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MEIO AMBIENTE

MRN terá central para resíduos industriais

MRN terá central para resíduos industriais

Instalação da CRID concentrará todos os resíduos sólidos industriais para segregação, armazenamento e destinação, visando atingir meta de redução de 10% no volume gerado.

Com o objetivo de melhorar a gestão dos resíduos industriais gerados em seus processos, a Mineração Rio do Norte (MRN) decidiu investir na instalação da uma Central de Resíduos Industriais Descartados (CRID), onde serão concentrados todos os resíduos sólidos industriais gerados pelas áreas operacionais e que são administrados em diferentes etapas e processos.

O espaço, planejado e ajustado à operação, contempla diferentes etapas, como segregação, armazenamento e destinação que facilitam a redução, reutilização e reciclagem de resíduos, além da redução do volume a ser tratado ou disposto. A CRID considera, inclusive, as peculiaridades da logística da MRN, que opera distante dos grandes centros que recebem, reciclam ou reutilizam os resíduos.

Segundo Dayane Moreira, engenheira ambiental da área de Licenciamento e Controles Ambientais da MRN, o espaço foi desenvolvido para se somar a um trabalho intenso já desempenhado pela empresa por meio do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, realizado desde 2010. “O programa atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, com a aplicação de boas práticas na coleta e transporte interno, no armazenamento temporário e na coleta e transporte para destinação externa dos resíduos. A CRID aprimora esse processo e contempla várias etapas, para melhor gestão e controle como pesagem, checagem, triagem, preparação e armazenamento temporário dos resíduos industriais”, aponta.

“A partir disso, realizamos a formação dos lotes, de acordo com a tipologia, e damos a destinação adequada. Há um controle e monitoramento total dos resíduos industriais, por meio de uma equipe administrativa, que acompanha os processos do gerenciamento, desde a gestão interna até a gestão externa, incluindo a homologação dos fornecedores e certificação das cargas. Todo esse processo minimiza riscos ambientais e sociais relacionados a destinação inadequada dos resíduos sólidos”, complementa a profissional.

Segundo Marco Antônio Fernandez, gerente geral da área de Licenciamento e Controles Ambientais, a MRN trabalha continuamente estratégias relacionadas à gestão de resíduos sólidos industriais, com o intuito de expandir uma mudança cultural, com foco em um manejo de seus resíduos industriais cada vez mais sustentável. “Em 2021, foram destinadas 4.877 toneladas de resíduos industriais para reciclagem, reprocessamento ou reuso, o que corresponde a 99,8% da produção, garantindo assim uma aplicação sustentável a esses materiais. É um trabalho feito a partir das ações de conscientização ambiental nas áreas operacionais, assim como de uma boa gestão voltada à redução da produção de resíduos e à aplicação de tecnologias no controle desses materiais”, destaca.

Ele acrescenta que a empresa quer atuar com metas para reduzir no mínimo 10% do volume de resíduos gerados. “Vamos manter as taxas de 99% de destinação para reciclagem ou reaproveitamento e 1% descartados via incineração ou aterro sanitário”, conclui.

Contando com uma área de 9.400 m2, o CRID possui sistema de monitoramento com câmeras, sistema de detecção e combate a incêndio e dois separadores de água e óleo. “Para chegarmos à construção do espaço, passamos antes por etapas importantes como o entendimento das necessidades da área cliente, o desenvolvimento das engenharias, a obtenção de anuência do IBAMA e a defesa de um investimento de R$38 milhões. As instalações foram pensadas considerando todo o processo preventivo de manuseio do resíduo industrial, com medidas efetivas, interligando nossas ações sustentáveis com normas vigentes, com o objetivo de otimizar e agilizar o processo de gerenciamento dos resíduos”, explica Raphael Cadinelli, gerente geral de Projetos e Obras da MRN.

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