Seminário Além das Onças: presente e futuro dos projetos de ouro no Brasil. Evento realizado em 22 de setembro de 2026 no Auditório Mattos Filho, Faria Lima, São Paulo
OURO

Novos players do ouro apostam em ativos conhecidos e esbarram na falta de mão de obra

Por Redação Brasil Mineral•
Novos players do ouro apostam em ativos conhecidos e esbarram na falta de mão de obra
Além das OnçasNovos players em ouro no Brasil
Da esq. para a dir.: Camilo Farace, moderador, Edvaldo Amaral (Pan American Silver), Eduardo De Come (Ero Brasil) e Leonardo Guimarães Oliveira (PA Gold). Foto: Stefanne Senne

PA Gold, Ero e Pan American defendem preço conservador e custo sob controle; ingressantes em engenharia de minas e geologia caíram de 32 mil para 7 mil em 11 anos.

Com margens por onça em patamar recorde, o segundo painel do seminário "Além das Onças", realizado pela Brasil Mineral em 22 de setembro no Auditório Mattos Filho, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, reuniu empresas que chegaram ou cresceram recentemente no ouro brasileiro. Moderado por Camilo Farace, conselheiro de Brasil Mineral e ex-presidente da AngloGold Ashanti no Brasil, onde trabalhou 32 anos, o debate "Novos players em ouro no Brasil" teve Leonardo Guimarães Oliveira, da PA Gold, Eduardo De Come, da Ero Brasil, e Edvaldo Amaral, da Pan American Silver.

Entre manchetes de expansão e dados de rentabilidade excepcional, o recado comum foi de cautela: crescer a partir de ativos conhecidos, planejar com preços conservadores, controlar custo e enfrentar de forma coordenada a falta de mão de obra, que apareceu como o maior gargalo do setor.

Um ano de manchetes e a velocidade possível

Farace abriu com uma coletânea de manchetes publicadas pela Brasil Mineral nos últimos 12 meses, da meta da G Mining de chegar a 500 mil onças em três anos à venda de minas da Equinox Gold à CMOC por US$ 1 bilhão, passando pelo plano da Hochschild de investir até US$ 225 milhões em 2026, pelas produções recordes da Serabi e de Jacobina, pelo IPO da Amapá Minerals e pela nova captação da Aura. Pelos cálculos dele, as cerca de 600 mil onças produzidas por Paracatu equivalem hoje a uma receita da ordem de US$ 2,5 bilhões.

Farace lembrou também que a AngloGold Ashanti opera de forma contínua no país desde 1834 e já produziu cerca de 30 milhões de onças, e disse se incomodar sempre que ouve que "mineração só dá uma safra". "Atenção: essa é a primeira da AngloGold. O que vem pela frente, com certeza, são grandes outras oportunidades."

Ao apresentar a produção das empresas que operaram no país desde 2000, o moderador contestou a ideia de que o Brasil é necessariamente lento. Ele perguntou à plateia quanto tempo a G Mining levou entre a obtenção da licença de instalação e a primeira onça em Tocantinzinho, e a resposta veio de representantes da empresa: 23 meses. Leonardo Guimarães Oliveira contou que a PA Gold entrou no projeto em 2011, fez 45 mil metros de sondagem, obteve a licença de instalação em 2021 e produziu a primeira barra em março de 2023, depois de três anos de implantação. "A despeito da informação do Gilberto não estar inadequada para o cenário global, podem ter certeza de que nesse país é possível produzir com velocidade e agilidade também", disse Farace.

Camilo Farace, conselheiro da Brasil Mineral e ex-presidente da AngloGold Ashanti no Brasil, apresenta a produção de ouro por empresa no país.
Camilo Farace, conselheiro da Brasil Mineral e ex-presidente da AngloGold Ashanti no Brasil, apresenta a produção de ouro por empresa no país. Foto: Stefanne Senne

Ele citou ainda Jacobina, na Bahia, implantada pela Morro Velho, fechada, vendida pela Anglo American e retomada pela Yamana, que hoje produz quase 200 mil onças pela Pan American Silver. "A conjuntura é altamente determinante daquilo que a gente pode produzir."

