Planta de Demonstração da Viridis supera as premissas de Recuperação

24/07/2026
As recuperações de MREO em julho de 2026 superaram 80%, superando significativamente as recuperações metalúrgicas adotadas no Estudo de Pré-Viabilidade (PFS).

 

A Viridis Mining and Minerals Limited anunciou a produção contínua em regime de operação estável de Carbonato Misto de Terras Raras (MREC) em sua Planta de Demonstração de última geração, após a bem-sucedida partida inicial anunciada em 26 de maio de 2026. As recuperações de MREO em julho de 2026 superaram 80%, superando significativamente as recuperações metalúrgicas adotadas no Estudo de Pré-Viabilidade (PFS). As recuperações médias de julho de 2026, de 79% para MREO e 64% para TREO, comparam-se favoravelmente às premissas do PFS de 76% e 57%, respectivamente, destacando o potencial para melhorias significativas na viabilidade econômica do projeto à medida que essas recuperações aprimoradas são incorporadas ao Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS).  

A otimização da Planta de Demonstração continua em andamento, com várias melhorias de processo e iniciativas operacionais ainda a serem implementadas, as quais devem aumentar ainda mais as recuperações metalúrgicas. A Planta de Demonstração tem operado de forma confiável em regime contínuo de 24 horas, utilizando sistemas de controle totalmente automatizados baseados em Controlador Lógico Programável (CLP), circuitos integrados de recirculação de água e reagentes, e um laboratório no local para otimizar misturas de alimentação, tipos de minério, faixas operacionais de pH e outros parâmetros-chave do processo que influenciam a recuperação de terras raras. O trabalho de qualificação do produto está avançando com a parceria estratégica de offtake com a Solvay. Amostras de MREC de alto teor foram produzidas conforme as especificações e enviadas para a unidade da Solvay em La Rochelle, na França.  

A alimentação de minério bruto de mina (Run-of-Mine ou ROM) foi proveniente das Concessões do Norte, que sustentam os anos iniciais do plano de lavra da mina Colossus, fornecendo fatores de recuperação representativos para incorporação ao DFS e ao modelo financeiro do projeto. A validação do fluxograma do processo sob operação contínua em escala comercial confirmou a robustez e a repetibilidade da produção de MREC, permitindo à Empresa finalizar os critérios-chave de projeto do processo e diversas decisões sobre custos de capital e operacionais para o DFS.  

Aproveitando o projeto e a escala da Planta de Demonstração, a Viridis também realizou diversos estudos técnicos para a planta comercial, com os seguintes resultados: Decantação em Contracorrente (CCDs) – comprovou o teor de sólidos no underflow (fluxo inferior) e a clareza do overflow (fluxo superior) desejados; Filtros de precipitação de resíduos e MREC – formação de tortas de filtração adequadas com o teor de umidade alvo, mitigando riscos no projeto de preenchimento com resíduos e no sistema de ensaque do produto; Tratamento de água – operação bem-sucedida do módulo (skid) de tratamento de água para comprovar a operação com descarga líquida zero, a reciclagem de água e a recuperação do reagente sulfato de amônio ("Amsul") e Testes com corpos de prova (cupons) para confirmação dos materiais de construção da planta comercial.  

As instalações do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) continuam a demonstrar sua importância estratégica, recebendo processos de due diligence técnica conduzidos por engenheiros independentes a serviço dos financiadores — em apoio ao escopo de financiamento do projeto pelo consórcio bancário — bem como delegações governamentais e institucionais de alto nível, incluindo o Comissário da UE, Jozef Síkela. “A Planta de Demonstração continua a superar nossas expectativas e marca mais um marco importante no desenvolvimento do Projeto Colossus. Operar com sucesso em regime automatizado e contínuo de 24 horas já é, por si só, uma conquista significativa; no entanto, o resultado mais vital é que estamos alcançando, de forma consistente, recuperações metalúrgicas superiores às previstas em nosso PFS (Estudo de Pré-Viabilidade). Cada ponto percentual de melhoria na recuperação traduz-se diretamente em uma maior produção de terras raras a partir da mesma alimentação de minério, criando potencial para melhorias expressivas na viabilidade econômica do projeto à medida que avançamos para o DFS (Estudo de Viabilidade Definitivo)”, afirma o Diretor-Presidente, Rafael Moreno.  

Para Moreno, os resultados foram obtidos enquanto o trabalho de otimização continua em andamento. “A Planta de Demonstração nos proporcionou uma plataforma excepcional para testar e refinar parâmetros operacionais fundamentais em condições de escala comercial, e já identificamos diversas iniciativas adicionais de otimização com potencial para aumentar ainda mais as taxas de recuperação antes da conclusão do DFS. Além de melhorar as recuperações, a Planta de Demonstração também nos permitiu validar equipamentos críticos do processo, otimizar parâmetros operacionais e definir diversas premissas de CAPEX e OPEX para a planta comercial. A Planta de Demonstração tornou-se uma ferramenta fundamental de mitigação de riscos para o Projeto Colossus. Ela oferece a financiadores, parceiros estratégicos e clientes de offtake (contratos de compra e venda) uma prova concreta de que nosso fluxograma de processo, de concepção simples, opera de forma confiável e contínua, produzindo Carbonato Misto de Terras Raras de alta qualidade e em conformidade com as especificações. Com o financiamento, o licenciamento, as negociações comerciais e as atividades do DFS avançando simultaneamente, esses resultados operacionais reforçam ainda mais nossa confiança à medida que caminhamos para a Decisão Final de Investimento nos próximos meses”.