Minas-Rio poderá produzir até 25 milhões de toneladas em 2025

Operação de ferro no Brasil pode atingir até 25 milhões de toneladas após inspeção bem-sucedida do mineroduto, ampliando a projeção inicial.
A Anglo American produziu 14,3 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro trimestre de 2025, uma queda de 9% principalmente devido à menor produção esperada do projeto Minas-Rio como resultado da inspeção planejada do mineroduto em agosto, que foi concluída com sucesso antes do previsto.
A produção de cobre ficou estável no trimestre e somou 183.500 toneladas, refletindo o forte desempenho das plantas, aliado aos teores mais altos em Quellaveco e Los Bronces, compensados pela menor produção em Collahuasi, devido aos teores mais baixos e à recuperação de cobre. Em relação ao trimestre anterior, a produção aumentou 6%, como resultado do forte desempenho das plantas em Quellaveco e Los Bronces.
Já a produção de manganês aumentou 140%, para 972.800 toneladas, o que refletiu níveis de produção mais normalizados após a suspensão temporária causada por um ciclone tropical em março de 2024. As vendas para exportação atingiram níveis normalizados em agosto, enquanto a produção de diamantes brutos cresceu 38%, para 7,7 milhões de quilates, impulsionada principalmente pela maior produção de Jwaneng, em Botsuana, em antecipação ao longo período de inatividade para manutenção da planta no quarto trimestre.
A produção de carvão para siderurgia da Anglo atingiu 1,9 milhão de toneladas, 54% inferior, principalmente devido ao incidente em Moranbah North em março de 2025 e à venda de Jellinbah em novembro de 2024, enquanto a produção de níquel aumentou 2%, para 10.100 toneladas, refletindo o benefício de teores mais altos.
O guidance de produção e custo unitário para os negócios contínuos permanecem inalterados para 2025, com exceção do Minas-Rio, onde o forte desempenho operacional contínuo e a inspeção bem-sucedida do mineroduto permitiram um aumento na orientação para 23-25 milhões de toneladas (anteriormente 22-24 milhões de toneladas).
"Entregamos mais um trimestre sólido em cobre e minério de ferro, em linha com nossos planos, e estamos bem posicionados para atingir a projeção para 2025, com a perspectiva para o ano inteiro ampliada em nossa operação de minério de ferro Minas-Rio, no Brasil. Em cobre, o forte impulso operacional e os teores mais altos em Quellaveco e Los Bronces sustentaram o desempenho, compensando a atual fase de menor produção em Collahuasi, que deve se recuperar até o final de 2026. Em minério de ferro, Kumba teve mais um trimestre sólido, com as vendas se beneficiando da melhora no desempenho ferroviário, enquanto no Minas-Rio estamos aumentando a projeção de produção em 2025 para 23-25 Mt, impulsionada pelo forte desempenho operacional e pela conclusão bem-sucedida da inspeção quinquenal do mineroduto”, comentou Duncan Wanblad, CEO da Anglo American.
Ele disse que a Anglo avançou ainda mais na simplificação do portfólio, alienando com sucesso a participação residual de aproximadamente 19,9% na Valterra Platinum, captando recursos de aproximadamente US$ 2,5 bilhões. “Continuamos trabalhando nas aprovações regulatórias para a transação de níquel e, para a De Beers, estamos progredindo bem com a separação da dupla via um processo de venda estruturada que está em andamento. Olhando para o futuro e com base no valor substancial que já conquistamos por meio da transformação do nosso próprio portfólio, nosso acordo de fusão com a Teck representa nosso próximo grande passo estratégico para acelerar o crescimento com valor agregado, com a empresa combinada formando uma campeã global em minerais críticos, com mais de 70% de exposição ao cobre. Nosso recente acordo com a Codelco para implementar um plano de mina conjunto para as operações adjacentes de Los Bronces e Andina, no Chile, serve como mais um exemplo de como gerar sinergias industriais convincentes como meio de impulsionar nossas ambições de crescimento no setor de cobre”.
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