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BAHIA

Comercialização de minérios cresce 50% no bimestre

Comercialização de minérios cresce 50% no bimestre

Ouro, níquel e cobre lideraram comercialização no Estado, com Itagibá, Jacobina, Barrocas e Santaluz respondendo por mais da metade da produção mineral.

Segundo números do Sumário Mineral de março, produzido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o Estado da Bahia comercializou R$ 1,8 bilhão em minérios no primeiro bimestre de 2023, 50% a mais na comparação com o mesmo período do último ano. Em fevereiro, os principais destaques foram ouro (33%), níquel (23%), agregados para a construção civil (areia, brita, cascalho, argila e caulim – 7%) e cobre (6%).

Os municípios que lideraram a produção mineral comercializada em fevereiro são Itagibá (23%), Jacobina (21%), Barrocas (6%) e Santaluz (6%) que, juntos, somaram mais de 50% de toda a produção. A CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) atingiu R$ 8,5 milhões, que serão distribuídos para os municípios baianos, referente à arrecadação bimestral, sendo R$ 4,2 milhões para os municípios citados. A CFEM deve ser destinada a projetos que direta ou indiretamente levam para a comunidade melhoria da infraestrutura, da qualidade ambiental, da saúde e da educação. “A atividade mineral está presente em mais da metade dos municípios baianos e tem papel fundamental para o crescimento do estado. As cidades onde estão situadas as empresas são beneficiadas tanto com o dinheiro da CFEM que retorna para o município, quanto pelos empregos gerados, que normalmente pagam três vezes a mais do que em outros setores, beneficiando toda a economia da região”, afirma o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm.

Já o secretário da SDE, Angelo Almeida, citou a força da mineração baiana e pontuou o resultado dos agregados, que foram responsáveis pelo leve crescimento na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). “A mineração tem um grande potencial na Bahia. Tivemos um desempenho excelente na PMBC nos dois primeiros meses do ano. Também precisamos destacar o crescimento da produção de agregados, responsável pelo aumento de R$ 1 milhão na arrecadação do ICMS dos produtos minerais na Bahia”, disse.

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