O paradoxo da produção e a margem recorde

O moderador apontou um paradoxo na curva agregada. A produção brasileira cresceu de forma expressiva entre 2007 e 2016, período em que o preço não era tão atrativo e em que o setor "penou" com a queda de 2011 e 2012. Os projetos feitos naquela época sustentaram o crescimento seguinte. Agora, no momento de preços mais favoráveis, os dados oficiais, baseados na arrecadação da CFEM, mostram queda. Farace preferiu não opinar sobre se esse recuo é real, deixando a avaliação a cada um.

Com dados do World Gold Council publicados pela Brasil Mineral, ele mostrou que, no primeiro trimestre de 2025, o custo médio de produção foi de cerca de US$ 1.539 por onça, contra preço médio de US$ 2.854. No primeiro trimestre de 2026, mesmo com custos maiores, a margem chegou à ordem de US$ 3.000 por onça. "É um ambiente de alta favorabilidade. Porém, se a gente não tiver juízo para tomar a decisão de implantar um projeto de ouro, pode cair numa situação difícil."

A margem por onça mais que dobrou em um ano
Média da indústria, em US$ por onça, no primeiro trimestre
1º trimestre de 2025: preço médio de US$ 2.854
Custo 1.539
Margem 1.315
Margem por onça
1T25
1.315
1T26
~3.000
Fonte: World Gold Council, dados apresentados por Camilo Farace no painel 2 do seminário Além das Onças, 22/9/2026. A margem de 1T26 é aproximada.

PA Gold: crescer comprando o que já é conhecido

Leonardo Guimarães Oliveira, que começou a carreira há 13 anos como auxiliar de mecânico na empresa da família e hoje é acionista e presidente do conselho da PA Gold, descreveu a mina Paraíba, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso, uma mina subterrânea mecanizada em veios estreitos, com planta própria e produção de 35 mil onças por ano. Cerca de 60% da produção sai em bullion, pela rota de gravimetria, e 40% em concentrado de ouro e cobre. A empresa implanta um circuito CIL que deve elevar a recuperação global de 90% para 95% ou 96%. A reserva atual é de 550 mil onças.

Leonardo Guimarães Oliveira, acionista e presidente do conselho da PA Gold.
Leonardo Guimarães Oliveira, acionista e presidente do conselho da PA Gold. Foto: Stefanne Senne

No fim do ano passado, a PA Gold fez sua primeira aquisição: o projeto Sertão, em Faina (GO), antiga mina operada pela Troy. A meta, que Oliveira classificou como "um pouco ambiciosa", é chegar a 150 mil onças anuais até 2032, com três ativos de 50 mil onças cada: Paraíba ampliada, Sertão e um terceiro projeto ainda em busca. "A gente acredita que o Brasil tem uma geologia excelente, pouco explorada, e queremos fazer parte dessa mudança, colocando novos projetos em operação."

Perguntado sobre o perfil dos ativos que procura, ele disse que a PA Gold não se vê como desenvolvedora de projetos greenfield, que exigem mais tempo e risco. "Fazer uma sondagem para descobrir é diferente de fazer uma sondagem de adensamento." Como a empresa já opera, precisa aproveitar o preço alto pelo maior tempo possível. Busca projetos semelhantes ao que já tem, com reserva comprovada entre 150 mil e 200 mil onças e potencial de 600 mil a 700 mil onças. "A gente não quer dar um passo maior que a perna neste momento."

