CAULIM

Artemyn Brasil usa Porto de Vila do Conde para manter exportações após acidente

Por Redação Brasil Mineral•
Artemyn Brasil usa Porto de Vila do Conde para manter exportações após acidente

Empresa passa a movimentar 50 mil toneladas mensais pelo Porto de Vila do Conde enquanto recupera a infraestrutura afetada, com retomada prevista para início de 2027.

Um ano após o acidente em que uma barcaça de terceiros colidiu com a instalação portuária privada da Artemyn Brasil, que extrai e beneficia caulim na Amazônia, a empresa segue operando com uma estrutura logística alternativa para manter o abastecimento dos mercados internacionais. Na época do acidente, em setembro de 2025, a Artemyn teve que interromper temporariamente os embarques marítimos realizados pelo terminal da companhia em Barcarena, no Pará. O incidente danificou parte da infraestrutura de carregamento e exigiu a reconfiguração imediata da logística de exportação da empresa, que afirma ter acionado os protocolos de segurança sem registro de impactos ambientais.

Para assegurar a continuidade das entregas, a empresa criou forças-tarefa com representantes das áreas de operações, logística, comercial e conformidade, com foco na manutenção dos compromissos de fornecimento para clientes da Europa, América do Norte e Ásia. Como parte desse plano, a Artemyn passou a movimentar em média 50 mil toneladas mensais de carga pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena, além de cerca de oito mil toneladas mensais embarcadas em contêineres, principalmente com destino ao mercado asiático. “Embora o acidente em nosso porto privado tenha sido um revés importante, ele nos levou a acelerar a avaliação de rotas alternativas e novas parcerias logísticas. Esse processo ampliou nossa capacidade de adaptação e trouxe aprendizados relevantes para a gestão da cadeia de suprimentos”, afirma Anderson Rocha, diretor de Produção da Artemyn na América do Sul.

A operação pelo Porto de Vila do Conde foi viabilizada a partir de articulações com o Governo Federal e autoridades locais, que autorizaram a movimentação de produtos pelo porto público e permitiram a retomada dos fluxos de exportação sob um novo arranjo operacional. A iniciativa também reforça a relevância da infraestrutura portuária pública do Pará como alternativa logística para a indústria mineral e para cadeias exportadoras instaladas na região. “O incidente exigiu uma revisão rápida do nosso modelo de entrega e uma mobilização integrada das equipes. A transição para uma operação alternativa demandou planejamento, agilidade e forte coordenação local. O engajamento da equipe em Barcarena foi decisivo para manter a regularidade dos embarques”, declara Guilherme Barbosa, gerente de Logística da Artemyn na América do Sul.

Enquanto avança a recuperação da infraestrutura afetada, com expectativa de retomar as operações no terminal privado no início de 2027, a empresa segue focada na reconstrução da esteira transportadora danificada no acidente. O plano está dividido em duas etapas: a primeira prevê a estabilização da estrutura atingida pela colisão, garantindo condições seguras para a desmontagem da seção danificada, conduzida por um consórcio especializado em obras portuárias, além do desenvolvimento do projeto executivo para a recuperação definitiva. Concluídas as atividades emergenciais, a Artemyn iniciará a reconstrução da estrutura, incluindo colunas de suporte, sistemas auxiliares e demais utilidades necessárias à retomada integral das operações. A estimativa preliminar para a recuperação da infraestrutura é de nove a 12 meses, sujeita ao cronograma executivo e à evolução das atividades de estabilização e desmontagem.

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