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REJEITOS

Para Ibram, não há soluções simples

União da cadeia produtiva da mineração, aumento da cooperação entre países mineradores, preservação da segurança jurídica e estímulo à pesquisa mineral. Estes são alguns dos caminhos que devem ser trilhados para que a mineração possa obter avanços em seus processos produtivos e aperfeiçoar a segurança operacional. Foi o que defendeu Wilson Brumer, presidente do Conselho do Instituto Brasileiro de Mineração durante a abertura do evento “Fornecedores de Tecnologias para gestão e manejo de rejeitos de mineração”, que está sendo realizado em Belo Horizonte (MG) até o dia 6 de junho. 
 
Organizado pelo Ibram, em parceria com o CREA-MG, o evento está possibilitando que 38 empresas do Brasil e do exterior mostrem as novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas e aplicadas na gestão de rejeitos de mineração. A iniciativa, segundo Brumer, visa aproximar os fornecedores de tecnologias das companhias mineradoras neste momento em que o setor mineral procura responder ao clamor da sociedade por uma mineração mais segura para as pessoas e o meio ambiente. 
 
O presidente do Conselho do Ibram reconheceu que o setor cometeu erros, mas que os problemas não devem ser generalizados. Para ele, embora não se possa deixar que os fatos – os acidentes com barragens de rejeitos – não caiam no esquecimento, não se deve punir todo o setor mineral por meio da elevação dos custos da atividade, via tributação e encargos”, por conta dos acidentes. “Há movimentos que confundem penalização com tributação. Quem age errado deve receber sua punição, mas não se pode mudar as regras de um setor aleatoriamente, porque isso traz enorme insegurança jurídica e inibe a atividade mineral existente, os investimentos futuros no setor e as contribuições que presta ao País”, afirmou. 
 
O dirigente acrescentou que o evento deverá proporcionar eventuais soluções possíveis de serem adotadas pelas mineradoras, citando como exemplo o setor siderúrgico, que obteve avanços com relação à estocagem de escória de alto forno. “Por meio de muitas pesquisas chegou-se a tecnologias de aproveitamento econômico desse resíduo, entre as quais a que permite fabricar cimento. Esperamos que isso também ocorra em relação aos rejeitos da mineração”, mencionou.
 
Porém, ele alertou que as soluções para os desafios de gestão e manejo de rejeitos minerais não são simples porque, mesmo que haja utilização dos rejeitos como insumos para outras atividades econômicas, ainda assim haverá necessidade de estocagem, seja em barragens, seja em cavas ou via empilhamento a seco, entre outros meios, já que a escala de produção mineral é expressiva.

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