MINERAIS CRÍTICOS

Brasil poderá ter preferência no acesso a US$ 12 bilhões do projeto Vault

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Agência americana destinou US$ 12 bilhões para financiar mineradoras brasileiras na extração e processamento de minerais críticos, exigindo acordos de venda para os EUA e conformidade ESG.

O Brasil é um dos países com mais projetos de minerais críticos passíveis de serem financiados pelas agências de financiamento dos Estados Unidos. Foi o que ficou evidente durante o painel “Navigating agency financing opportunities for U. S. critical mineral”, realizado no dia 2 de março durante a convenção PDAC 2026, que se realiza em Toronto, Canadá, de 1 a 4 de março.

Como ficou patente durante o painel, os Estados Unidos vêem o suprimento desses minerais como um desafio global e um problema geopolítico gerado pela China. Dentre as várias agências e programas federais dos Estados Unidos que estão envolvidas com o financiamento de projetos de minerais críticos, (Departamento de Estados, TRS, Departamento de Defesa, DLA, EXIM e DFC), as que estão mais voltadas ao financiamento desses projetos são a EXIM e a DFC, que podem investir em mineração e processamento fora dos Estados Unidos. A DFC, por exemplo, quadruplicou seu orçamento com essa finalidade e tem sob sua liderança pessoas com experiência em private equity. A DFC -- que é a agência de desenvolvimento do governo americano -- possui um fundo de US$ 1,8 bilhão para investir em processamento e extração de minerais críticos em todo o mundo.

Já o EXIM Bank tem sob sua responsabilidade o projeto Vault, que conta com um orçamento de US$ 12 bilhões, de um fundo público-privado, com apoio da DFC, para financiar a compra e armazenamento de minerais críticos como terras raras, lítio, cobalto e antimônio. O fundo também financia projetos de produção desses minerais. Duas empresas com projetos no Brasil (Mineração Serra Verde e Aclara) obtiveram recursos desse fundo. As exigências para mineradoras brasileiras que pretendam acessar esses recursos incluem acordos de off-take (garantia de venda do material para os EUA), não podem ter participação acionária de entidades chinesas ou russas e devem realizar o processamento localmente ou nos EUA, além de obrigatoriamente adotarem padrões ESG. As modalidades de financiamento incluem empréstimos diretos do Exim Bank, participação acionária da DFC ou praticar mecanismos de preço mínimo. (Francisco Alves)

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