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GRAFENO

Codemig lança o projeto MGGrafeno

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerias (Codemig) realizou, dia 05 de julho, o lançamento do projeto “MGgrafeno: Produção de Grafeno a partir de Grafita Natural e Aplicações”. Minas Gerais abrigará a primeira planta-piloto para a produção de grafeno em escala industrial, empreendimento do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CDTN/CNEN), por meio do Laboratório de Química de Nanoestruturas de Carbono (LQN), e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por intermédio do Departamento de Física (DF-UFMG).

Além da CDTN, UFMG e Codemig, o projeto tem a participação da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), responsável pela gestão do projeto. A iniciativa receberá investimentos de R$ 21,3 milhões, em três anos, para desenvolver a tecnologia e implantar a produção em escala piloto. “Com esse acordo, estamos transformando um conhecimento gerado em laboratório em produto de alto valor agregado. Esperamos que esse modelo que ora viabiliza a produção de grafeno em escala industrial inspire outras iniciativas capazes de unir o potencial criativo da academia, a capacidade empreendedora do setor produtivo e o papel indutor do Estado”, afirmou o reitor da UFMG, Jaime Ramírez.

No projeto “MG Grafeno – Produção de grafeno a partir da grafite natural e aplicações”, o grafeno será produzido a partir da grafita natural, que tem em Minas Gerais uma das maiores reservas mundiais de minério de alta qualidade. A produção de grafeno a partir da grafita natural agrega enorme valor a esse mineral: enquanto uma tonelada métrica de grafite é hoje comercializada por aproximadamente US$ 1.000,00 no mercado internacional, uma tonelada métrica de grafeno é comercializada por cerca de 500 vezes esse valor, sendo que, dependendo da aplicação, o preço pode chegar a US$ 100,00 por grama. “A Codemig e o Estado de Minas Gerais perseguem, com o desenvolvimento industrial da produção do grafeno a partir da grafita natural, e com o fomento aos desenvolvedores de suas aplicações, o mesmo impacto econômico e social que foi alcançado com a exploração do Nióbio. O Grafeno insere-se hoje na revolução dos novos materiais que definirão a indústria do século 21”, salienta o Presidente da Codemig, Marco Antonio Castello Branco.

A unidade terá capacidade de produzir inicialmente 30 kg/ano de grafeno de alta qualidade, podendo ser multiplicada e atingir produções na casa de toneladas/ano. O projeto demonstrará a adequação do material produzido a aplicações chave: baterias de íon lítio; compósitos poliméricos; filmes finos condutores; sensores/dispositivos.

Os recursos a serem aportados pela Codemig permitirão a contratação de uma equipe de 28 pesquisadores e técnicos, para desenvolver as diversas etapas previstas no projeto, promovendo a capacitação de pessoal na área de nanotecnologia. Conforme orçamento, 45% do valor do projeto será alocado em laboratórios e equipamentos; o restante será aplicado em recursos humanos e ações complementares. O projeto MG Grafeno permitirá ainda a atração de parceiros industriais para o desenvolvimento de aplicações, tendo-se em vista a segurança gerada pela disponibilização do grafeno em quantidades e qualidade adequadas à industrialização de novos produtos e processos.

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