Ero: teor alto e mina adolescente

Eduardo De Come, vice-presidente executivo da Ero Brasil e ex-CFO da companhia, apresentou a operação de Nova Xavantina (MT), que pertencia à antiga Mineração Caraíba. Comparada aos grandes players presentes, disse, é "uma adolescente", com 13 anos de operação e produção de 60 mil onças por ano. O teor alto garante boa lucratividade, e as reservas asseguram mais dez a 12 anos de operação. No ano passado, por razões de modernização e segurança, a mina trocou a lavra manual (adequada aos veios estreitos mas que expunha as pessoas a maior risco), por lavra mecanizada, graças à evolução dos equipamentos. A planta tem capacidade ociosa, e o foco agora é geologia, para ampliar reservas e produção.

Eduardo De Come, vice-presidente executivo da Ero Brasil.
Eduardo De Come, vice-presidente executivo da Ero Brasil. Foto: Stefanne Senne

Sobre a atratividade do Brasil, De Come lembrou que a incerteza global, o papel de reserva de valor e as compras dos bancos centrais sustentam o preço, e que o país soma a isso geologia pouco explorada, com jurisdições tradicionais como Minas Gerais, Bahia e Pará e novas fronteiras como Mato Grosso e Amapá, uma cadeia de fornecedores e universidades consolidada e estabilidade institucional. "Quem está aqui dentro pode falar mal, mas para quem está de fora a gente tem que equilibrar. Se o preço alto atrai o investidor para o ouro, a estabilidade atrai para o ouro no Brasil."

Farace endossou a avaliação e defendeu que o setor precisa se comunicar melhor lá fora, já que boa parte do capital de risco ainda vem do exterior. Ele considerou um incômodo o país ocupar hoje a 14ª posição entre os produtores mundiais de ouro, depois de já ter sido o quinto.

Jacobina: 14 quilômetros de strike e muito para descobrir

Edvaldo Amaral, country manager da Pan American Silver Brasil e presidente do Sindicato da Indústria Mineral da Bahia (Sindimiba), contou que Jacobina passou para a Pan American em 2023, com a compra de parte dos ativos da Yamana. A Pan American é uma mineradora de prata, mas, como a prata está muito associada ao ouro, as aquisições costumam trazer minas de ouro junto. "Até hoje o pessoal ainda fala Morro Velho, é difícil tirar da cabeça da turma", brincou. A mineração na região vem do século XVII, e Jacobina abrigou a primeira casa da moeda do país, embora, lamentou, o Brasil não tenha cultura de preservar esse patrimônio.

Edvaldo Amaral, country manager da Pan American Silver Brasil e presidente do Sindimiba.
Edvaldo Amaral, country manager da Pan American Silver Brasil e presidente do Sindimiba. Foto: Stefanne Senne

Dos cerca de 6 milhões de onças de ouro nos recursos da Pan American, divulgados no mês do evento, Jacobina responde por metade. O inventário mineral da operação é de 8 milhões de onças, com 3 milhões em reservas. O depósito mergulha e é cortado por uma intrusiva, e em algumas minas, como Morro do Vento e Canavieiras, a empresa já encontrou continuidade do outro lado. "Dá para a gente se aposentar aqui, filhos, netos." A operação, porém, é difícil: teor de 1,7 grama por tonelada, baixo para uma mina subterrânea, minério altamente abrasivo, a ponto de a broca precisar ser trocada a cada 20 metros perfurados e o revestimento do moinho a cada 15 dias, e cinco minas em operação ao longo de quase 14 quilômetros de strike. A barragem de rejeitos tem vida útil de mais oito anos. A empresa já pediu licença para empilhamento a seco e começa a estudar o uso de pasta no enchimento, o que permitirá aproveitar mais as reservas.

Sobre segurança jurídica e licenciamento, Amaral lembrou que em Jacobina a comunidade é "porta a porta" com a operação e que cabe às empresas conviver de forma harmônica com a sociedade e mostrar mais o que fazem, como faz o agronegócio. Para ele, a discussão sobre minerais críticos pode ser um divisor de águas. "O cavalo está passando e a gente tem que montar nele." Na avaliação dele, o próximo ano deve ser muito favorável à mineração no país, desde que governo, empresas e investidores trabalhem por segurança jurídica e licenciamento mais ágil.

