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SGB-CPRM

Modelagem 3D da região do Sinclinório Pitangui

Modelagem 3D da região do Sinclinório Pitangui

Modelagem integrou dados geológicos e geofísicos para visualizar 50 km do Greenstone Belt Pitangui, ampliando perspectivas exploratórias para alvos minerais profundos na região.

Os pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) Paulo Dias e Caio Matos apresentaram a modelagem 3D da região do Sinclinório Pitangui, distrito aurífero localizado no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, com o objetivo de avançar no conhecimento geológico sobre a região. A apresentação aconteceu durante o webinar ‘Customer Talk: Modelagem Geológica-Geofísica 3D do Sinclinório de Pitangui NW-QF - Minas Gerais, realizado no final de outubro.

O trabalho utilizou dados geológicos (mapas e sondagem) e geofísicos (gravimetria e sísmica) com o objetivo de ter mais conhecimento geológico do Greenstone Belt Pitangui: principal unidade que hospeda as mineralizações auríferas da região, além de integrar os dados geológicos e os geofísicos para avançar no entendimento da evolução tectônica e ampliar os trabalhos e as perspectivas exploratórias da área. “A visualização 3D ajuda a interpretar as regiões. A integração geológica, quando produzida neste modelo, sai muito bem elaborada. Além disso, é uma importante ferramenta para a compreensão do arcabouço tectônico e evolução do Greenstone Belt Pitangui”, disse o pesquisador Paulo Dias. Para ele, as informações podem se tornar uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento de estratégias para selecionar alvos minerais profundos, expandindo o potencial exploratório para a província mineral.

O pesquisador Caio Matos apresentou os processos técnicos que ajudaram a desenvolver a modelagem, como a realização de testes de sensibilidade, delimitação dos limites laterais e os dados de profundidade, que foram fundamentais para a estruturação do projeto 3D. “Após a realização da modelagem 3D, foi possível visualizar cerca de 50 km do Greenstone Belt Pitangui, que antes não era conhecido, pois não era modelado”, explicou. O estudo completo está disponível no https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0895981122001183?via%3Dihub.

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