Coronel explica criação do sistema para controle de explosivos

19/05/2024
Sistema Sicoex foi crucial durante a pandemia, permitindo operações remotas e seguras.

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Explosivos (ABIMEX) e o Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de São Paulo (SINDEX) promoveram, dia 8 de maio, em Belo Horizonte (MG), o Workshop Conference – O Futuro Próximo da Mineração no Brasil”. Na abertura do evento, o presidente do SINDEX, Odair José Ferreira dos Santos, enfatizou que o sindicato busca a realização cada vez maior de eventos desse porte para trocar experiências entre os associados.

Com a mediação do vice-presidente, Sérgio Comprido, e do diretor Ricardo Silva, o evento teve a primeira palestra ministrada pelo engenheiro do IBRAM João Carlos de Melo, com a participação remota de Alexandre Melo, também do IBRAM. João Carlos falou um pouco sobre a origem dos recursos minerais, bem como o potencial e a posição relativa do Brasil nos principais minérios, além de mostrar um panorama geral dos números do setor em 2023; as principais minas e unidades produtoras; e reforçou que 2/3 do total da produção mineral mundial é de agregados (42,4 bilhões de toneladas em 2021).

A palestra “Perspectivas da Mineração do Brasil” foi tema da apresentação de Francisco Alves, editor da Brasil Mineral, que ressaltou o momento positivo das empresas de mineração brasileira em termos de crescimento da produção, em 2021, quando o valor da produção chegou a um recorde de R$ 339 bilhões. Em 2022 o mercado registou uma queda para R$ 250 bilhões, e em 2023, também aconteceu uma pequena queda em relação a 2022, de 0,7%. No entanto, no primeiro trimestre de 2024 já houve uma reação. Francisco Alves abordou ainda os principais minerais produzidos pelo Brasil, as perspectivas de crescimento, com destaque para o minério de ferro, que em 2023 respondeu por R$ 148 bilhões, ou seja, praticamente dois terços do valor da produção mineral brasileira no período.

Na sequência, o coronel Rogério Duarte, da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), explicou detalhadamente sobre o desenvolvimento dos sistemas para controle de munições e explosivos no Brasil. O palestrante, um analista de sistemas e coronel de artilharia, descreveu sua experiência desde 2017 na criação do sistema Geomob para mobilização empresarial em emergências, como pandemias, e posteriormente sistemas para controle de munições e explosivos, com destaque para a funcionalidade, segurança e padronização. Enfatizou ainda a implementação bem-sucedida do sistema Sicoex, crucial durante a pandemia, permitindo operações remotas e seguras.

O cel. Duarte explicou que o sistema visa padronizar procedimentos administrativos em todo o Brasil e garantir o controle efetivo de produtos controlados. O cel. levantou também a importância de comunicar e registrar ações de detonação, mesmo em situações emergenciais onde o Exército não pode estar presente. Para Duarte, é necessário destruir explosivos de forma segura, sem riscos para pessoas ou instalações, e seguir os procedimentos burocráticos corretos para evitar problemas. Além disso, o coronel abordou a questão da rastreabilidade e a necessidade de melhorias no sistema, sugerindo uma reunião para discutir os principais problemas e encontrar soluções viáveis. Duarte expressou seu compromisso contínuo com o sistema Sicoex e a importância de adaptá-lo às necessidades dos usuários. Por fim, enfatizou que o momento atual é uma oportunidade para moldar o sistema.

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