Programa Redes alavanca produção de mandioca

15/06/2022
O programa existe desde 2017 e é realizado com a Associação dos Assentados do Projeto José Martí.

Com o apoio da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), o Programa ReDes, uma parceria entre o Instituto Votorantim e o BNDES, conseguiu impulsionar o cultivo da mandioca como fonte de renda para agricultura familiar em Niquelândia (GO). O programa existe desde 2017 e é realizado com a Associação dos Assentados do Projeto José Martí (AJM) e em 2022 encerra o ciclo de cinco anos com previsão de quadruplicar a receita dos 37 associados.

O apoio viabilizado pelo ReDes em infraestrutura e consultoria para melhores práticas, desde a produção até a gestão, possibilitou a diversificação de clientes para geração de renda e sustentabilidade. Em 2020, houve crescimento de 24% na receita. Agora, a Associação espera alcançar um incremento de 477%. A iniciativa da CBA viabilizou a construção de uma unidade de beneficiamento que possibilitou aumentar os ganhos coletivos, além de uma primeira parceria de produtores rurais do assentamento da região com uma fábrica de cerveja. A cervejaria adquiriu, em 2021, 56 toneladas do tubérculo para o processo produtivo com marca goiana. 

A ação começou como orientação para a lavoura e construção de unidade de beneficiamento, mas evoluiu com a fabricação de farinha e polvilho (fécula), além da venda do excedente de produção para fabricação de cerveja. "A diferença é muito grande. Se antes se produzia 50 quilos de farinha por mês, hoje está na faixa de dois mil quilos”, disse o presidente da AJM, Jechonias Gonçalves dos Santos. Uma tonelada de farinha é vendida em média por R$ 8 mil, enquanto a mesma quantidade de mandioca é comercializada por R$ 800. O presidente da Associação ressalta que o apoio recebido pelo Programa ReDes transformou a vida de quem tira o sustento da agricultura no assentamento, onde vivem pelo menos 45 famílias.

A partir do apoio do ReDes, as melhorias na gestão do negócio impulsionaram também o crescimento da lavoura, que passou de três para oito hectares com novo manejo e correção do solo orientada pelos consultores do Programa. Os resultados, além de motivar novos planos de crescimento, têm incentivado mais pessoas a investir no cultivo de mandioca, que impacta em outras produções na comunidade. O assentamento tem diversificado os cultivos que, em 2021, incluíram frutas, verduras, além da mandioca, para venda também para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A casca do tubérculo e até mesmo as ramas também são utilizadas para alimentação de vacas leiteiras.

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