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Preços devem se manter elevados

Preços devem se manter elevados

Conflito russo-ucraniano reduz estoques globais e impulsiona custos de energia, mantendo cotações acima de US$ 28 mil/tonelada até 2023, segundo analistas da UBS.

Pouca gente imaginava os efeitos que o conflito Rússia x Ucrânia teria sobre os preços do níquel. O metal teve uma trajetória caótica de alta recentemente, superando US$ 100 mil/tonelada (US$ 101.365/t, para ser mais exato) e fazendo com que a LME (London Metal Exchange) suspendesse os contratos de venda do metal para entrega futura (3 meses). Os contratos poderão ser retomados no dia 16 de março.

A explicação para que os preços tenham alcançado níveis estratosféricos é o volume extremamente baixo dos estoques de níquel. Para o níquel eletrolítico, por exemplo, os estoques caíram de 500 mil toneladas, em 2016, para 81.300 toneladas, em março deste ano.

Os fabricantes de veículos elétricos aumentaram sua demanda por níquel – um componente chave nas baterias íon-lítio – o que causou o declínio nos estoques da commodity. As sanções à Rússia também contribuíram para reduzir o suprimento para o ocidente, levando os preços na LME aos níveis surpreendentes. De acordo com a Bloomberg, as exportações de níquel da Rússia respondem por 13% do total exportado globalmente. A alta do metal também é resultado dos preços da energia. E com as sanções à Rússia os preços do petróleo permanecerão altos, elevando os custos dos smelters, o que levará as companhias a reduzir produção, com consequente efeito sobre os níveis dos estoques.

No entanto, a previsão de analistas da UBS é que os preços caminharão para uma acomodação, embora em níveis ainda mais elevados do que antes do conflito. Estima-se que os preços cairão para US$ 34 mil/t em junho e devem chegar a US$ 28 mil /t em março de 2023.

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