Centro de Pesquisa da Aperam completa 30 anos

Estrutura conta com 57 profissionais e replica processos industriais em menor escala, permitindo testes ágeis de novos produtos como o aço inoxidável Endur 300 desenvolvido em parceria com universidades.
O Centro de Pesquisa da Aperam localizado dentro da planta industrial de Timóteo, no Vale do Aço mineiro, comemora, em 2025, 30 anos de atuação com uma equipe de 57 profissionais - entre doutores, mestres, técnicos e pesquisadores. O centro atua no desenvolvimento de novos produtos, na melhoria contínua de processos, na redução de custos e na criação de soluções que integram inovação, sustentabilidade e competitividade. “Investir em pesquisa é investir no futuro. Significa estar preparado para os desafios que virão e se manter relevante no longo prazo. Na Aperam, buscamos inovar para estar cada vez mais presentes na vida das pessoas, com aços mais leves, resistentes e sustentáveis”, explica Tarcísio Reis de Oliveira, gerente executivo do Centro de Pesquisa da empresa.
A proximidade com a usina de Timóteo é um trunfo. O ciclo de testes ocorre em tempo real: a amostra sai do chão de fábrica, é analisada no laboratório e retorna rapidamente com ajustes e validações. Isso reduz custos, evita desperdícios e aumenta a confiabilidade dos resultados. “Ter um centro de pesquisa próprio nos dá velocidade e segurança necessárias para desenvolver novas soluções. Quando se desenvolve algo em escala industrial, os riscos são grandes. No Centro de Pesquisa, onde também contamos com uma réplica da usina, com a maioria dos seus processos e equipamentos em menor proporção, conseguimos testar em pequenas quantidades, variar parâmetros com agilidade e reduzir significativamente os riscos”, detalha Tarcísio.
Além da estrutura interna, a Aperam tem o apoio de universidades e centros de pesquisa. A mais antiga, com a UFMG, já dura cerca de 30 anos. Também integram essa rede USP, Unicamp, UFRJ, UFOP, UFU, UFSCar, CEFET-MG, Unileste e o IPT - maior centro de pesquisa tecnológica do país. As parcerias ampliam a capacidade de inovação, aceleram a transformação do conhecimento acadêmico em soluções práticas para a indústria e contribuem para a formação de profissionais altamente qualificados. Fruto dessa parceria com a academia é o aço inoxidável Endur 300, desenvolvido pela própria Aperam. Ele combina alta resistência mecânica com durabilidade superior, substituindo o aço carbono em aplicações sujeitas a desgaste e corrosão. Uma de suas aplicações mais emblemáticas está em caçambas basculantes, que permanecem em operação por longos períodos, com menor necessidade de manutenção. “Durabilidade é sustentabilidade. Quanto mais resistente e eficiente for o material, menor a necessidade de descarte, menor a emissão de CO₂ e maior o valor entregue ao cliente e à sociedade”, resume Tarcísio. “As caçambas basculantes produzidas com Endur 300 permanecem em operação mesmo após anos de uso intenso no transporte de materiais abrasivos e corrosivos, como minérios e carvão mineral. É uma solução que está transformando esse mercado e abrindo novas oportunidades”, complementa. Outro avanço recente foi o desenvolvimento dos aços de grão não orientado (GNO), essenciais para motores de veículos elétricos e híbridos. Capazes de operar em altas rotações e frequências, esses materiais já estão prontos para atender à demanda futura de um mercado que tende a crescer e começar a produzir veículos elétricos no Brasil.
O Centro de Pesquisa da Aperam acumulou marcos tecnológicos que redefiniram padrões da indústria nacional nesses 30 anos. Durante a crise de 2009, quando o mercado internacional demandava respostas rápidas, a Aperam desenvolveu em tempo recorde os aços inoxidáveis duplex para a exploração de petróleo em águas profundas. Esses materiais foram fundamentais para viabilizar a exploração do pré-sal brasileiro, consolidando o país como exportador de petróleo e marcando um avanço estratégico na matriz energética nacional. Outro legado do Centro de Pesquisa foi o desenvolvimento de aços inoxidáveis para sistemas de escapamento, que, nos anos 1990, permitiram atender às exigências de redução de emissões e melhoria de eficiência de combustíveis. Hoje, praticamente todos os escapamentos de automóveis no Brasil utilizam aços inox desenvolvidos em Timóteo.
VEJA TAMBÉM

Preços do concentrado de lítio quadriplicaram no início de 2026
Recuperação reflete fortalecimento da demanda por baterias e influência crescente de sistemas de armazenamento de energia (BESS), além do mercado de veículos elétricos.
27/07/2026BNDES aprova R$ 100 milhões para Piauí Níquel Metais
Financiamento irá potencializar a produção de precipitados de níquel e cobalto de alta pureza destinados a veículos elétricos e energia sustentável, com produção prevista para 2028.
13/07/2026




