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Metais básicos têm desempenhos mistos no final de outubro

Por Redação Brasil Mineral•
Metais básicos têm desempenhos mistos no final de outubro

Zinco subiu 2,6% e alumínio 0,8% na última semana do mês; níquel e estanho caíram mais de 3%, e o cobre recuou 1,2%

Segundo a análise semanal da LME, de 26 a 30 de outubro, o zinco subiu 2,6%, ou US$ 99/tonelada, e atingiu US$ 3.842,50. O metal avançou em cada uma das quatro primeiras sessões, de US$ 3.814 na segunda-feira para US$ 3.883 na quinta-feira, antes de perder US$ 40,50 na sexta-feira. Os estoques da LME caíram 5.750 toneladas, para 161.275 toneladas. Os warrants disponíveis diminuíram apenas 1.050 toneladas, para 132.600 toneladas, enquanto a tonelagem cancelada caiu 4.700 toneladas, para 28.675 toneladas, ou 17,8% do estoque. Os cancelamentos da semana passada parecem estar sendo realizados dentro dos armazéns, o que sugere consumo físico em vez de alguém tentando se beneficiar da escassez iminente, situação em que veríamos a emissão de novos warrants.

A disponibilidade de concentrado continuou sendo fundamental para a alta geral. Atualmente, há uma combinação de queda na produção de minas, custos de processamento profundamente negativos e incerteza sobre se as exportações chinesas conseguirão continuar aliviando a escassez em outros lugares. Os altos custos de energia também estão pressionando as fundições. Uma recuperação sustentada na oferta de minério ainda é necessária para que o excedente de metal previsto se torne um catalisador convincente para aliviar a pressão de alta. Já o alumínio subiu US$ 25,50/tonelada, ou 0,8%, para US$ 3.069. O fechamento mais baixo na segunda-feira foi de US$ 3.040,50, enquanto o mais alto foi de US$ 3.087 na terça-feira. O mercado manteve a maior parte do ganho de terça-feira, apesar de um fechamento mais fraco. O spread entre o preço à vista e o de três meses (cash-3) do alumínio fechou em US$ 37/tonelada, ante US$ 27,50/tonelada na semana anterior, após uma breve queda para US$ 14,50/tonelada na segunda-feira. Ao contrário de vários outros metais, o alumínio combinou um ganho semanal estável com spreads mais firmes.

O destaque ficou para a escala da expansão planejada por produtores chineses de fundições no exterior. Embora esse seja um fator importante para o fornecimento a médio prazo, a capacidade anunciada não deve ser contabilizada como produção de metal antes da conclusão da construção e do comissionamento. Já vimos projetos serem anunciados e depois cancelados antes mesmo do início das obras. Os estoques da LME caíram 4.600 toneladas, para 231.200 toneladas, enquanto os warrants disponíveis diminuíram 3.900 toneladas, para 217.450 toneladas, e os cancelamentos caíram 700 toneladas, para 13.750 toneladas, ou 5,9% do estoque total. O backwardation mais forte é consistente com condições mais firmes no curto prazo. As interrupções no transporte marítimo e na produção no Golfo do México continuam sendo fatores importantes para o cronograma de entrega física e os prêmios regionais.

O cobre perdeu US$ 168/tonelada na última semana de outubro e caiu 1,2%, fechando a US$ 14.154,50. O fechamento mais alto na quarta-feira foi de US$ 14.477,50, antes das perdas de US$ 121 na quinta-feira e US$ 202 na sexta-feira, que o levaram à mínima semanal. A venda de ações relacionadas à inteligência artificial afetou o mercado, mas os prêmios físicos na China permaneceram firmes: o prêmio de Yangshan rondava os US$ 205/tonelada. A competição por importações com disponibilidade imediata persiste, mesmo com os investidores reavaliando o ritmo e a rentabilidade dos futuros investimentos em tecnologia. Os estoques da LME aumentaram apenas 250 toneladas, para 274.000 toneladas, após o fluxo de entrada muito maior da semana anterior. Os warrants disponíveis aumentaram 4.800 toneladas, para 225.650 toneladas, enquanto os cancelamentos caíram 4.550 toneladas, para 48.350 toneladas, ou 17,6% do estoque. O spread cash-3 meses passou de US$ 149,50/tonelada para US$ 175/tonelada, após ter atingido US$ 222,50/tonelada na quinta-feira. A redução do spread na sexta-feira foi típica diante da queda estável dos preços, mas a semana ainda terminou mais apertada, apesar do aumento do metal em warrants. Os totais globais de estoque continuam a obscurecer as diferenças na disponibilidade regional. A evolução do fornecimento permaneceu mista. A produção de cobre refinado no Chile caiu cerca de 15% em setembro em comparação com o ano anterior. A Rio Tinto iniciou a retomada progressiva das operações subterrâneas em Oyu Tolgoi na sexta-feira, após o evento sísmico de quinta-feira, sem relatos de danos estruturais à caverna ou à infraestrutura operacional. Na Europa, a Boliden retomou a produção de cátodos em Rönnskär em 29 de outubro, com a meta de produção plena para o primeiro trimestre de 2027, embora tenha reduzido a previsão de teor para Aitik. A retomada melhora a oferta prospectiva de minério refinado, mas não resolve a escassez generalizada de concentrado, com as taxas de tratamento à vista ainda negativas, enquanto o chumbo fechou praticamente estável, com alta de US$ 2/tonelada, ou 0,1%, a US$ 1.909,50. O fechamento mais alto na terça-feira foi de US$ 1.933, seguido por uma queda de US$ 34,50 na quarta-feira, para US$ 1.898,50. O mercado se recuperou acima de US$ 1.900, mas não conseguiu retomar a máxima do início da semana. Os estoques da LME caíram 10.800 toneladas, para 311.375 toneladas, elevando a redução acumulada em duas semanas para 27.900 toneladas. Os warrants disponíveis diminuíram 8.800 toneladas, para 242.175 toneladas, e os cancelamentos caíram 2.000 toneladas, para 69.200 toneladas. Apesar disso, a participação dos warrants cancelados no total dos estoques aumentou para 22,2%. O spread cash-3 meses passou de US$ 0,20 para US$ 0,30/tonelada, apesar da redução de 10.000 toneladas nos estoques, refletindo os grandes volumes totais de estoque da LME. As diferenças regionais continuam sendo mais informativas do que a narrativa isolada do excedente global. A China importou 175.000 toneladas de chumbo refinado nos primeiros nove meses de 2026, em comparação com apenas 24.000 toneladas no ano anterior, além de baixos estoques domésticos e backwardation em Xangai. Isso sugere um mercado físico chinês mais firme do que o preço estável atual da LME indica.

