Encontro firma acordo para implantação de unidade industrial em Barcarena

Protocolo de Intenções prevê implantação de unidade para produção de aluminas especiais de alto valor agregado, em área de 50 mil m² no Distrito Industrial de Barcarena.
A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) reuniu, no dia 3 de setembro, em Belém, representantes do setor produtivo e do poder público para avançar na articulação de um projeto voltado à verticalização da cadeia mineral no Pará. O encontro marcou a assinatura do Protocolo de Intenções entre a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) e a Alumina Chemical Technology (ACTECH), que prevê a continuidade das tratativas para a possível implantação de uma unidade industrial no Distrito Industrial de Barcarena. Sediada em Ouro Preto (MG), a ACTECH atua em toda a cadeia da alumina, da mineração de bauxita ao refino, incluindo a produção de aluminas especiais.
Com uma proposta já estruturada, a ACTECH pretende instalar, em uma área de aproximadamente 50 mil m², uma unidade para produção de aluminas especiais de alto valor agregado, ampliando dentro do Estado as etapas de transformação de uma cadeia mineral já consolidada em Barcarena. A assinatura do protocolo formaliza uma nova etapa do projeto, que seguirá para as análises técnicas e administrativas necessárias à avaliação do empreendimento e da área pretendida. O encontro teve a participação de representantes da Codec, da ACTECH, de secretários de Estado, de grandes indústrias, de sindicatos e da Prefeitura de Barcarena, reforçando o papel da Federação na articulação entre os diferentes agentes envolvidos no desenvolvimento industrial paraense.
“Chegou o dia de celebrarmos uma oportunidade de concretizar o sonho de verticalizar a produção mineral. Hoje, assinamos um ato que representa a mudança, e como tudo na vida carece de um período de maturidade, o tempo de maturação chegou ao Pará, graças a uma série de fatores, e apesar das dificuldades reconhecidas, enalteço as vitórias”, declarou o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, para quem a assinatura é um passo concreto na busca pela verticalização da produção mineral e exige responsabilidade compartilhada entre poder público e setor produtivo.
Para o conselheiro de Administração e diretor de Estratégia e Relações Institucionais da Codec, Pádua Rodrigues, que representou o presidente da companhia, Lutfala Bitar, o avanço do projeto está relacionado ao esforço de criar condições para a atração de investimentos e, principalmente, de empreendimentos capazes de verticalizar a produção mineral paraense. “Desenvolvimento econômico é o grande mote de crescimento de um território. Você não faz com que o território cresça sem desenvolver as suas potencialidades, sem criar condições de infraestrutura, logística, governança pública que atenda à atração de investimentos”, afirmou. Já o CEO da ACTECH, Mateus Quintela, destacou que a construção do projeto tem sido marcada por um processo gradual de diálogo com as instituições paraenses, ao longo de aproximadamente dois anos de tratativas.
A verticalização da cadeia mineral foi apontada como um dos principais ganhos potenciais do empreendimento. Embora o Pará tenha forte participação na produção mineral brasileira, parte das etapas de transformação e agregação de valor ainda ocorre fora do Estado, e a implantação de uma unidade de aluminas especiais em Barcarena poderá ampliar a participação paraense nessas etapas, movimentando fornecedores, serviços especializados e novas oportunidades de negócios. O presidente do Sindicato da Indústria Mineral do Pará (Simineral), Emerson Rocha, ressaltou o crescimento da participação do Pará na produção mineral brasileira e defendeu que o avanço do setor seja acompanhado pela ampliação das cadeias produtivas e por critérios de responsabilidade ambiental. “O Pará está pronto para ser o líder de produção nacional da mineração do Brasil, com uma mineração responsável, uma mineração técnica, uma mineração que consegue ampliar a sua cadeia”, afirmou.
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