FERTILIZANTES

Os 80 anos de um pioneiro no Brasil

Os 80 anos de um pioneiro no Brasil

Rodolfo Galvani Jr., pioneiro que transformou a cadeia produtiva de fertilizantes no Brasil, vê seu maior legado no Projeto Santa Quitéria, que colocará o País como líder em fosfato e nutrição animal nas regiões Norte e Nordeste.

O engenheiro civil Rodolfo Galvani Jr. completa, neste mês de março, 80 anos. Empresário e industrial, Rodolfo é desses homens de negócios que mudam perspectivas. No seu caso, ajudou a transformar o panorama do agronegócio brasileiro ao viabilizar projetos de fábricas e jazidas de fertilizantes fosfatados. Sua trajetória é parte da história do mercado, uma vez que o executivo é também promotor de melhorias de processos relevantes para a indústria e a logística do setor.

Aos 20 anos, ainda um estudante de engenharia no Mackenzie, em São Paulo, ele já mostrava sua avidez para os negócios. Criou a Comércio e Representações São João Ltda. e iniciou a comercialização de diversos produtos em diferentes áreas. Ali começava sua caminhada como empresário.

Com a independência que conquistou, deu um novo passo. Começou a vender sal. Chegou a montar em Santos (SP) uma unidade para armazenar, vender e distribuir o produto. Prosperou no setor, principalmente por ter construído um modelo de logística eficiente das mercadorias. Logística, aliás, sempre foi uma de suas grandes competências. Foi por conta de seus conhecimentos na área que outro negócio se viabilizou: armazenamento e distribuição de fertilizantes a granel.

VEJA TAMBÉM

Em evento que marca seus 110 anos, IE discute o futuro da mineração
ENGENHARIA

Em evento que marca seus 110 anos, IE discute o futuro da mineração

8 out. 2026
Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos
PRÊMIO

Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos

6 out. 2026
Consulta pública recebe propostas para Declaração de Utilidade Pública
ANM

Consulta pública recebe propostas para Declaração de Utilidade Pública

5 out. 2026

Rodolfo deu o seu segundo grande salto como empresário e, de alguma forma, abriu a perspectiva como industrial de uma parte importante da cadeia do agronegócio, com a concepção e construção de um terminal logístico de fosfato em Paulínia (SP), que depois se tornou um dos maiores complexos industriais de fertilizantes do País.

Rodolfo diversificou sua atuação ao inaugurar uma empresa de engenharia que envolveu uma jazida de pedra e obras de pavimentação. Nesse empreendimento, cresceu junto da cidade de Paulínia, que abrigou a maior refinaria de petróleo da América Latina, a Replan.

Não demoraria para Rodolfo e seus irmãos olharem para a fronteira agrícola aberta no Centro-Oeste e no Matopiba (região agrícola que abrange trechos dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Foi também nessa época que criou a primeira fábrica de fertilizantes do Oeste da Bahia, em 1992, em Luís Eduardo Magalhães, e iniciou o processo de verticalização da produção com as minas de fosfato de Lagamar (MG) e, posteriormente, de Angico dos Dias e Irecê, ambas na Bahia.

Hoje, Rodolfo lidera a mais relevante iniciativa de mineração e industrialização de fertilizantes do Brasil: o Projeto Santa Quitéria, no Ceará. Lá serão produzidos mais de 1 milhão de toneladas de fertilizantes e 220 mil toneladas de fosfato bicálcico, o que representa a entrada da empresa no mercado de nutrição animal e a busca pela liderança nas regiões Norte e Nordeste.

Para Rodolfo, porém, produzir com sucesso significa também desenvolver a sociedade e conservar o meio ambiente. A visão de negócios associada à perspectiva da preservação o fez criar o Parque Vida Cerrado, primeiro e único centro de pesquisa e educação socioambiental do Matopiba, que abriga um criadouro conservacionista e um centro de excelência em restauração, e o Instituto Lina Galvani, uma organização da sociedade civil de interesse público que leva o nome da matriarca da família e já beneficiou mais de 30 mil pessoas por meio de ações sociais realizadas nas comunidades vizinhas à empresa.

Aos 80 anos, esse industrial nascido em São João da Boa Vista (SP) continua a revolução no agronegócio nacional que iniciou nos anos 1960. A cada novo projeto, fortalece o protagonismo da indústria brasileira na cadeia de suprimento do setor agrícola e reduz a dependência nacional desse insumo. Nada mais oportuno e indispensável, em um momento em que o Brasil e o mundo sofrem com a escassez desse produto, que alimentar o mundo de forma sustentável.

Artigos Relacionados

Em evento que marca seus 110 anos, IE discute o futuro da mineração
ENGENHARIA08/10/2026

Em evento que marca seus 110 anos, IE discute o futuro da mineração

Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos
PRÊMIO06/10/2026

Vale conquista 3º lugar no ranking Carreira dos Sonhos

Consulta pública recebe propostas para Declaração de Utilidade Pública
ANM05/10/2026

Consulta pública recebe propostas para Declaração de Utilidade Pública

Reservas para 20 anos, 17 anos para abrir uma mina: a conta que pressiona o ouro
OURO25/09/2026

Reservas para 20 anos, 17 anos para abrir uma mina: a conta que pressiona o ouro

Novos players do ouro apostam em ativos conhecidos e esbarram na falta de mão de obra
OURO25/09/2026

Novos players do ouro apostam em ativos conhecidos e esbarram na falta de mão de obra

Aura Apoena comemora nove anos de viveiro para preservar Cerrado
MEIO AMBIENTE24/09/2026

Aura Apoena comemora nove anos de viveiro para preservar Cerrado

Inova+ Mineração está com inscrições abertas
BAHIA23/09/2026

Inova+ Mineração está com inscrições abertas

IBRAM apoia pesquisa para mapear mineração na região
AMÉRICA LATINA21/09/2026

IBRAM apoia pesquisa para mapear mineração na região