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FERTILIZANTES

Fábrica da Atlas Agro a partir do hidrogênio verde é detalhada em congresso

Por evando•
Fábrica da Atlas Agro a partir do hidrogênio verde é detalhada em congresso

Fábrica produzirá 500 mil toneladas anuais de fertilizantes nitrogenados com energia solar e eólica, evitando 1 milhão de toneladas de emissões de carbono por ano.

Organizado pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo em parceria com a Embrapa, IAC e Esalq/USP, o Congresso FertBrasil vai apresentar o projeto inédito de construção da primeira fábrica de fertilizantes nitrogenados a partir do hidrogênio verde, a ser implantada em Uberaba (MG), com investimentos totais de R$ 4,3 bilhões da Atlas Agro, produtora global de fertilizantes nitrogenados com zero emissões de carbono. O evento ocorre entre os dias 11 e 13 de junho de 2024, em Campinas (SP), quando o diretor de operações da Atlas Agro, Rodrigo Santana, explicará os principais detalhes do projeto e seus potenciais no desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro, bem como no processo de neoindustrialização verde do País.

A edição 2024 terá como tema principal a “Inovação em Fertilizantes e Insumos para a Nutrição de Plantas nos Trópicos”. No caso da Atlas Agro, a aposta da companhia é ser a primeira referência na descarbonização da indústria de fertilizantes no Brasil, já que atualmente mais de 90% do fertilizante nitrogenado utilizado no País são importados de outros países, sendo todos eles produzidos a partir de fontes fósseis e poluentes. A planta em Uberaba utilizará uma matriz 100% limpa, a partir de energia solar e eólica, para produção do hidrogênio verde, amônia verde e os fertilizantes nitrogenados com zero carbono. A fábrica evitará a emissão de mais de 1 milhão de toneladas de carbono equivalente anualmente para a atmosfera.

A unidade terá ainda uma capacidade de produção para 500 mil toneladas por ano de fertilizantes para atender os clientes da região. “A nova planta é um importante passo para a substituição de fertilizantes importados com significativa pegada de carbono por uma produção nacional a partir de um processo totalmente sustentável. Também se configura como uma grande oportunidade para promover a reindustrialização verde no país e proporcionar um aumento na segurança alimentar no Brasil”, comenta Rodrigo Santana, da Atlas Agro.

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