, a defesa da cadeia da metalurgia e da siderurgia na América Latina é fundamental para a manutenção de atividades com alto grau de vinculação e geração de empregos de qualidade. “Em 2019, de acordo com a informação disponibilizada no referido estudo sobre o impacto das importações diretas e indiretas de aço da China, a continuação da perda de empregos na cadeia metalúrgica latino-americana decorrente da desindustrialização é uma questão que devemos considerar crítica. A Alacero defende o fortalecimento da recuperação econômica por meio da promoção do investimento privado e estrangeiro, redução do custo do país em aspectos como impostos e logística, estímulo à infraestrutura e fortalecimento da cadeia de valor metal-mecânico”.

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