Já o níquel caiu em relação à semana anterior, perdendo US$ 577/tonelada, ou 3,6%, para US$ 15.271, o pior desempenho do complexo. O fechamento mais alto na terça-feira foi de US$ 15.629, bem abaixo do pico da semana anterior, enquanto a queda de US$ 265 na sexta-feira levou o preço à mínima semanal. A distinção entre os cortes propostos pela Indonésia e a restrição sustentada da oferta continua sendo crucial. A Nornickel divulgou uma atualização separada sobre a oferta na segunda-feira: a produção de níquel nos nove meses aumentou 4%, para 146.131 toneladas, e sua projeção para 2026 foi mantida. A empresa também sinalizou uma reforma de nove meses na mina de Nadezhda, com início previsto para 2027, que poderá afetar a produção até 2028. Os estoques da LME caíram 2.436 toneladas, para 278.238 toneladas, mas os warrants disponíveis aumentaram 150 toneladas, para 259.578 toneladas. Toda a queda líquida nos estoques totais foi explicada por uma redução de 2.586 toneladas na tonelagem cancelada, para 18.660 toneladas, ou 6,7% do estoque. Outro metal que apresentou perda foi o estanho, que caiu US$ 1.644/tonelada, ou 3,3%, para US$ 48.873. O fechamento mais alto na terça-feira foi de US$ 51.461, seguido por três quedas consecutivas, totalizando US$ 2.588. Na quinta-feira, o preço ultrapassou a marca de US$ 50 mil e, na sexta-feira, a queda se estendeu. A fraqueza das ações de tecnologia afetou o sentimento em relação aos metais ligados à eletrônica. As exportações de estanho refinado da Indonésia caíram 18% em setembro em relação ao ano anterior, para 3.970 toneladas, segundo informações, mas essa notícia sobre a oferta não impediu a queda nos preços. Os estoques na LME permaneceram praticamente inalterados, caindo 15 toneladas para 4.030 toneladas. Os warrants disponíveis diminuíram 80 toneladas, para 3.620 toneladas, enquanto os cancelamentos aumentaram 65 toneladas, para 410 toneladas, ou 10,2% do estoque. Os pedidos de eletrônicos e as compras físicas após a queda ajudarão a distinguir uma correção de sentimento de uma deterioração no consumo.

O Fed manteve sua meta de taxa de juros entre 3,75% e 4,00% na quarta-feira, com dois membros dissidentes defendendo um aumento de 25 pontos-base. Os dados divulgados na quinta-feira mostraram que o PIB dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no terceiro trimestre, enquanto a inflação geral e a inflação PCE subjacente atingiram 3,6% e 3,1% em setembro, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A resiliência da atividade econômica sustenta o consumo de metais, mas a inflação persistente mantém em aberto a possibilidade de um maior aperto monetário. Os elevados custos de financiamento continuam a ser um obstáculo para os detentores de estoques e para o investimento industrial, mesmo sem um aumento da taxa de juros nesta semana. As preocupações com o retorno dos altos investimentos em inteligência artificial se intensificaram após a divulgação dos resultados das empresas de tecnologia, pressionando os preços do cobre e do estanho no final da semana. Essa venda não deve ser confundida com uma queda equivalente na demanda física: os prêmios de importação de cobre da China permaneceram acima de US$ 200/tonelada. A interrupção do transporte marítimo no Golfo do México e o alto preço do petróleo continuaram a complicar as perspectivas por meio dos custos de energia e frete. Após o fechamento de sexta-feira, o PMI industrial oficial da China em outubro caiu para 49,3, ante 50,1, adicionando um sinal de demanda mais fraca para os mercados avaliarem na próxima semana.

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