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GERDAU

Receita líquida cai 5% no trimestre

A Gerdau obteve receita líquida de R$ 10,2 bilhões no segundo trimestre de 2016, queda de 5% na comparação com o mesmo trimestre do último ano. O resultado se deve aos menores volumes de vendas de aços longos e ações especiais no mercado brasileiro e da venda de sua operação na Espanha. No entanto, quando comparada com o primeiro trimestre deste ano, a receita líquida da Gerdau subiu 2%, decorrente dos maiores volumes vendidos em quase todas as suas operações.

As vendas físicas somaram 4,2 milhões de toneladas, retração de 1% frente ao mesmo trimestre de 2015, mas aumento de 10% na comparação com os três primeiros meses de 2016. De abril a junho, a produção de aço foi de 4,3 milhões de toneladas, 3% a menos sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto que na comparação com o primeiro trimestre houve expansão de 4%. O Ebitda consolidado ajustado alcançou R$ 1,2 bilhão, mantendo-se estável em relação ao segundo trimestre do ano passado, sustentada pela redução de 9% das despesas com vendas, gerais e administrativas no período e pela maior contribuição das empresas associadas e com controle compartilhado no balanço. Na comparação com o primeiro trimestre, o Ebitda cresceu 29%. No segundo trimestre, os destaques foram a evolução do Ebitda de 62% na Operação Brasil (não inclui unidades de aços especiais) e de 53% na Operação Aços Especiais (inclui usinas produtoras de aços especiais no Brasil, Estados Unidos, Índia e Espanha até maio) frente ao primeiro trimestre de 2016.

Desconsiderando o efeito não caixa da venda da operação na Espanha, o lucro líquido consolidado ajustado foi de R$ 184 milhões, 31% abaixo frente ao segundo trimestre de 2015. Porém, quando comparado com o primeiro trimestre de 2016, o lucro líquido ajustado evoluiu significativamente, devido ao melhor resultado operacional. "Nosso esforço de gestão, em todas as operações está gerando ganhos imediatos à Empresa e que já se refletem em nosso balanço. Conseguimos, no trimestre, alcançar um expressivo fluxo de caixa livre, reduzir o nível de endividamento e de investimentos, assim como gerar mais resultado. Esse desempenho demonstra que a Gerdau está se reinventando e seguindo as prioridades estabelecidas para 2016, de gerar mais valor de mercado e ampliar a competitividade das operações.", afirma André B. Gerdau Johannpeter.

No Brasil, as vendas para o mercado interno (não inclui as unidades produtoras de aços especiais) foram impactadas pelo menor nível de atividade da construção civil e da indústria, caindo 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, para compensar o menor desempenho no mercado interno, 622 mil toneladas de aço foram exportadas, uma evolução de 30% frente ao segundo trimestre de 2015. Já em relação ao primeiro trimestre deste ano, tanto as vendas para o mercado interno (+12%) quanto as exportações (+18%), apresentaram aumento, decorrente, respectivamente, da sazonalidade no período comparado e da melhora dos preços internacionais do aço no início de 2016.

A Gerdau investiu R$ 326 milhões no segundo trimestre em ativo imobilizado (CAPEX), menor montante desde 2010. Um dos principais investimentos é o novo laminador de chapas grossas, com capacidade instalada anual de 1,1 milhão de toneladas, que já entrou em operação na usina Ouro Branco (MG), conforme previsto. Com isto, a Companhia amplia a linha de produtos no segmento de aços planos e atende a novos nichos de mercado. Na Argentina, as obras da nova aciaria estão em fase avançada e os testes operacionais da planta iniciam em dezembro. A capacidade instalada da nova unidade será de 650 mil toneladas por ano e o foco será o atendimento do mercado interno. Para o exercício de 2016, a previsão de desembolso de CAPEX continua de R$ 1,5 bilhão, 35% abaixo do realizado em 2015. O foco dos investimentos será a melhoria de produtividade e manutenção.

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