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URÂNIO METÁLICO

INB quer exportar produto para Argentina

A Indústria Nucleares do Brasil (INB) realiza estudos para entrar no mercado de urânio metálico e fornecer o produto para o Reator de Pesquisa e Produção de Radioisótopos da Argentina, que está em construção. Além disso, a INB deve levar, em 2017, a segunda carga de urânio enriquecido para abastecer a usina nuclear localizada na cidade de Lima, ao norte da capital Buenos Aires. O contrato com a estatal Combustibles Nucleares Argentinos é de US$ 4,5 milhões e a INB aguarda aprovação da exportação pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 
 
Para o presidente da INB, João Carlos Tupinambá, essa exportação é estratégica para o Brasil. Ele também ressalta a importância de entrar no mercado de urânio metálico. "Nosso interesse começou pela Argentina, mas existem outros reatores no mundo que consomem esse tipo de combustível. Se tivermos sucesso, não teremos só a Argentina como possível cliente, mas outros países também", afirmou. Tupinambá explicou que o enriquecimento do urânio até 20%, necessário para a produção de fármacos, será feito no Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP). Depois, o produto será encaminhado ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), para a fabricação do urânio metálico.
 
O presidente da INB disse ainda que a exploração de urânio na Mina do Engenho, localizada em Caetité (BA) será retomada ainda em 2017. Atualmente, está sendo feito o trabalho de decapeamento, que é a etapa anterior à lavra do minério, prevista para começar até novembro. "Nesse decapeamento, devemos retirar umas 70 toneladas de urânio", previu. A INB também busca novos parceiros para investimentos na exploração de urânio nas reservas ainda exploradas de Caetité (BA) e de Rio Cristalino (PA).
 

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