EXPOSIBRAM

Descarbonização e biodiversidade: os compromissos do setor mineral na COP 30

Descarbonização e biodiversidade: os compromissos do setor mineral na COP 30

Empresa apresenta plano de expansão de cobre com R$ 70 bilhões no Novo Carajás, eliminação de barragens a montante até 2035 e redução de 33% nas emissões até 2030.

Sob o tema “Compromissos do Setor Mineral rumo à COP30: Descarbonização e Biodiversidade”, o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, e o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, apresentaram uma visão conjunta do futuro da mineração brasileira — uma mineração mais verde, mais inclusiva e mais próxima da sociedade, na abertura do segundo dia do Congresso do Ibram.

“Chegou a hora do compromisso”, afirmou Jungmann, ao destacar que o Brasil, ao sediar a COP30, assumirá durante um ano a presidência das negociações climáticas globais. “O setor mineral brasileiro será protagonista e vai levar para a COP compromissos concretos, mensuráveis e monitoráveis”, reforçou.

Entre as cinco metas apresentadas pelo Ibram, ele destacou:

  • Aumentar em 15% o uso de fontes renováveis na matriz energética do setor até 2030, alinhado à meta global de triplicar as energias limpas.
  • Ampliar em 10% o ganho líquido de biodiversidade, reforçando o papel da mineração como guardiã de áreas naturais.
  • Reduzir em 10% o uso de água nova por tonelada produzida, promovendo eficiência hídrica e reuso.
  • Elaborar 30 planos municipais de adaptação climática em territórios mineradores até 2030, com base no Índice de Progresso Social.
  • Adotar padrões de governança e métricas climáticas globais, fortalecendo a transparência e a cooperação no setor.

“A mineração ocupa apenas 0,052% do território nacional — menos que um corner de campo de futebol, mas temos uma responsabilidade que vai muito além do nosso tamanho físico. Somos parte essencial da transição energética e precisamos mostrar isso ao mundo”, afirmou Jungmann.

Na sequência, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, apresentou a visão da companhia para uma “mineração do futuro” — tecnológica, circular e socialmente responsável.

Pimenta afirmou que o desafio da indústria é “furar a bolha” e mostrar à sociedade que “o mundo é melhor pelo que a mineração faz”. Segundo ele, o setor precisa provar que é possível gerar riqueza, reduzir impactos e melhorar a vida das comunidades.

Entre as principais frentes apresentadas pela Vale, estão: Expansão da produção de cobre, essencial para a eletrificação e transição energética, com investimentos de R$ 70 bilhões no projeto Novo Carajás; Eliminação das barragens a montante até 2035 e transição para o empilhamento a seco — “85% da produção da Vale já é livre de barragens”, destacou; Descarbonização dos escopos 1 e 2, com redução de 33% nas emissões até 2030 e uso de energia 100% renovável no Brasil; Inovação em produtos de baixo carbono, como o briquete verde, que reduz em 10% as emissões na produção de aço; Preservação ambiental em larga escala, com mais de 800 mil hectares protegidos em Carajás — “cinco vezes a cidade de São Paulo” — e planos para expandir esse modelo.

Pimenta também reforçou o compromisso social da empresa, citando o programa que busca tirar 500 mil pessoas da pobreza nos territórios mineradores, em parceria com a Universidade de Oxford. “Não é caridade, é desenvolvimento. Queremos criar condições para que as pessoas caminhem sozinhas”, afirmou.

Mineração regenerativa e digital

O executivo apresentou ainda os pilares da mineração do futuro que a Vale quer antecipar: Operações inteligentes e autônomas, com caminhões automatizados e sensores capazes de prever falhas antes que ocorram; Minas minimamente invasivas, com menor uso de solo e água; Produção circular, reaproveitando rejeitos e estéreis — “já produzimos 20 milhões de toneladas a partir de materiais reprocessados”, disse; Compartilhamento de valor, com foco em comunidades e no pós-mineração; e preparação da força de trabalho do futuro, com novas competências tecnológicas e digitais.

“Queremos que as comunidades nos chamem para ser vizinhos. Ser vizinho da Vale tem que ser algo positivo”, resumiu Pimenta, ao encerrar sua fala com uma provocação: “Sem essa mineração do futuro, qual será o futuro da mineração?”. (Mara Fornari)

VEJA TAMBÉM

Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos
PRÊMIO

Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos

6 out. 2026
Mina de Águas Claras é transformada para uso da sociedade
VALE

Mina de Águas Claras é transformada para uso da sociedade

1 out. 2026
Vale vai retomar operações na Mina de Fábrica
MINÉRIO DE FERRO

Vale vai retomar operações na Mina de Fábrica

24 set. 2026

Artigos Relacionados

Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos
PRÊMIO06/10/2026

Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos

Está aberta a votação para escolha das Empresas e Personalidade do Ano do Setor Mineral
ELEIÇÕES06/10/2026

Está aberta a votação para escolha das Empresas e Personalidade do Ano do Setor Mineral

Mina de Águas Claras é transformada para uso da sociedade
VALE01/10/2026

Mina de Águas Claras é transformada para uso da sociedade

Embaixador Rodrigo de Azeredo Santos assume o IBRAM com perfil econômico e viés global
ENTIDADES25/09/2026

Embaixador Rodrigo de Azeredo Santos assume o IBRAM com perfil econômico e viés global

De penny stock na bolsa a gigante: o caso Yamana e o IPO da Amapá Minerals em Toronto
OURO25/09/2026

De penny stock na bolsa a gigante: o caso Yamana e o IPO da Amapá Minerals em Toronto

BRAMINVEST 2026 visa atrair capital global para o potencial mineral da América Latina
ARTIGO24/09/2026

BRAMINVEST 2026 visa atrair capital global para o potencial mineral da América Latina

Vale vai retomar operações na Mina de Fábrica

Vale vai retomar operações na Mina de Fábrica

Vale e Ligga firmam acordo de participação e fornecimento de longo prazo

Vale e Ligga firmam acordo de participação e fornecimento de longo prazo