Anglo American instala frota de perfuratrizes autônomas no Minas-Rio

Implantação das cinco perfuratrizes marca o encerramento dessa fase do programa Mina Moderna, com operação totalmente remota a partir do Centro de Operações Remotas inaugurado em setembro.
A Anglo American concluiu, em 30 de setembro, a implantação da frota de cinco perfuratrizes autônomas prevista para sua operação em Conceição do Mato Dentro (MG). A quinta máquina entrou em operação autônoma e marca o encerramento da etapa do programa de modernização tecnológica da companhia. O equipamento passou por um processo que envolveu planejamento, montagem, comissionamento e testes em operação convencional. Na sequência, a Anglo implantou e validou o sistema responsável pela operação autônoma da máquina.
As cinco perfuratrizes autônomas vão substituir sete modelos convencionais e irão atuar nos ciclos de perfuração, enquanto são gerenciadas por equipes especializadas que atuam no Centro de Operações Remotas (COR). A iniciativa integra o programa global da Anglo American, chamado Mina Moderna, destinado a ampliar o uso de tecnologias de automação e contribuir para uma mineração cada vez mais segura, inovadora, eficiente e sustentável. No COR, as equipes acompanham, em tempo real, o desempenho dos equipamentos, os parâmetros da perfuração e as condições da operação. A Anglo acredita que a centralização das atividades promove a tomada de decisões mais assertivas e fortalece a integração entre as áreas.
A mudança também amplia as possibilidades de atuação profissional e contribui para tornar a operação mais acessível, já que a perfuratriz pode ser operada remotamente a partir do COR, permitindo que pessoas com deficiência atuem na operação das perfuratrizes e contribuam para o propósito da empresa de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas. “A automação exige uma preparação diferente das equipes e amplia as possibilidades de atuação profissional. Esse processo foi construído ao longo dos últimos anos, com a participação de diferentes áreas e a integração entre tecnologia, desenvolvimento de pessoas e novos processos de trabalho”, afirmou Roberto Moraes, gerente de Operações de Mina da Anglo American em Conceição do Mato Dentro no complexo Minas-Rio.
O projeto transformou processos e rotinas de trabalho, com impacto positivo na vida das pessoas. Sua implantação envolveu diferentes áreas da empresa, a capacitação de profissionais, a criação de novas funções e o desenvolvimento de competências relacionadas à automação, à análise de dados e à supervisão operacional. Inaugurado em setembro de 2025, o Centro de Operações Remotas - COR é um dos principais marcos da transformação digital do Minas-Rio. O espaço concentra a operação das perfuratrizes autônomas e tratores teleoperados da mina.
No COR estão instalados o Command Center das perfuratrizes autônomas e as estações de operação remota dos tratores teleoperados. O ambiente reúne profissionais, sistemas e tecnologias que possibilitam o acompanhamento das atividades em tempo real e apoiam as decisões operacionais. Com as cinco perfuratrizes autônomas em operação, a Anglo American inicia uma nova fase do projeto, marcada pela consolidação do modelo operacional, pela evolução contínua dos processos, já reconhecidos como referência no Brasil e no grupo global Anglo American, e pelo desenvolvimento das equipes. “Concluímos um ciclo importante de implantação. O próximo passo será consolidar esse modelo, continuar desenvolvendo as pessoas e capturar, de forma segura e sustentável, todo o potencial oferecido pela automação”, completa Roberto Moraes.
A introdução das perfuratrizes autônomas modificou atividades, ampliou o uso de ferramentas digitais e criou novas formas de interação entre as equipes de campo e o Centro de Operações Remotas. A técnica controladora Ana Cláudia Oliveira, afirmou que a mudança alterou a rotina das equipes e exigiu o desenvolvimento de novas competências. “Antes, a operação era convencional e o profissional atuava diretamente na máquina, ficando exposto a riscos. Hoje, os ciclos de perfuração são executados de forma autônoma e acompanhados em tempo real a partir do Centro de Operações Remotas. Passamos a monitorar parâmetros da máquina, interpretar alarmes, analisar dados e adequar a operação às características de cada furo. Também é necessário atuar de forma integrada com as equipes de manutenção e operação”, conta. Para Ana Cláudia, a principal transformação está na combinação entre segurança, tecnologia e desenvolvimento profissional. “A tecnologia reduz a exposição direta das pessoas às condições da operação e, ao mesmo tempo, amplia o uso de dados e ferramentas digitais no trabalho. As atividades também evoluíram. Hoje, os profissionais precisam desenvolver novas competências para acompanhar o desempenho dos equipamentos, interpretar informações e tomar decisões a partir dos dados. É uma mudança que exige aprendizado contínuo e amplia as possibilidades de atuação das equipes”, afirma.







