Alvo Minerals fecha acordo e confirma alto valor de DyTb em Bluebush

Interceptações têm teor médio de 26 ppm de disprósio e térbio, e a compra da Mata Azul eleva a área do projeto para 9.859 hectares, no mesmo granito da mina Serra Verde.
A Alvo Minerals Limited atualizou os acionistas após revisão do Projeto Bluebush de Terras Raras Pesadas em Argila de Adsorção Iônica (Bluebush IAC HREE). Os resultados da perfuração com diamante no projeto Bluebush da Alvo — focado em argilas de adsorção iônica (IAC) e elementos de terras raras pesadas (HREE) — apresentam interceptações espessas significativamente enriquecidas com a mineralização de HREE disprósio e térbio (DyTb), provenientes de horizontes de argila iônica próximos à superfície.
O projeto Bluebush compartilha o mesmo contexto geológico e o granito hospedeiro da mina de HREE em IAC da Serra Verde, ocupando a porção norte do granito Serra Dourada. A Serra Verde, recentemente adquirida pela USA Rare Earth Ltd (USA REE) por US$ 2,8 bilhões, é a única produtora em escala fora da Ásia a produzir todos os quatro elementos de terras raras para ímãs, incluindo os críticos terras raras pesadas Dy e Tb. Bluebush é um projeto confirmado de terras raras em argilas de adsorção iônica, com testes metalúrgicos confirmando taxas de extração de até 89% e testes adicionais em andamento.
Os resultados das análises demonstram que Bluebush é enriquecido com HREE, com um teor médio de 26 ppm de DyTb nas interceptações significativas, o que se compara favoravelmente a outros projetos de IAC em nível global. O Dy e o Tb estão sujeitos a controles de exportação chineses e são os elementos de terras raras para ímãs de maior valor.
Os testes metalúrgicos divulgados anteriormente confirmaram que a mineralização ocorre em argila de adsorção iônica. Testes adicionais estão em andamento; amostras coletadas no local (provenientes do programa de perfuração em curso) foram enviadas à ANSTO, na Austrália, para a realização de testes de lixiviação diagnóstica e lixiviação em coluna.
Por meio de sua nova subsidiária brasileira, a Lanta Resources Ltda, a Alvo firmou contrato definitivo para a aquisição da Mata Azul S.A. O negócio foi fechado com os vendedores do Bluebush sob condições que espelham o Memorando de Entendimento (MOU) original, elevando a área de direitos minerários do projeto Bluebush da Alvo para 9.859 hectares, em comparação com os 9.169 hectares de direitos minerários da Serra Verde. “A importância das terras raras pesadas em Bluebush não pode ser subestimada. O disprósio e o térbio representam cerca de um oitavo do conteúdo de terras raras para ímãs nos intervalos reportados hoje, o que coloca Bluebush ao lado da nossa vizinha Serra Verde como um sistema enriquecido em terras raras pesadas, situado no mesmo granito da Serra Dourada. O disprósio e o térbio estão sujeitos a controles de exportação chineses, e seus preços fora da China estão disparando. Sua escassez faz com que alcancem um prêmio superior a 16 vezes o preço praticado na China — e essa diferença continua aumentando”, disse Rob Smakman, diretor-presidente da Alvo Minerals.
Para o executivo, a mineralização em Bluebush começa na superfície e é espessa; além disso, “muitos de nossos furos de sondagem auger terminam ainda na zona mineralizada. O depósito também está situado sobre um granito rico em quartzo, que tipicamente gera argilas permeáveis adequadas para métodos de recuperação in situ (ISR) de baixíssimo custo. Também assinamos o contrato definitivo para a aquisição de Bluebush junto aos vendedores, a Mata Azul S.A. As partes trabalharam diligentemente para finalizar a documentação em termos que estão em estreita conformidade com o Memorando de Entendimento (MOU). Nossos novos resultados e a conclusão do contrato ocorrem logo após o acordo entre a USA Rare Earths e a Serra Verde — um acordo que inclui um contrato de compra e venda (offtake) com preço mínimo garantido e compromissos significativos do governo dos EUA para assegurar a compra da produção e expandir a capacidade produtiva”.
A Alvo avança agora para a perfuração de delimitação em Boa Vista Praia e São Bento, visando à elaboração de uma estimativa inicial de Recursos Minerais. “Paralelamente, os testes da ANSTO nos fornecerão uma primeira avaliação de como as argilas de Bluebush respondem à lixiviação em coluna, o que nos ajudará a analisar todas as rotas de processamento possíveis, incluindo o método ISR, que é ambientalmente sustentável e exige baixo investimento inicial (CAPEX)”.
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