IBRAM aborda papel estratégico do Brasil para uma mineração sustentável
O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário, participou da palestra de abertura do Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026, dia 9 de junho, em Brasília. O evento realizado pelo instituto teve a participação de executivos de entidades e de empresas do setor mineral, entre outros segmentos, e autoridades federais. Para Cesário, a mineração tem papel estratégico na geração sustentável de energia, diante do avanço acelerado de novas tecnologias. “O aumento da demanda energética para sustentar inovações como inteligência artificial, data centers e digitalização reforça a importância do estímulo à mineração para viabilizar a transição energética. Este cenário posiciona a mineração no principal palco de discussão global. Não existe energia sustentável sem mineração, seja eólica, solar ou nuclear”, afirmou.
A representante do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, no seminário, a secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, disse que a mineração atravessa um momento especial, ganhou enfoque de setor estratégico de Estado e deixou de ser tema de interesse restrito dos países produtores (de minérios), principalmente devido à crescente demanda global pelos minerais críticos e estratégicos e ao potencial do Brasil em ser um dos principais fornecedores. Cesário abordou ainda o consenso político entre governo e oposição, que resultou na aprovação do projeto de lei 2780/2024, que institui a política nacional de minerais críticos e estratégicos, na Câmara dos Deputados. “Este consenso permitiu dar uma resposta à Nação sobre um desafio real”, disse ao se referir à política pública sobre os minerais críticos. O deputado Arnaldo Jardim, que assim como Ana Paula, do MME, participou do primeiro painel de debates, foi o relator do PL 2780 na Câmara. Assim como Pablo Cesário, Arnaldo Jardim destacou o alinhamento entre Executivo e Legislativo na construção “de uma política de Estado para os minerais críticos e estratégicos”. O PL tramita agora no Senado Federal. “O conjunto que foi constituído terá aperfeiçoamento, mas dificilmente o Senado destoará, divergirá ou estabelecerá um novo rumo”, declarou. Brasil tem condições únicas para liderar oferta global de minerais estratégicos.
O presidente do IBRAM ressaltou que o Brasil reúne condições únicas para assumir o protagonismo na oferta global de minerais estratégicos, incluindo as terras raras, essenciais para tecnologias de ponta e para a transição energética. “O País possui recursos minerais relevantes e capital humano qualificado, com pesquisadores, profissionais e empresas capazes de competir globalmente. Para o dirigente, o futuro da mineração está baseado na combinação entre recursos minerais e conhecimento. Ele defendeu que o aproveitamento de minerais críticos e estratégicos deve estar associado ao desenvolvimento científico, à inovação e à agregação de valor, permitindo que o país participe de forma mais qualificada das cadeias globais de produção. O futuro é um binômio: mineração mais conhecimento”, afirmou.
O diretor-presidente do IBNRAM disse ainda que o Brasil deve fortalecer parcerias comerciais e institucionais com outros países, tanto para ampliar mercados quanto para promover a troca de conhecimento e a adoção das melhores práticas internacionais em sustentabilidade, governança e inovação. “A cooperação internacional será fundamental para que o Brasil consolide sua posição como fornecedor confiável de minerais essenciais para a economia de baixo carbono, ao mesmo tempo em que desenvolve uma indústria mais competitiva e alinhada aos padrões globais”. Ao abordar os desafios do desenvolvimento, Cesário defendeu que a expansão da mineração deve estar diretamente conectada à geração de prosperidade compartilhada. Segundo ele, o grande desafio do Brasil é transformar sua riqueza mineral em oportunidades duradouras para trabalhadores, comunidades, empreendedores e investidores. “Mais do que criar ciclos de ouro, é criar um ciclo sustentável e duradouro para todos”, concluiu.
O Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026 conta com o patrocínio das da BHP e Vale Base Metals (categoria Master), Norsk Hydro e Lundin Mining (categoria Diamante), além de Borborema Recursos Estratégicos e Taboca S.A. (categoria Prata). O evento também conta com o apoio institucional de importantes entidades públicas e privadas, entre elas a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (ABIAPE), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia), Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Associação Brasileira de Engenheiros de Mineração (ABREMI), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Agência Nacional de Mineração (ANM), Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo), Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Associação Brasileira de Geossintéticos (IGS Brasil), Mining Hub, Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcário do Espírito Santo (Sindirochas) e Women in Mining Brasil (WIM Brasil).
O Seminário teve apoio editorial da Brasil Mineral, BNews, Cidades e Minerais, Conexão Mineral, EaeMáquinas, In The Mine, Mineração e Sustentabilidade, Minérios & Minerales, Notícias de Mineração, Podcast da Mineração, Por Dentro de Minas, Radar Mineração, Revista Amazônia, Revista Areia & Brita, Revista M&T, Revista Novo Solo, 2A+ Mineração e ClimaTempo.