Mão de obra, o gargalo que atravessou o seminário

A falta de profissionais apareceu em todo o seminário, mas foi neste painel que ganhou mais espaço. Perguntado sobre os desafios de infraestrutura e logística, Oliveira disse que o maior problema da PA Gold são as pessoas. Uma empresa nova, de 35 mil onças, compete por profissionais com operações próximas a grandes centros, onde há shopping e lazer no fim de semana. No nível operacional, a concorrência é o garimpo: um operador de caminhão no garimpo da região pode ganhar R$ 15 mil por mês. A empresa aposta na capacitação de mão de obra local, num plano de remuneração variável acima do mercado e em alternativas como o trabalho remoto para algumas funções.

Na operação, o gargalo são as peças. Oliveira admitiu que a empresa, como estreante, errou ao não formar estoques robustos e "passou muito aperto" nos dois primeiros anos. O prazo entre a requisição e a chegada de uma peça é de 32 dias. Ele acrescentou um dado que agrava a disputa: seis minas subterrâneas estão sendo abertas no país neste ano, e operadores de equipamentos como jumbo e Simba levam mais tempo para serem formados. "Do jeito que o mercado está, todo mundo está brigando com todo mundo de foice, um tomando o funcionário do outro. No final, vai ter muita empresa e pouca mão de obra." Ele propôs que as empresas do setor se unam para criar escolas, o que, em sua visão, beneficiaria também a sociedade.

“Todo mundo está brigando com todo mundo de foice, um tomando o funcionário do outro. No final, vai ter muita empresa e pouca mão de obra.”
Leonardo Guimarães Oliveira, PA Gold

De Come contou que a Ero enfrenta as mesmas dificuldades em suas três minas, no interior do Pará, no sertão da Bahia e no interior de Mato Grosso. Antigamente, disse, um bom salário bastava para levar engenheiros e geólogos a áreas remotas. Hoje, o profissional quer saber como vai se desenvolver, que liderança terá, se haverá escola e lazer para a família e se conseguirá ficar conectado, e a mineração disputa talentos com a computação e com o próprio mercado financeiro. A saída, para ele, passa por parcerias com universidades e com o Senai e pela formação de mão de obra local. "Não é porque a região é remota que a carreira tem que ser remota. Se a gente ficar focado só em salário, os poucos que existem vão ganhar cada vez mais, mas não vai resolver o problema da indústria."

“Não é porque a região é remota que a carreira tem que ser remota.”
Eduardo De Come, Ero Brasil

Farace trouxe dados do MEC segundo os quais o número de ingressantes em Engenharia de Minas e Geologia caiu de 32 mil em 2013 para 7 mil em 2024. "Nós vamos ter que usar bastante inteligência artificial no planejamento de mina, onde antes você usava dez ou 15 engenheiros, para ter um fazendo a revisão, porque no estoque dificilmente vamos encontrar esse profissional disponível."

Amaral acrescentou que a situação de Jacobina é ainda mais crítica. Um levantamento interno indica que cerca de 400 operadores devem se aposentar até 2030, o que obriga a empresa a prever 150 contratações extras já no orçamento do próximo ano. O programa Dissemina, de formação de mão de obra, capacita 160 mulheres da comunidade, e a empresa já tem operadoras de fandrill e jumbo e supervisoras.

Cada vez menos gente entra na profissão
Ingressantes em cursos de Engenharia de Minas e Geologia no Brasil
32 mil
7 mil
2013
2024
Queda de 78% em 11 anos, enquanto seis minas subterrâneas abrem no país neste ano e só Jacobina prevê a aposentadoria de 400 operadores até 2030.
Fontes: MEC, dado citado por Camilo Farace; Leonardo Guimarães Oliveira (PA Gold) e Edvaldo Amaral (Pan American Silver), painel 2 do seminário Além das Onças, 22/9/2026.

