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AÇO

Alacero muda sede para Brasil

No último dia 17 de maio ocorreu reunião semestral da Associação Latino-Americana de Aço (Alacero) na capital colombiana de Bogotá, presidida pelo presidente da entidade, Jefferson de Paula, com uma ampla participação dos membros do Diretório. Os assuntos abordados no encontro foram o cenário econômico e siderúrgico mundial regional, além de temas com objetivo de reforçar a presença e a participação pública da Alacero. Ao final da reunião, houve a participação da Sra. Imelda Restrepo de Mitchell da Associação Nacional de Empresários da Colômbia com uma apresentação sobre a “Conjuntura económica da Colômbia no contexto latino-americano e mundial”.
 
Em relação ao cenário mundial foram observadas mudanças, especialmente pela saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) e a eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos e medidas mais protecionistas e o enfraquecimento da globalização. Também foi relatada a dívida crescente dos países, a debilidade fiscal, a nova política monetária, a volatilidade das taxas de câmbio, etc. A expectativa é que a economia global cresça 3,3% em 2017 e 3,8% no próximo ano. Enquanto isso, na América Latina, o crescimento deve ser modesto, com projeção de 1,1% neste ano e 2% em 2018. 
 
Com relação ao mercado do aço, a ultima previsão da demanda mundial da WSA, que estima um total de 1.531 milhão de toneladas (Mt) para 2017, 1,3% acima de 2016; e 1.548 Mt para 2018, 0,9% com respeito a 2017.
Para a América Latina, o crescimento estimado da demanda é de 2,5% para 2017, com 65 Mt e de 3,9% para 2018, com 69 Mt, sustentada por um melhor desempenho econômico dos países da região, que continuam a enfrentar as importações em condições de comércio desleais, principalmente contra os produtos siderúrgicos chineses. Atualmente, existem 59 ações em vigor, das quais 37 são contra a China e 14 ações em processo, das quais são 12 contra a China. Apesar de apresentar recente melhora, o cenário mundial e da AL continuará sendo afetado pelas exportações chinesas, volatilidade de preços e rentabilidade. 
 
A Alacero decidiu também mudar sua sede na região de Santiago, no Chile, para São Paulo, Brasil. Com isto a entidade espera cumprir vários objetivos, como uma maior presença no principal mercado siderúrgico da região, estar localizada em um centro industrial de classe mundial que permitirá intensificar os trabalhos com a cadeia de valor da indústria e estar localizada em um centro de forte impacto e cobertura pelos meios de comunicação. A mudança será feita ao longo deste ano e deve ser concluída no inicio de 2018. Por último, foi apresentado o avanço nos preparativos do próximo Congresso Alacero-58, que será realizado na cidade de Cancún, México, de 6 a 8 de novembro e que terá o tema: América Latina e sua Indústria Siderúrgica em um Novo Mundo. No programa de conferências destacam-se temas como “O Aço e a Quarta Revolução Industrial”, “América Latina Frente à Nova Ordem Econômica e Político Mundial”, “O Novo Desafio da Cadeia de Valor: China Manufatura 2025”, “A Economia e o Aço” e o “Mercado do Aço Global, Regional e Mexicano”.

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