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FERTILIZANTES

MT quer incentivar produção de remineralizadores

MT quer incentivar produção de remineralizadores

Levantamento da companhia matogrossense identifica jazidas de basalto e rochas alcalinas no estado, além de plantas em construção para testes agronômicos e agricultura de precisão.

Apesar de ser um dos principais consumidores de fertilizantes, por ser um grande produtor de grãos, o estado de Mato Grosso ainda não conta com fontes de suprimento locais e tem que importar a maior parte do que consome de outros estados. Este é o caso, por exemplo, dos remineralizadores, cujo uso está sendo bastante disseminado no estado.

Com o objetivo de mudar esse quadro, a Metamat (Companhia Matogrossense de Mineração), está realizando um levantamento sobre o potencial de remineralizadores de solos e rochas fosfatadas no estado, ao mesmo tempo em que está construindo uma estufa para testes agronômicos de rochas, em parceria com a FAGEO - Faculdade de Geociências da UFMT, além de iniciar um trabalho com agricultura de precisão com uso de métodos geofísicos. Esse programa será desenvolvido em convênio com a FAGEO em Primavera do Leste, na safra de 2022/23.

De acordo com o geólogo Luan Nonato Figueiredo, da Sílex Agrogeologia, que fez uma apresentação sobre uso de remineralizadores no 3º. Seminário de Mineração do Norte de Mato Grosso, existem jazidas conhecidas no estado, mas que ainda não estão produzindo. É o caso, por exemplo, do basalto toleítico da Formação Tapirapuã, em Tangará da Serra e Diamantino, o basalto alcalino da Formação Paredão Grande, em General Carneiro, Dom Aquino, Rondonópolis e Poxoréu, e das rochas alcalinas do Complexo Alcalino de Planalto da Serra. Porém, existem minas em vias de iniciar a produção, como é o caso de uma unidade da Pedramat, que vai explorar uma mina de basalto toleítico em Tangará da Serra, com 11% de CaO, 6,62% de MgO e 0,42% de K2O e outra de diorito da Agro Maripá, em Juara, com 4,5% de K2O.

O geólogo afirma que, embora não haja informações precisas sobre o volume de remineralizadores em Mato Grosso, estima-se que seja expressivo, já que há propriedades agrícolas com mais de 10 mil hectares utilizando remineralizadores em área total. “Os principais tipos de remineralizadores em uso são os potássicos, produzidos em outros estados, como siltito glauconítico, fonolito e kamafugito de Minas Gerais; nefelina sienito e micaxisto de Goiás; e muscovita biotita xisto do Tocantins. Esses remineralizadores estão substituindo o KCl, a principal fonte de potássio, de elevado preço e afetado pelo conflito da Rússia e Ucrânia. Destaca-se que mais de 95% do KCl utilizado na agricultura brasileira é importado do Canadá, Rússia e Belarus”, diz Luan Figueiredo.

Com relação às fontes de fósforo, ele diz que o consumo de fosfato natural tem aumentado. “Os principais produtos são o fosfato natural de Bonito – MS, Pratápolis -MG, Taipas – TO e o termofostato de Bonito – PA”.

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