No encerramento do painel, De Come apontou um problema estrutural: a legislação trabalhista da mineração, que Farace lembrou ser de 1936. Segundo De Come, o Brasil é o único entre as dez maiores economias em que não se pode trabalhar em turnos de 12 horas no subsolo. Enquanto outros países usam dois operadores por jumbo, o Brasil precisa de quatro, porque a jornada termina em seis horas. O trabalhador também é obrigado a se aposentar cedo, mesmo estando saudável. Ele defendeu que a atualização dessa legislação, combinada com automação, operação remota e equipamentos semiautônomos, tornaria o país ainda mais competitivo, e lembrou que o potencial brasileiro vai além do nióbio, do lítio e das terras raras.

Farace fez um alerta sobre a disputa salarial sem coordenação: "A gente já viu esse filme antes. O preço do ouro já bateu em US$ 1.900 e voltou a US$ 1.050. Quando a gente vivenciou esse ciclo, doeu profundamente na carne de todos nós. Competir por mão de obra é salutar, mas tem limite." Ele defendeu uma ação coordenada do setor para formação de profissionais.

Ouro ilegal e disciplina de custo

Farace também pediu a Amaral que falasse sobre rastreabilidade e compliance, tema que dominou a edição anterior do seminário. Segundo o executivo, as estatísticas indicam que quase 40% do ouro produzido no país é ilegal. "A gente, que é legalista, demora um certo prazo para ter o licenciamento, e a pessoa abre um garimpo, mete o trator, derruba tudo e começa a produzir e vender, com custo baixo." Empresas listadas em bolsa cumprem todas as exigências e, mesmo assim, às vezes caem no canal vermelho da Receita Federal e esperam um mês pela liberação de uma venda. Por isso, Jacobina buscou a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA). A empresa também abriu as portas à Polícia Federal, que mapeou todo o seu minério, da mina ao bullion, para compor o banco de dados do "DNA do ouro", que permite identificar a origem do metal apreendido em operações. Amaral recomendou que outras mineradoras façam o mesmo.

Nas mensagens finais, Oliveira alertou os investidores contra a fixação no preço da commodity. "Recurso não é reserva, e reserva também não é dinheiro. A verdadeira reserva é aquilo que você consegue extrair da terra com resultado. Não adianta ter um projeto de 2 ou 3 milhões de onças se o custo operacional dele é de US$ 3.000 a onça." O preço atual, disse, é passageiro. A PA Gold avalia seus projetos com o ouro a US$ 3.000: se o projeto se sustentar nesse patamar, o que vier acima é lucro.

“Recurso não é reserva, e reserva também não é dinheiro. A verdadeira reserva é aquilo que você consegue extrair da terra com resultado.”
Leonardo Guimarães Oliveira, PA Gold

Amaral foi na mesma linha. "A gente não controla dólar nem preço da onça. A gente controla custo." Defendeu custos abaixo de US$ 2.000 a onça e disse que "custo é igual a unha: tem que estar cortando todo dia", lembrando que o preço alto estimula gastos e que, na primeira pequena queda, "todo mundo entra no desespero".

Um alerta para o próprio setor

O painel terminou com um consenso pouco comum entre concorrentes: a disputa por profissionais precisa dar lugar a uma ação coordenada do setor, com escolas, parcerias com universidades e o Senai e a atualização da legislação trabalhista do subsolo. Caso contrário, a indústria corre o risco de repetir na mão de obra os excessos de custo que já cometeu em ciclos anteriores de alta do ouro.

Esta matéria faz parte da cobertura da Brasil Mineral sobre o seminário "Além das Onças", publicada em cinco partes. Leia também:

Galeria de fotos
Painel 2: novos players em ouro no Brasil130 fotos · Fotos: Stefanne Senne

Patrocínio do seminário

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