BCM capta A$ 10 milhões e contrata Altris para a engenharia do projeto Ema

Anuência do Incra é o último documento fundiário pendente para o licenciamento no Ipaam; empresa encerrou o trimestre com A$ 12,2 milhões em caixa
“Após a divulgação do Estudo de Viabilidade Bancável (BFS), obtivemos avanços significativos no projeto Ema, mantendo um ritmo constante nas frentes de engenharia, licenciamento e financiamento. Contratamos a Altris para a fase de Engenharia de Pré-Investimento (FEED), mantendo toda a equipe de engenharia. Paralelamente, a Audiência Pública realizada em Apuí permitiu à BCM dialogar com os proprietários de terras locais e com a comunidade de Apuí como um todo, auxiliando na conclusão do processo junto ao INCRA. Isso é fundamental para obter a anuência necessária para o IPAAM, permitindo que o projeto avance para as etapas finais de licenciamento ambiental”, disse Andrew Reid, Diretor-Presidente da Brazilian Critical Minerals Limited.
A BCM captou A$ 10 milhões junto a investidores institucionais — tanto novos quanto atuais —, o que deixou a companhia em posição sólida, com A$ 12,2 milhões em caixa ao final do trimestre. “Esse recurso nos permitirá avançar com o FEED, o licenciamento e as negociações de contratos de venda (offtake), além de viabilizar o fornecimento interno de sulfato de magnésio, reduzindo, de forma expressiva, nossa dependência das cadeias de suprimentos chinesas”.
Durante o trimestre, a BCM nomeou a Altris Engineering como engenharia projetista líder para o FEED do Projeto de Terras Raras Ema. O FEED elevará o projeto ao nível necessário para viabilizar a transição para a engenharia detalhada, a obtenção de cotações de fornecedores e o desenvolvimento do projeto. A expectativa é que o FEED tenha uma duração de aproximadamente 24 semanas, com os seguintes objetivos principais: amadurecer a engenharia existente e confirmar a seleção dos principais equipamentos; refinar o projeto da planta de processamento e da infraestrutura de apoio, abrangendo todo o circuito — desde o recebimento da solução de lixiviação rica (PLS) proveniente do campo de poços de recuperação *in situ* (ISR), passando pela remoção de impurezas, precipitação de carbonato misto de terras raras (MREC) e desaguamento, até o carregamento do produto final; elaborar especificações de equipamentos, folhas de dados e documentação para consulta, coordenar os processos de solicitação de cotações (*Requests for Quotation*) e conduzir os pacotes de equipamentos principais até a obtenção de propostas tecnicamente conformes por parte dos fornecedores; e atualizar o plano de execução, a estimativa de custos de capital e o cronograma de implementação do projeto, utilizando conceitos de engenharia de valor e incorporando novos dados provenientes de testes e investigações de campo à medida que forem disponibilizados. Após a conclusão do FEED, a engenharia detalhada e a elaboração da documentação para a construção ficarão a cargo de uma empresa contratada brasileira devidamente qualificada, sob a supervisão técnica da Altris.
No terceiro trimestre, a BCM avançou com o Projeto Ema por meio do processo de acesso a terras e licenciamento ambiental. Em 9 de setembro de 2026, a BCM apresentou o Projeto em uma audiência pública na Câmara Municipal de Apuí. A audiência faz parte do protocolo que a BCM está conduzindo junto ao INCRA, referente às atividades propostas para o Projeto em terras situadas em uma área sob controle federal. Entre os presentes estavam o prefeito de Apuí, o presidente da Câmara Municipal de Apuí, um representante do INCRA, proprietários de terras na superfície, membros da comunidade empresarial local e moradores da região. A apresentação da BCM detalhou o Projeto e a abordagem de desenvolvimento por meio de ISR (Recuperação In Situ) proposta, bem como a área operacional planejada, os controles ambientais e a estratégia da Companhia para o relacionamento com a comunidade. A anuência do INCRA é o último documento pendente, relacionado a questões fundiárias, exigido pelo órgão ambiental do estado do Amazonas (IPAAM) para o atual processo de licenciamento ambiental. O documento que confirma a regularidade do título minerário, solicitado pelo IPAAM à Agência Nacional de Mineração (ANM), já foi protocolado.
Após o encerramento do trimestre, a subsidiária brasileira integral da BCM, Mineração BBX do Brasil Ltda (BBX), firmou um acordo vinculativo para adquirir uma participação de 90% na Sais Nordeste Indústria e Comércio Ltda, uma produtora de sulfato de magnésio estabelecida em Feira de Santana, Bahia. O sulfato de magnésio é o principal reagente de lixiviação proposto para o processo de ISR (recuperação in situ) do projeto Ema. Espera-se que a capacidade inicial da Sais Nordeste atenda a aproximadamente 50% das necessidades do projeto durante os primeiros anos de produção, com potencial para uma expansão futura que poderá superar 100%. A unidade está bem localizada, a cerca de 80 km do ponto de suprimento de ácido sulfúrico da UNIGEL, no polo industrial de Camaçari, e a 560 km do polo de produção de óxido de magnésio da Bahia, concentrado na região de Brumado, contando com boa conectividade rodoviária e acesso ao porto de Salvador.
A unidade operou até fevereiro de 2026, momento em que a Sais Nordeste entrou em recuperação judicial (Lei 11.101/05), por não conseguir honrar suas obrigações financeiras, apesar da alta taxa de utilização da planta e da demanda pelos produtos. Conforme os termos principais, a unidade será adquirida pelo valor simbólico de R$ 1, com a assunção de determinados passivos tributários identificados, relacionados à unidade e/ou à sua aquisição. A BCM financiará e supervisionará a reestruturação financeira e operacional da Sais Nordeste, o que inclui a renegociação de passivos tributários federais e estaduais, bem como outras obrigações preexistentes — estimadas, atualmente, em cerca de R$ 15,3 milhões (aproximadamente A$ 4,2 milhões) —, sendo que a maior parte desse montante terá seu pagamento parcelado ao longo de 10 anos. A participação de 90% será transferida na conclusão da operação, condicionada ao cumprimento ou à renúncia de condições precedentes, bem como à obtenção das aprovações judiciais, regulatórias e societárias necessárias no âmbito do processo de recuperação judicial; o acionista atual manterá os 10% restantes. Já foi iniciada uma avaliação de projetos de engenharia e modificações, com o objetivo de determinar as intervenções necessárias para adaptar a unidade para a Ema.
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