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COPROCESSAMENTO

Votorantim Cimentos reduz emissões em TO

A Votorantim Cimentos adota, desde a inauguração de sua fábrica em Xambioá (TO), em 2010, o coprocessamento de resíduos para reduzir o passivo ambiental no aterro sanitário e as emissões de CO2. A medida consiste em substituir parte do combustível fóssil na fabricação de cimento. 
 
Com isso, a empresa consegue aproveitar moinhas de carvão de polos siderúrgicos que funcionam em Marabá (PA) e Açailândia (MA), localidades próximas a Xambioá para escoamento dos resíduos. A fábrica realiza coprocessamento também de produtos e resíduos gerados internamente, como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), embalagens de produtos químicos, pó de serra usados em limpezas de graxa e óleo e estopas. Além da questão ambiental, o coprocessamento auxilia na eliminação de focos do mosquito da dengue, zika e chikungunya. Para contribuir para combater o mosquito, a fábrica de Xambioá está em fase final de licenciamento para coprocessar pneus picados. A unidade deve ainda coprocessar Revestimentos Gastos de Cubas (RGC), materiais gerados pela produção de alumínio que, por conterem elementos contaminantes, podem gerar passivo ambiental se descartados inadequadamente. 
 
A Votorantim Cimentos faz o coprocessamento de mais de 5 mil toneladas mensais de moinhas de carvão. Em todo o Brasil, a Votorantim Cimentos realiza o coprocessamento em 15 unidades, distribuídas em 11 Estados e no Distrito Federal. A empresa possui como meta global utilizar, em média, 30% de combustíveis não fósseis em suas fábricas até 2020. No Brasil, a Votorantim Cimentos já alcançou o patamar de 16%, em 2015. Em Xambioá, a fábrica estabeleceu para 2017 substituir 40% dos combustíveis fósseis por renováveis, meta que foi superada no mês de abril, quando a unidade obteve o percentual de 49,1% de substituição. Segundo o assessor de Meio Ambiente da Votorantim Cimentos, Ângelo Zerbini, para 2018 o percentual de substituição poderá ser ainda maior com o coprocessamento de biomassa. “O projeto envolverá o uso de uma variedade específica de cana de açúcar para alimentar o forno de cimento. Com isso, esperamos reduzir ainda mais o consumo de combustível fóssil, chegando bem próximo a uma produção ‘carbono-neutro’, ou seja, utilizando combustíveis renováveis na nossa matriz energética”, afirmou.

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