Estudos sugerem potencial paras recuperar cobre em mina da Largo

12/01/2026
O recente estudo interno de flotação de PGMs realizado no quarto trimestre de 2025 apresentou resultados positivos em relação aos teores de cobre no concentrado final.

 

A Largo Inc iniciou estudos geológicos para avaliar a continuidade da mineralização de cobre no Complexo Maracás Menchen, com base em dados de perfuração e amostragem anteriores, bem como em resultados preliminares de testes de recuperação por flotação. Esses testes internos, originalmente conduzidos para avaliar a recuperação de metais do grupo da platina (PGM), mostraram resultados promissores, sugerindo o potencial de recuperação de cobre como subproduto durante o processamento de vanádio e titânio. Em março de 2024, a companhia divulgou os resultados de PGMs obtidos por meio de perfuração e amostragem sistemática das barragens de rejeitos do Projeto Maracás Menchen. Os resultados indicaram a presença de PGMs, o que levou a Largo a iniciar estudos adicionais para avaliar a recuperação desses metais como subprodutos de suas operações primárias de vanádio e titânio.

O recente estudo interno de flotação de PGMs realizado no quarto trimestre de 2025 apresentou resultados positivos em relação aos teores de cobre no concentrado final. Análises internas preliminares realizadas por geólogos e geometalurgistas da Largo Vanádio Maracás correlacionam os teores de cobre com as partículas não magnéticas do minério de vanádio. Dessa forma, a etapa de separação magnética do processo de vanádio da Largo pode estar concentrando o cobre na fração não magnética, que é posteriormente alimentada na planta de flotação de ilmenita.

A equipe de gestão da Largo tem realizado diversos testes metalúrgicos para avaliar a recuperabilidade do cobre utilizando processos convencionais de flotação e obteve resultados iniciais favoráveis para o cobre. Os teores de PGM (metais do grupo da platina) desses testes de flotação ainda estão pendentes, pois as análises de platina e paládio levam mais tempo para serem processadas em laboratórios externos certificados. "Os resultados preliminares da recuperação de cobre na mina Maracás Menchen, desenvolvidos internamente, são encorajadores e estão alinhados com nossa estratégia de recuperar o máximo possível de subprodutos de nossas operações atuais para aumentar a competitividade a longo prazo de nosso principal negócio de vanádio, em resposta aos baixos preços atuais do vanádio. Com a oportunidade de recuperação de cobre e os preços recordes atuais do cobre, o metal pode ser significativamente mais valioso por tonelada de matéria-prima para a planta de flotação de ilmenita do que o valor derivado da própria ilmenita. Nosso objetivo é recuperar tanto cobre quanto titânio na planta de flotação. Também estamos examinando o comportamento dos PGMs (metais do grupo da platina) em um processo de flotação de cobre, o que acreditamos que poderá impactar os concentrados de cobre e potencialmente tornar a produção de PGMs uma importante contribuição econômica adicional para a Largo”, comentou Alberto Arias, co-CEO da Largo.

Para Daniel Tellechea, co-CEO da Largo, a equipe está trabalhando na revisão do banco de dados como parte de um programa de reavaliação e reanálise de trabalhos de exploração anteriores relacionados ao cobre, juntamente com uma iniciativa de perfuração de preenchimento focada em obter uma compreensão mais profunda da distribuição do teor de cobre nos depósitos ao norte e ao sul da mina Campbell Pit. “Esperamos fornecer atualizações sobre essa iniciativa e outros progressos de exploração à medida que nossos esforços continuarem”. Uma revisão do banco de dados atual dos depósitos de Maracás Menchen compreende 351 furos de sondagem e 1.063 amostras, com teores de cobre variando de 0,1% a 1,5% Cu e um teor médio de 0,153% Cu. Esse teor médio corresponde a um comprimento cumulativo de testemunhos de sondagem de 14.358 metros. A tabela 1 apresenta a distribuição do teor de cobre por depósito.