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SIDERURGIA

Demanda deve atingir 1,5 bilhão t em 2017

A Associação Mundial do Aço (WSA) divulgou as projeções para 2017 e 2018 do mercado siderúrgico (Short Range Outlook – SRO). A demanda mundial de aço deverá atingir 1,535 bilhão de toneladas em 2017, o que representa um acréscimo de 1,3% e seguindo o crescimento de 1% registrado no ano passado. Para 2018, a estimativa é que a demanda cresça 0,9%, para 1,548 bilhão de toneladas. Comentando as perspectivas, o Sr. T.V. Narendran, Presidente do Comitê de Economia do WSA, disse: "Em 2016, a recuperação da demanda de aço foi mais forte do que a esperada, com a vantagem principalmente proveniente da China. Acreditamos que em 2017 e 2018 veremos uma recuperação cíclica da demanda de aço com uma recuperação contínua nas economias desenvolvidas e um impulso de crescimento acelerado nas economias emergentes e em desenvolvimento. Esperamos que a Rússia e o Brasil finalmente abandonem suas recessões. No entanto, a China, que responde por 45% da demanda mundial de aço, deverá retornar a uma taxa de crescimento mais moderada depois de sua recente subida. Por esta razão, o impulso de crescimento global permanecerá modesto.
 
Com risco de a recessão mundial recuar e o desempenho melhorar na maior parte das regiões, as mudanças geopolíticas preocupam o setor. As incertezas nos Estados Unidos, com o Brexit e as crescentes ondas populistas em eleições na Europa, somadas ao declínio da globalização e livre comércio, geram incertezas nos ambientes de investimento. Para equilibrar isso, os riscos dos conflitos em curso no Oriente Médio e no leste da Ucrânia parecem estar se reduzindo. Nos mercados de capitais, o provável aumento na taxa de juros dos EUA e qualquer valorização do dólar americano terá impacto global. Em particular, pode provocar saídas de capital das economias emergentes e colocar um risco sobre a dívida das empresas nos países em desenvolvimento, que tem aumentado significativamente nos últimos anos.
 
O setor automotivo tem tido o melhor desempenho entre os principais setores de aço, graças à recuperação impulsionada pelo consumo nas economias desenvolvidas, os baixos preços do petróleo e os programas de estímulos governamentais que apóiam as compras de automóveis em vários países. No entanto, isto pode estar chegando ao auge. O setor de construção e infraestrutura, que responde por 50% da utilização global de aço, tem mostrado uma imagem dividida entre as economias desenvolvidas e em desenvolvimento. Este setor tem sido um dos principais motores da procura de aço nos países em desenvolvimento impulsionada pela urbanização, mas a atividade nas economias desenvolvidas desde a crise financeira de 2008 foi mais moderada. O setor de máquinas também poderia se beneficiar do aumento das atividades de investimento se as incertezas que cercam a economia global puderem ser contidas. Por outro lado, espera-se que a depressão nas atividades de construção naval continue por algum tempo, devido ao excesso global de capacidade de transporte.
 
A agenda de reequilíbrio econômico e reforma da economia chinesa continuou no primeiro semestre de 2016, apenas para ser interrompida por pequenas medidas de estímulo do governo destinadas a reduzir a velocidade de queda. Isso produziu um boom de curto prazo no investimento em infraestrutura e no mercado imobiliário, o que estimulou a demanda por aço e outras commodities. Como resultado, a demanda de aço da China mostrou crescimento de 1,3% em 2016. Enquanto a perspectiva econômica chinesa parece estável, a demanda de aço continua a permanecer forte no início de 2017. A demanda deverá desacelerar gradualmente à medida que o governo reajustar sua Política imobiliária. Espera-se que a demanda de aço da China permaneça estável em 2017 e depois caia 2% em 2018.

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