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MINERAIS CRÍTICOS

DFC afirma ter US$ 205 bilhões para investimentos em projetos

DFC afirma ter US$ 205 bilhões para investimentos em projetos

A capacidade inclui investimentos em minerais críticos — como terras raras, lítio, cobalto e grafite — em qualquer lugar do mundo, numa estratégia de diversificação das cadeias de suprimento globais.

O CEO da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (DFC), Ben Black, disse, durante a abertura da Cúpula "Garantindo o Futuro da Energia dos Estados Unidos" de 2026, afirmou que, atualmente, a instituição tem US$ 205 bilhões em capacidade de investimento e uma maior habilidade para alocar recursos em dívida, capital próprio e seguro contra riscos políticos em toda a estrutura de capital. Ele acrescentou que a DFC também pode investir em energia, minerais críticos e tecnologia em qualquer lugar do mundo e solucionar gargalos onde quer que existam. Os investimentos da DFC mobilizarão capital privado para construir ecossistemas econômicos, ancorados nos mercados de capitais dos EUA, protegidos contra o controle de adversários e estruturados para gerar retornos sólidos para o contribuinte americano. A energia é fundamental para essa estratégia”.

Para o CEO da DFC, a agência tem como papel fortalecer e diversificar as cadeias de suprimento de minerais críticos para os Estados Unidos e seus parceiros em todo o mundo. Ele lembrou que após a 2ª Guerra Mundial, os Estados Unidos investiram na reconstrução de seus aliados por meio do Plano Marshall. O Plano Marshall reconstruiu a capacidade produtiva da Europa devastada pela guerra e transformou as nações europeias em participantes do sistema americano. Embora muitas vezes negligenciado, mais de 70% dos fundos do Plano Marshall foram gastos na aquisição de bens e serviços americanos. Em troca do investimento de capital, os Estados Unidos receberam prioridade no desenvolvimento de minerais críticos.

“Hoje, estamos enfrentando as consequências de escolhas em setores críticos tão diversos quanto o farmacêutico, o de transporte marítimo e logística, o de tecnologia e telecomunicações, o de serviços financeiros e, especialmente, o de minerais críticos. Os Estados Unidos dependem 100% da importação de 12 minerais essenciais e mais de 50% de outros 29”. “Terras raras, grafite, cobalto e lítio são os elementos fundamentais de todos os sistemas de armas avançados, veículos elétricos, fábricas de semicondutores e baterias de grande escala das quais a indústria americana e nossas forças armadas dependem. Esses minerais existem em abundância em todo o mundo aliado, mas grande parte da cadeia de suprimentos agora passa pela China”. Ele lembrou que, atualmente, Pequim controla 70% do refino de minerais críticos, incluindo 90% do refino mundial de terras raras. “Quando as tensões sino-japonesas aumentaram em 2010, a China interrompeu as exportações de terras raras da noite para o dia. Todas as nações aliadas que dependem do processamento mineral chinês enfrentam o mesmo risco. Felizmente, o presidente Trump reconheceu a ameaça da dependência desde cedo, quando criou a DFC em seu primeiro mandato, para contrabalançar a Iniciativa Cinturão e Rota da China. Somos o braço de negócios internacionais do governo dos Estados Unidos e podem nos considerar a equipe de negócios de investimento. Nossa renovação de autorização em 2025 foi um momento crucial de transformação para esta agência”.

Ben Black afirma, ainda, que os produtos financeiros da DFC são adequados para projetos de capital intensivo. “Nossa capacidade de reduzir o risco do investimento e atrair financiamento privado pode desbloquear volumes de capital que superam em muito nosso próprio balanço patrimonial. É isso que diferencia a abordagem da DFC de nossos adversários e dos modelos ineficazes do passado”. Ele acrescentou que “os investimentos chineses não contam com a participação independente do setor privado e carecem dos sinais de preço tão necessários para incutir a disciplina que torna os projetos verdadeiramente viáveis comercialmente. O modelo chinês extrai recursos e exporta o valor. Em contrapartida, quando mobilizamos capital privado, construímos mercados duradouros”, finalizou.

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