Cedro obtém licenças para projeto de R$ 3,5 bilhões em Mariana

Expansão prevê aumento de produção para 10 milhões de toneladas anuais de minério bruto e criação de mais de mil empregos, com foco em pellet feed high-grade.
O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais aprovou as licenças de implantação e operação do projeto de ampliação da mina de Mariana da Cedro Participações para ampliar a capacidade de beneficiamento da unidade para 10 milhões de toneladas anuais de minério bruto (ROM), o que corresponde a uma produção de até 5,5 milhões de toneladas de pellet feed por ano. Atualmente, a mina de Mariana produz cerca de 2,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro bruto. O projeto tem vida útil estimada em até 20 anos, podendo ser estendida a partir de nova campanha de sondagem, e prevê mais de mil empregos, diretos e indiretos, na operação, que terá como foco a produção de pellet feed high-grade, conhecido também como “minério verde”.
O projeto receberá investimentos de R$ 3,5 bilhões e a expansão será implantada de forma gradual. O pellet feed high-grade é uma matéria-prima com alto teor de ferro e baixos níveis de impurezas, adequada à produção de pelotas de alta qualidade, que podem ser utilizadas na rota siderúrgica de redução direta, tecnologia que reduz em até 50% as emissões de carbono em comparação com a rota tradicional de alto-forno. Essa solução soma-se a outras práticas já adotadas pela Cedro Participações, como a filtragem e o empilhamento a seco, que dispensam a disposição de rejeitos em barragens, e o reaproveitamento de 85% da água utilizada em seus processos.
A produção do pellet feed faz parte das metas de sustentabilidade da companhia, que combinam soluções tecnológicas, logística de menor impacto ambiental e compromisso com as comunidades onde atua. A Cedro está em busca de 100% da sua produção em pellet feed high-grade, posicionando-se como uma das fornecedoras de “minério verde” para mercados como Europa e Oriente Médio. O projeto permitirá o melhor aproveitamento da jazida, com aumento da arrecadação de tributos e da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) para o município. “Este projeto combina a ampliação da nossa capacidade, a geração de mais empregos em Mariana e a adoção de tecnologias mais modernas. É um passo importante para a Cedro e para a mineração em Minas Gerais”, afirma José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações.
A Cedro mantém uma atuação social permanente nos municípios onde está presente, com apoio a mais de 60 iniciativas nas áreas de educação, saúde, cultura, esporte, inclusão social e infraestrutura urbana. Desde 2020, a companhia já destinou mais de R$ 80 milhões a projetos sociais e obras de interesse coletivo em comunidades de Nova Lima, Mariana e Ouro Preto, contribuindo para o desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida da população. Entre suas iniciativas sociais, a Cedro mantém a Creche Comunitária São Judas Tadeu, em Nova Lima, que atende cerca de 800 crianças em regime de tempo integral, contribuindo para o desenvolvimento educacional e social de famílias da região. O projeto para o aumento da capacidade produtiva em Mariana integra os planos da Cedro para atingir 20 milhões de toneladas anuais a partir de 2032, o que posicionará a empresa como a quinta maior produtora de minério de ferro do Brasil. O planejamento da companhia também inclui a construção do Porto do Meio, em Itaguaí (RJ). Com investimento previsto de R$ 3,6 bilhões, o terminal terá capacidade para escoar até 15 milhões de toneladas de minério por ano, conectando as minas de Minas Gerais ao mercado internacional. Um dos grandes diferenciais está na verticalização do negócio, que permitirá à Cedro se tornar a primeira mineradora de ferro 100% nacional e de capital fechado a controlar todas as etapas da cadeia, da extração ao embarque. “Foram quase três anos de trabalho, com especialistas de todas as disciplinas envolvidas, dos meios físico, biótico e socioeconômico, e uma série de estudos que convergiram para o EIA/RIMA do projeto. Esse estudo passou por análise técnica detalhada do órgão ambiental antes de ser levado ao Copam e define as medidas de controle, mitigação e compensação que vão acompanhar a implantação e a operação da mina. A aprovação reconhece a consistência técnica e a legitimidade do processo de licenciamento conduzido pela Cedro”, afirma Edinilson Barbosa, gerente-geral de Licenciamento Ambiental da Cedro Participações.
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