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ENGENHARIA

Solução digitalizada para mineração no Brasil

Solução digitalizada para mineração no Brasil

A unidade brasileira recentemente foi definida como um dos Centros Globais de Engenharia para Mineração.

Por meio do segmento de negócios "Plant Technology", a thyssenkrupp reforçou o portfólio de soluções digitalizadas para mineração a partir de tecnologia desenvolvida 100% no Brasil. A unidade brasileira recentemente foi definida como um dos Centros Globais de Engenharia para Mineração da companhia e tem desenvolvido soluções de automação avançada para recuperadoras/empilhadeiras de graneis sólidos (como minério de ferro, carvão, caulim e grãos). Chamada de BWSR Autônoma (Bucket Wheel Stacker Reclaimer), ela possui sistema com algoritmos avançados, sensores a laser, GPS e radares integrados que permitem controle à distância com posicionamento autônomo e monitoramento em tempo real das pilhas de materiais, melhorando a gestão operacional. "Soluções 4.0 podem contribuir e muito para o aumento da eficiência operacional no setor de mineração. E dada a importância desse mercado brasileiro no contexto global, é imprescindível contar com um time local de engenharia que possa atender à demanda das grandes mineradoras de forma rápida e personalizada. É por isso que estruturamos um centro de excelência em mineração aqui no Brasil, preparado não só para atuar em projetos locais, mas também em outros países ao redor do mundo", destaca Paulo Alvarenga, CEO da thyssenkrupp para a América do Sul.

A BWSR Autônoma da thyssenkrupp propicia a melhora da utilização dos pátios de granéis sólidos, e otimiza o manuseio do material com um ganho de produtividade em torno de 20%, quando comparada a operações convencionais. A vida útil dos equipamentos aumenta também em cerca de 25%, em razão da estabilidade da operação proporcionada pela automação avançada. Consequentemente, a solução autônoma contribui para a redução das emissões de CO2, pois o consumo de energia também é potencializado. "Os algoritmos que desenvolvemos atuam com parâmetros que fazem o equipamento trabalhar na mais alta performance, sem momentos de subutilização das caçambas - que acarretam perda da produtividade -, nem picos de operação causadores de estresse e de fadiga. Dessa forma, ainda conseguimos evitar paradas desnecessárias na produção, que são, em geral, um gargalo operacional para as mineradoras", explica Leonardo Pena, diretor técnico do Centro de Competência Global de Engenharia da unidade Plant Technology da thyssenkrupp na América do Sul.

A recuperadora autônoma é a primeira máquina do gênero desenvolvida pela thyssenkrupp e a primeira do mercado brasileiro a sair de fábrica 100% automatizada. A equipe brasileira da thyssenkrupp desenvolveu também um sistema carregador de vagões, chamado de TLO híbrido, com inteligência artificial e técnicas de aprendizado de máquina para melhorar a precisão do carregamento. O sistema é híbrido, por combinar dois tipos de operação -volumétrica e gravimétrica - que garantem o volume e a precisão.

O sistema híbrido permite embarcar o minério a uma taxa média de 16 mil toneladas/hora, com maior precisão, além de reduzir o tempo de carregamento dos vagões e aumentar a disponibilidade da linha férrea. A inovação foi patenteada no Brasil e será aplicada em uma operação de mineração na região Norte.

As características do sistema híbrido, que opera nos modos volumétrico e gravimétrico, permitem também sua aplicação na operação de portos que fazem importação de granéis. "Ele abre uma nova opção para as empresas que operam com graneis, como minérios e grãos, e necessitam de rapidez na logística de escoamento e alta precisão. Este é mais um exemplo de como a experiência do time brasileiro da thyssenkrupp pode aportar inteligência para soluções que podem ser aproveitadas globalmente", conclui Pena.

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