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AÇO

América latina volta a níveis pré-pandemia

Segundo dados da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), a taxa de crescimento das atividades siderúrgicas continua em tendência de alta, apesar das perspectivas de recuperação desigual nos países latino-americanos. Em setembro, o consumo totalizou 5,025 milhões de toneladas, um aumento de 6,4% em relação a agosto. Essa recuperação foi alavancada principalmente pelo Brasil, México e Peru, respectivamente. Em setembro, os aços planos responderam por mais de 85% da recuperação do consumo, enquanto os longos, por 17,5%. O consumo de aço atingiu 14,245 milhões de toneladas no terceiro trimestre, um incremento de 15,9% em relação ao segundo trimestre. Assim, o consumo atingiu a média de 2020 (14,245 Mt) e iniciou um processo de recuperação para os níveis anteriores à pandemia de COVID-19.

Em outubro, a produção de aço bruto totalizou 4,974 milhões de toneladas, 1,7% a mais em relação ao mesmo mês de 2019. Nesse período, a produção de altos fornos cresceu 4,8%, para 2,546 milhões de toneladas em relação a setembro, enquanto os fornos elétricos atingiram 2,512 milhões de toneladas, uma recuperação de 10,2% em relação ao mês anterior. Em relação aos produtos laminados, a produção de outubro alcançou 4,438 milhões de toneladas, 8,1% superior em relação a setembro e 2,6% maior em relação a outubro de 2019. A produção de tubos sem costura teve o maior crescimento (26%), seguido de planos, com alta de 8,4%, e longos, 7,3%.

“O que vemos ainda é uma reativação gradual da capacidade produtiva. No entanto, os produtores da cadeia de valor que antecede o aço, como minério de ferro, carvão e sucata, ainda não têm condições ideais para uma retomada produtiva e que acompanhe positivamente o setor siderúrgico”, disse Francisco Leal, diretor-Geral da Alacero. “A produção local é o caminho para uma retomada produtiva e, portanto, espera-se que o apoio dos governos melhore as condições para que toda a cadeia de valor possa retornar aos níveis normais de atividade", acrescentou.

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